domingo, 10 de setembro de 2017

E ele está de volta, o Luto Eterno.

Imagem: Arquivo do Blog.

Vez por outra ele some e sem o menor constrangimento retorna às redes sociais de Cocal City. E quem seria esta celebridade? O Luto Eterno!

Hoje, mais pessoas perderam a vida no caótico trânsito local, desgraçado pela ausência de fiscalização efetiva e pior ainda pela total falta de educação no trânsito. Motociclistas aqui só precisam de acelerador e escapamento ruidoso, a licença para atropelar é adquirida no momento da compra da moto. Condutores de veículos também não estão isentos, pois tomam como suas as vias públicas, parando onde bem entendem, dane-se quem quiser passar.

Ele, o trânsito, que seria municipalizado, faz vítimas com voracidade impressionante, sempre acompanhadas do indefectível “luto eterno” nas redes sociais. E pronto. Tal qual as pessoas que digitam amém sempre que postam foto de pessoas doentes naquela rede social, aqui tão logo se confirmem óbitos, ato incontinenti surgem as mensagens de luto, eterno até a próxima tragédia, como se isso resolvesse a inatividade das autoridades do trânsito municipal. Até o momento, de municipal só o portentoso cargo com sombra e água fresca.

Se reclama de quase tudo: da água que falta; da banda inexpressível nos festejos e ainda assim com ingressos de superstar; da iluminação laranja-amarelada e por aí vai. Quanto ao trânsito, pouco a ressaltar. Aqui e ali uma palavra ao vento e por aqui acaba.

Os revoltosos do sofá, bajuladores e assemelhados se mantem em silêncio cavernoso, ao melhor estilo do “não mexendo comigo, tudo bem”, esperando até o dia em que passem à oposição para finalmente emitir seus gritos de cidadania.

E assim segue a vida. E tenho dito!

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Minha Rua S/A

Imagm: milanuncios.com

Há tempos que se fala contra a privatização de órgãos públicos, principalmente entre a galera politicamente correta, que não bebe coca-cola nem cospe no chão e se diz engajada em mudar o mundo. Mas por aqui, seja nas redes sociais, no rádio, na mesa do bar... não vi até hoje um cochicho sequer sobre a privatização das ruas e calçadas de Cocal City.

Por onde se ande nesta cidadela, os exemplos de apropriação de espaços públicos podem ser observados. Tem a ocupação das calçadas pelos comerciantes, pelos condutores de veículos e, em especial, pelos condutores de motocicletas.

Estes merecem atenção à parte, senão, vejamos: estão em maior quantidade pelas vielas enlameadas, causam a maioria dos acidentes e se aproveitando da completa falta de fiscalização, se assenhoram das ruas e calçadas. Param ondem bem entender, trafegam sem perceber o mundo ao redor. Seu objetivo parece ser sempre chegar mais rápido, pra que, nunca se sabe. Em nome da emoção, arriscam vidas nestas ruas estreitas e mal sinalizadas, sobem calçadas para contornar os veículos que atrapalham seus percursos. Acham que aquelas luzinhas nas laterais, frente e trás - que os incautos chamam sinaleiras - servem apenas para decorar a motoca. Não se envergonham de trafegar pelo sentido contrário da via e se acham o máximo ao acelerar e ensurdecer meio mundo de pessoas. Se levantar o pneu então, é o píncaro de suas vidas, o nirvana da delinquência.

E as autoridades do trânsito, o que fazem, além de abocanhar nacos generosos do erário? Como vivem? Onde vivem? Sexta, no globo repórter.