sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Previsões previsíveis para 2011



E estas são as previsões mais previsíveis para o ano de 2011, segundo primoroso e estafante estudo de atos e fatos cocais, digo, locais:

- Chuvas tomarão a avenida-rio Petrônio Portela e novamente a retórica ufanista fará reformas por lá;
- A herança maldita continuará sendo a culpada pelo atraso de Cocal City;
- ELES continuarão a não fazer nada por nós;
- Teremos inúmeros fóruns/encontros na cidade, com os resultados já conhecidos;
- A relação erário/imprensa – cof, cof – continuará inten$a;
- Haverá blackouts no inverno: água durante o dia, energia durante a noite. Obs: não necessariamente nesta ordem;
- Os meio-fios continuarão a ser pintados de branco nos períodos que antecedem as festividades;
- O estádio municipal continuará nos planos futuros;
- O trânsito local continuará um caos;
- A banda de música desafinará;
- Aquela banda chata de forró continuará onipresente em todos os períodos e festividades;
- O guaraná que tem tudo, só não tem guaraná continuará encantando;

E por último, porém não menos importante:
- A p*... da lâmpada do poste de frente a minha casa só será substituída às vésperas das festas da semana gastronômica, digo, semana santa!

O último a sair, por favor apague a luz


E o retirante, quem diria, se despede do mandato deixando um grande presente para os “irmãos nordestinos”, na forma do veto à distribuição dos royalties do pré-sal.

De certa forma, o veto era previsível, já que com mais dinheiro em caixa fica difícil negociar e na lógica bufa o cartão do bolsa esmola cumpre à risca o papel de chamariz para o curral eleitoral.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Adivinha quem aniversaria hoje?

 hipismo.wordpress.com

Hoje completa um mês que a lâmpada do poste em frente de minha casa não acende. Parabéns ao encarregado pela iluminação pública de Cocal City. Por esta e por inúmeras outras lâmpadas apagadas pela cidade.

Este é apenas mais um sinal do apagão local, que não se resume à iluminação pública. Termos como segurança, obras e infra-estrutura ficaram muito bem nos planos e metas, mas somente lá, como em SimCity, no plano virtual.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Ah! Essa magia contagiante.


Natal. Período mágico, dizem por ai. Realmente este deve ser um período especial, pois de que outra forma veríamos risíveis bonecos de neve espalhados pela cidade? Isso deve ser o tal fortalecimento da cultura local, de que tanto ouvi falar. É. Lembrança das nevascas ocorridas em Cocal city, apesar dos 30º à sombra, detalhe que não diminui a emoção de se sentir nos Champs Elysees macaqueado, digo, reciclado. Como é que se diz mesmo: se o todo-poderoso quiser, nada é impossível.

Apesar das poucas chuvas por aqui e o aguaceiro de sempre na avenida-rio, teremos cinema na praça. Cultura é isso ai.

E a banda de música? Ah, a banda. Como não se lembrar da música?
Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem

(...)

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor...

Fom-fom-fom-para-rá-tim-pum!

Ainda não foi este ano que o anfiteatro foi construído sob as ruínas da quadra Noeme Lages, mas quem se importa se teremos show na praça? E de grátis? O mercado público também não será para agora. Também, quem o visitará, com o preço da carne nas alturas?

Natal, tempo de esquecer as lamúrias e fingir viver feliz. Comprar aquele peru com vinho e encher a pança. E quem não pode fazer isso? Elementar, caro leitor: teremos cinema na praça, com banda de música, de forró... só faltará o pão.

E assim continuamos a passos largos rumo ao... ao... para onde mesmo?

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O prazer da leitura

Foto: www.narcisotedioefuria.com.br

Atendendo à curiosidade deflagrada pela onipresente publicidade em torno da publicação do livro Narciso: tédio e fúria, adquiri um exemplar por ocasião da solenidade de lançamento do mesmo. Autor esperantinense, pé no chão - metaforicamente falando, apresenta à população uma publicação ímpar e lança simultaneamente um desafio: a produção e o consumo local de cultura. Silêncio na platéia. Passemos à obra, objeto das atenções.

