quarta-feira, 28 de junho de 2017

Retalhos de chita

Imagem: https://br.pinterest.com/

Todos os anos a novela se repete. Os que defendem o uso da cultura como escoadouro do erário para, a toque de caixa, bancar as modernas quadrilhas juninas e outros, que preferem as mesmas da forma mais tradicional, sem fantasias de carnaval e sem chiliques.

A verdade é que as apresentações se tornaram repetitivas e cansativas. Quem viu uma, viu todas. Uma correria só. Neste cenário, o festival junino deste ano em Cocal City foi como sempre: fraco, sem maiores atrativos que não as bandeirolas a tremular sobre todos.

Nunca houve por estas terras a tradição de grandes espetáculos de quadrilhas. Não seria agora. Aqui e ali alegam falta de patrocínio para incrementação dos vestuários e outras despesas, mas pouco fazem para arrecadar verbas com o próprio trabalho. Tampouco a iniciativa privada se mostra afável à causa. Será o fim da tradição junina? É realmente necessário o aporte de recursos consideráveis para que haja diversão? E a espontaneidade e criatividade dos brincantes onde fica? Tudo se resumiu a dinheiro. Diversão S.A.

Ano que vem as promessas farão outro festival bem mais agradável. Muitos candidatos entre o povo, patrocínios que somem na entressafra das eleições, surgirão para gáudio dos quadrilheiros.

- Olha o patrocínio!
- ÊÊÊÊÊ...
- É mentira!!
- AAAhhhh...


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Uma cidade aquém de seu tempo

Imagem: https://ahoradaestela.wordpress.com

A cidade singular, que sempre será palco dos maiores eventos e que aspira ser grande centro de tudo, não passa de um celeiro de oportunidades para uns poucos.

Ao passar dos anos, continuamente assistimos ao lento definhamento do pouco já conquistado em matéria de desenvolvimento. Aqui temos uma rua que, de climatizada, passou a traumatizada; um mercado que seria reformado para inaugurar, mas que na realidade será reformado antes da reforma inaugurada; um terreno baldio que um dia foi um estádio e que deve virar reserva ecológica. Um teatro em que o único espetáculo é ver que ainda não caiu. E ainda uma relação de outras banalidades.

Com tantas oportunidades para buscar soluções e desenvolver o município, nos vemos cercados por tolices, obras vazias, festas que não passam de promoção pessoal, discursos ocos e uma plateia ávida para aplaudir em troca de empregos, afogadas em imediatismos e devaneios tolos. Até quando?

E tenho dito!