terça-feira, 28 de março de 2017

O DNA e a evolução da espécie

Imagem: http://professoradanielagil.com.br

O DNA, aprendemos na escola, é a molécula da vida. É no DNA que a informação genética de um organismo é armazenada e transmitida aos seus descendentes. Isso acontece na teoria da escola. Aqui, ao vivo e a cores a realidade e a lei da evolução garantem mais características que ainda não chegaram aos livros escolares.

Foi-se o tempo em que o DNA era responsável por transmitir características genéticas às pessoas. Eis que agora o DNA, ao menos nestas terras de babaçuais agora transmite competência, inteligência, altas capacidades para ocupar cargos públicos, sem precisar passar pelos prosaicos concursos públicos, coisa de baixo clero.

Aos desavisados pode causar espanto ao ver que parcela considerável dos cargos em repartições públicas seja ocupada por aqueles que brandiam raivosamente bandeiras nos meses de loucura eleitoral e coincidentemente guardam em comum com chefetes o mesmo DNA. Alguns não entendem tanto fervor. Passadas as eleições e nos anos posteriores se verá a motivação por trás de tanto ardor.

E ainda tem os bobos da corte que a tudo isso veem e consideram coisa normal, que sempre existiu. Com pensamentos assim, sempre existirá.


E tenho dito!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Requiescant in pace

Imagem: Arquivo do Blog.

E então o prédio da escola foi doado, como planejado. Entre tantas opções de aproveitamento para o prédio, ele foi doado. Não demora e se verá o município passando o pires pelos corredores do governo, em busca de recursos para tocar obras, por não dispor de recursos próprios em quantidade suficiente, mas doamos um prédio.

Não deveria causar muita surpresa mesmo, tal ato, afinal, no município já foram doadas as calçadas para os comerciantes expor/vender suas mercadorias; as ruas foram doadas a furiosos e inabilitados condutores de veículos para nelas fazer o que bem entender; o canteiro central da principal avenida da cidade foi doado a comerciantes para lá receber sua clientela com brasas, fumaça e bebidas; o teatro doado às baratas; os poliesportivos aos insetos... pensando bem, era apenas uma questão de tempo.

E a reação da plebe a tudo isso se resume a “protestar muuuiito nas redes socais”. E o que resta então de patrimônio público a ser preservado, os urubus domesticados? Contrariamente às falas favoráveis ao projeto, preservar o patrimônio não é se prender irremediavelmente ao passado, pelo contrário, se trata de preservar a memória da cidade, guardar algo que nos resta no presente e nos lembre no futuro. Não se trata apenas de um edifício. É muito mais que isso. São histórias que se encerram naquele lugar e porque não dizer, ali é um museu a céu aberto. Falta sensibilidade para sentir, perceber o que se fez. Agora é tarde. Por todas as memórias agora solenemente sepultadas alisó resta afirma Requiescant in pace.

E tenho dito!