A leitura é uma só. As interpretações são várias. Aos que se sentem ambientados na trama é um divertido – por que não dizer tentador – exercício de identificar ou tentar, os personagens do livro. Quem não se flagrou tentando reconhecer as famílias que dominam o poder econômico na cidade?

As descrições da cidade, seus pormenores, não raras vezes nos fazem lembrar fatos e cenas da infância e momentaneamente interrompemos a leitura para relembrar episódios já guardados sob o manto do esquecimento. Também conjugo certas características à cidade. Seria eu também um personagem da trama? Vai saber... na vida não há certezas, apenas oportunidades, como disse o personagem de conhecido filme.

Por nos parecer tão familiar em algumas passagens, o livro e seus personagens se tornam cada vez mais envolventes a cada página consumida e faz com que não nos sintamos compelidos a largá-lo sem que findas a leitura. Os bons livros – como este em questão e a boa leitura, mais especificamente, nos faz sentir envolvidos pelos acontecimentos, desligando-nos temporariamente dos problemas do cotidiano, uma espécie de válvula de escape da rotina.

Enfim, a dica já foi dada. Agora é ler o livro, identificar os personagens, contar a alguém que não concorda e – ato incontinenti - somos convidados a refazer a leitura para nova interpretação, agora com outro olhar e atenção aos mínimos detalhes.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Rio Longá e o destino que o aguarda


Foto: www.sosriosdobrasil.blogspot.com

Sempre que, entretido em alguma leitura encontro termos como politicamente correto, ecologicamente correto (náuseas) ato incontinenti me sinto compelido a abandoná-la, pois sempre estes termos vêm acompanhados de uma enxurrada de baboseiras proferidas pelos cavaleiros do apocalipse ecológico.

Leitura abandonada, lembrei que se aproxima o período natalino e me veio a dúvida insana: não se vende mais refrigerante em garrafas pet em esperantina? Só pergunto por que até o momento a praça da matriz não foi tomada pelos espetaculares enfeites natalinos feitos de garrafas pet, no glamoroso Natal da Transformação, parte II. Ou será que a decoração do ano passado dará o ar da graça?

O tal espírito natalino (assombração?) parece não ter conseguido passagem para cá. Talvez pretendesse chegar até Cocal City vindo pelo Maranhão e não conseguiu transpor o rio, porque a ponte AINDA não está concluída e mesmo que o dito conseguisse tal feito, ainda assim teria dificuldades para chegar, dada a precariedade em que se encontra a estrada de Luzilandia até aqui.

Desta forma só me resta dizer: coitado do rio Longá. Ano passado – afirmam os entendidos - as garrafas que foram recicladas (!!) para uso na decoração natalina teriam como destino certo o rio, mas graças ao empenho monumental das autarquias locais, isso não ocorreu. Como este ano ainda não vi tal decoração, creio que o rio Longá, triste destino, será novamente invadido pelas garrafas pet. Malditas pet. Mas como elas vão parar nos rios?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Da série Maiores Mentiras da Humanidade


1 - Claro que eu te ligo amanhã!
2 - Pague a minha parte que depois eu acerto contigo.
3 - Estou te vendendo a preço de custo.
4 - O segredo morre aqui.
5 - Não é pelo dinheiro, é uma questão de princípios.
6 - Todos são iguais perante a lei.
7 - Isso nunca aconteceu comigo.
8 – Esta ressaca foi a última.
9 - Beleza e dinheiro não importam e sim estar feliz.
10 – Se eu for eleito...

Direto do túnel do tempo


Foto: www.comitedaserra.blogspot.com

O que aconteceu mesmo com aquele projeto anunciado em maio de 2009, que visava a elaboração de um projeto com o objetivo de construir canal que evitasse futuras enchentes em Cocal City?

