Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Nunca antes na história desta cidade...

Dia 2 de julho aconteceu reunião de várias autoridades na câmara municipal de Esperantina para a apresentação de projeto para construção de canal que supostamente servirá para evitar as (agora) contínuas enchentes do rio longá. Entre tantas, houve a fala do incensado, onde ele minimizou o trabalho dos ex-gestores, praxe do governismo e exalta – humildemente – as próprias, de contumaz defensor dos fracos e oprimidos.

A iniciativa tem lá seus méritos, porém, esqueceram de comunicar o evento a quem realmente interessa: a população. Estes só tomarão conhecimento do projeto na hora de pagar a conta.

Os presentes demonstram grande interesse em viabilizar o faraônico projeto, que custará a bagatela de 30 milhões de reais (inicialmente, pois sempre há aditamentos para cobrir “despesas extras”, aquelas conhecidas, que tanto nos atormentam e enriquecem escândalos, cada vez mais presentes).

Parece mais óbvio que a quantia e os esforços de todos deveria se voltar para a conclusão de obras já iniciadas, como o tal cais e a construção de galerias. Temo que, pelo fato de que estas são idéias de outros gestores, tais obras nunca sejam concluídas.

Na hora de construir, tudo são vantagens, depois vem a falta de manutenção e uma tragédia para o governo mostrar solidariedade. Acho que já vi isso em algum lugar...

Ante o espanto e encantamento demonstrado diante de tão vultosa quantia destinada ao projeto, os digníssimos nativos presentes cresceram os olhos e esqueceram a parte ambiental, que parece não ter sido levada em questão. Depois, quando o prejuízo à natureza foi irreversível, alguém lembrará desta data e lamentará não ter tomado das devidas precauções. Óbvio e esperado de uma classe que só enxerga o próprio umbigo.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Vade Retro

Quando sairemos do subdesenvolvimento? Possivelmente nunca, se as coisas seguirem como estão.

Como sair do subdesenvolvimento se há pessoas que trabalham arduamente e ganham míseros salários e outros que sequer comparecem ao local de trabalho e ganham bem? Faço minhas as palavras de João Ubaldo Ribeiro: “...[infelizmente] pertenço ao país onde as "EMPRESAS PRIVADAS" [E porque não dizer os Entes Públicos] são papelarias particulares de seus [chefes e] empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos... e para eles mesmos. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais”.

Digo mais, não vejo graça alguma naqueles imbecis que se deslumbram diante da riqueza dos agiotas locais, pois tudo parte da grana que eles ostentam são obtidos de forma não republicana, para usar um termo tristemente comum.

Temos ainda os pobres de espírito que se gabam de nunca ter que trabalhar porque são filhos de pessoas influentes e sempre existem cargos de confiança para preencher (leia-se ganhar sem trabalhar).

Esperantina está repleta de casos assim. Basta uma revirada em algumas páginas dos balancetes e lá estão os assessores parentes e puxa-sacos aderentes de digníssimos senhores corroendo a folha de pagamento. Enquanto estes se locupletam a expensas do erário, os pobres mortais amargam um salário de m#@$ no fim do mês.

Fato incontestável é que, em nome da governabilidade, há recomendações expressas para que não se toque no assunto nos ambientes onde são tomadas decisões. Vade Retro, atraso!