Dita como uma obra aparentemente simples, embora com medidas aproximadas de 3,2 quilômetros de extensão com 100 metros de largura e orçada na bagatela de quarenta milhões de reais (adoro orçamento de obras públicas, sempre chega em milhões), a onírica obra foi mais uma grande coisa que poderia ter acontecido, quase chegamos lá.

O projeto, discutido pelas rodas de intelectuais e palpiteiros de plantão, seria um marco da presença do estado na cidade, algo para ser lembrado pela eternidade. Pena que tal projeto teve o brilho superado pela auspiciosa notícia de que a ponte sobre o rio Longá seria vistoriada, visando possíveis reformas. Como os oráculos já prenunciavam e as pedras sabiam, nenhuma das coisas foi feita.

Realmente uma pena. A cidade com pretensões turísticas necessita da 9ª maravilha do mundo moderno. Como assim 9ª? É que a 8ª já existe. Sim, caro nativo despercebido! É aquele apêndice da avenida, pomposamente conhecido como rótula, localizado em frente ao quartel da PM, com lindos canteiros de manilhas e ervas daninhas plantas ornamentais. Yeah!!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Você sabia que...


Foto: www.knol.google.com

...em Cocal City...

...Se porventura o espaço compreendido entre a biblioteca municipal e a igreja da Misericórdia, for limpo, há que se solicitar licença ao Ibama, pois será considerado desmatamento retirar a vegetação que lá existe?

...É necessário andar com sacolas plásticas no bolso ou nas mãos, porque não há lixeiras nas ruas?

...O cidadão, pedestre e desinformado, que se orientar pelos semáforos para transitar pelas ruas corre sério risco de ser atropelado?

...Diferentemente do resto do mundo onde há intensa luta pela melhoria no trânsito das cidades aqui acontece o contrário, uma vez que o desventurado que necessita andar pela avenida-rio, por exemplo, tem que seguidamente descer do passeio da mesma, pois as casinhas de pombo que servem de bar ficam apinhadas de clientes bebendo, em mesas dispostas ao bel-prazer. E o pedestre que se cuide.

...No momento ainda podemos contar com relativa cobertura vegetal nos limites da zona urbana, o que já é um alívio, pois se necessitássemos mesmo de árvores plantadas na zona urbana a situação seria caótica. Os jardins de concreto dominam a cidade, embora na semana do meio ambiente...

... a receita para os nativos ficarem ricos é ir embora? E para arrumar emprego? Use o título eleitoral, ora bolas.

...Quer praticar esportes? Fazer caminhadas? Boa sorte, mas escolha um horário mais movimentado ou então não leve a bolsa. Que tal um futsal? Temos várias opções de praças do esporte, só tenha cuidado para não pegar tétano.

... para ser “aceito” na blogosfera politicamente correta é pré-requisito não tecer críticas a quem quer que seja e ainda fechar os olhos para as sandices do dia-a-dia? Por aqui legal mesmo é aquele que assimila tudo e nada diz, nada faz, o típico paspalhão, porque ele acredita que, se ninguém reage, é melhor ele também não reagir.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Amnésia coletiva

Foto: www.fmanha.com.br

Recente pesquisa divulgada pelo TSE indica que grande parte do eleitorado brasileiro não lembra em que votou nas eleições de outubro passado. Isso bem mostra o interesse da população pelo tema e lança luz sobre as votações históricas de candidatos.

Os resultados da dita pesquisa vêm apenas corroborar o que já é de amplo conhecimento de alguns: que os resultados das eleições são grandemente afetados pela conhecida prática do Maria-vai-com-as-outras. Poucos ousam investigar o passado ou mesmo checar informações sobre determinados partidos ou candidatos, preferem a maneira mais fácil: simplesmente votar em quem está à frente nas pesquisas eleitorais, daí resultando a enxurrada de pesquisas feitas nos períodos eleitorais, uma vez que esta tendência foi descoberta pelos marqueteiros, os verdadeiros condutores das disputas.

Se as pessoas não lembram em quem votaram, como podem solicitar ou mesmo criticar os atos políticos dos mesmos? Enquanto isso, a falta de interesse em escolher bem um candidato - missão difícil, diga-se de passagem - torna mais fácil a vida daqueles que já exercem mandatos, visto que já são conhecidos e são conhecedores deste desleixo, digamos, no exercício da cidadania, em bom populês. De nada adiantam então as campanhas pelo tal voto consciente, embora nunca tenha visto alguém votar inconscientemente.

E você ai, um dos cinco leitores deste blog, feliz da vida, rindo satisfeito porque seu candidato foi eleito. Mas quem era ele mesmo?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Hora de arregaçar as mangas. Ou não?


Foto: www.capuano.freeiz.com


Findo o interminável período de disputas políticas e o êxtase inicial, a calmaria volta a reinar no estado. Ledo engano. O momento agora é de intensa e renhida luta para barganhar cargos em troca dos míseros votos arrecadados. E as promessas... Ah, as promessas formam capítulo à parte na história.

Como passado é passado, agora é o momento de olhar para o estado como um todo a ser governado. É hora de programar as obras e por em prática o tão falado projeto, que de tão mencionado foi o fiel da balança na hora da escolha do novo timoneiro. Agora é chegada a hora de realmente conferir se tudo o que foi dito e prometido se tornará realidade.

Antes de realizar novas e colossais obras, o que deveria ser feito na verdade era a conclusão das inúmeras obras, ora inacabadas, mas que cumpriram fielmente os intentos. Nada mais de falácias, não dá mais para esconder a insatisfação de parte da população que vê postergada a conclusão de obras como o – cof, cof - estádio municipal, o asfaltamento da PI que liga Esperantina a Luzilândia e o de Esperantina a são João do Arraial, a ponte de Luzilândia, entre inúmeras outras, que tantas vezes tiveram seus inícios/conclusões marcados e, no entanto até hoje se converteram apenas em manada de elefantes brancos, uma espécie de monumento à leniência de um povo com a histórica falta de empenho dos sucessivos governos com que somos brindados.

Quanto às promessas feitas, para quem acreditou, fica o consolo: daqui a aproximadamente um ano começa tudo de novo. Nada de mais típico neste território acostumado a pouco, que se contenta em receber esmolas oficiais no final do mês. Isto me lembra a história do político que, durante discurso em campanha promete do palanque trabalho e pão para todos e um gaiato grita do meio da multidão: pra que tudo isso doutor, basta o pão! Esta atitude parece familiar?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Apenas mais um feriado


Foto: djsanmix.blogspot.com

No dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra, o município de Esperantina ganhou mais um feriado. Legal, mas se não me falha a memória, a roda já foi inventada a alguns dias.

Com a instituição do mesmo a data, já específica e dedicada aos debates sobre a questão da consciência negra perde um pouco em participação, pois o feriado só tende a evidenciar o já conhecido desleixo da população, visto o que já acontece com outras datas comemorativas, que passaram a ser encaradas apenas como mais um feriado no calendário, um dia de folga entregue ao ócio.

Bem mais útil - se este era o objetivo - seria promover mesas redondas para o fim a que se destina o dia, ocasião em que se poderia propor, por exemplo, a inclusão da disciplina História da Cultura Afro-brasileira no currículo das escolas municipais, pondo em prática a tão discutida, porém desprezada lei nº 10.639/03, que instituiu e ninguém aplicou o ensino de tal disciplina nos currículos escolares do ensino médio.

Na data merecemos mais do que assistir a uma roda de capoeira ou ouvir idolatria a Zumbi. Promover debates e não a fuga deles, eis a questão.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Porque escrever em um Blog?


Com o advento da internet um mundo novo de oportunidades se abriu para as pessoas.

Informações que antes demoravam dias para chegar a nós, de repente chegam em tempo real. Neste novo mundo digital, os blogs surgiram inicialmente para serem usados como uma espécie de diário virtual, porém, diferentemente daqueles de papel, esses seriam abertos a todos.

O tempo passou e hoje temos blogs com as mais diferentes finalidades, desde os que simplesmente veiculam notícias aos que apenas bajulam; há aqueles usados apenas para autopromoção; aqueles que visam apenas o vil metal ou mesmo aqueles que servem apenas de passatempo, como este.

Específicos ou não, bons ou ruins, não vejo motivos para classificá-los como melhor ou pior, pois cada um guarda características próprias e tem acesso a eles  quem quiser, mesmo com a despista de apenas “dar uma espiadinha”, além do mais, o mundo seria uma m** se todos pensassem igual sobre as mesmas coisas. No caso deste, independente de classificações externas, continuará com a mesma linha de pensamento com o qual foi idealizado. Que mordam a língua ou queimem os dedos os que não gostem dele, pouco importa, a terra não girará ao contrário por isso.

Não vim para que todos tenham vida, apenas semeio dúvidas onde outros vêem certezas; uma ilha de contrapontos em um mar de alienação.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Constatações de primeira vista


Em inúmeras páginas de internet é possível encontrar um famoso texto de Rui Barbosa, onde se lê: de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.

Particularmente no que diz respeito à vergonha de ser honesto, vem-me a mente o esforço que faço e que a maioria da população também faz para conseguir honestamente os caraminguás no final do mês e que, após saldar as dívidas, pouco sobra para o lazer, fico a pensar o que uma pequena parte da população de Cocal City faz para conseguir sobreviver. São bon vivants que ultrapassam os limites dos finais de semana em bebedeiras, festas e comemorações, a bordo de carros ou motos possantes, que não combinam com suas rendas.

Boatos dão conta de que muitos amealham pequenas fortunas na usura, mas mesmo nesta forma ilícita de comércio os ganhos não são assim tão deslumbrantes como pensa a maioria, isso sem contar os calotes que vez ou outra são aplicados nos usurários. Não percebo ricas heranças sendo distribuídas e nem prêmios mirabolantes nas loterias federais para justificar tais esbanjamentos.

O que resta então? Como explicar licitamente estes súbitos acessos pecuniários? Ou alguém encontrou a galinha dos ovos de ouro ou então se tornaram experts em negócios não-republicanos, como diria o carequinha do mensalão.

Que vergonha de trabalhar! Semanas inteiras dedicadas ao trabalho por quase nada. Porém, tal qual pilha alcalina, também há um lado positivo: pelo menos podemos nos dar ao luxo de dormir sossegados – se os imbecis dos trios elétricos particulares assim o permitirem.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Tudo está igual como era antes...

...quase nada se modificou...

Ao incauto que passar pela proximidades da praça da biblioteca, fica a impressão de que finalmente aquela pracinha passará por reforma, dada a quantidade de material de construção e sujeira lá depositados. Como escreve o cara: isso tudo em plena praça pública!


Na foto vê-se claramente materiais de construção depositados em sua calçada, mas, de passagem, sabe-se que os materiais são para reforma não da praça, mas de uma residência das imediações. E não faz pouco tempo que está por lá.

A cidade possui um Código de Posturas que não serve sequer para calçar uma mesa. Em cidades civilizadas, além-cocal, isso geraria multas e a imediata retirada do material, mas não aqui em Cocal City, onde ainda ouvimos o prosaico “sabe com quem você está falando?”. Por aqui espaços públicos são usados ao bel-prazer de quem bem entender. É assim com as calçadas dos comércios, que se tornaram extensão de suas gôndolas; é assim com os camelôs do mercado ou de onde quer que eles se instalem; também é assim com as oficinas mecânicas; da mesma forma com aqueles bares instalados no passeio da avenida-rio e ainda em extensa lista de lugares.

O que nos falta para que possamos aproveitar melhor nossa cidade? Porque ninguém age/reage a isto? A solução ainda é esperar para consertar isto nas urnas? Porque ninguém acompanha a votação de leis e projetos que mexem com a vida e o cotidiano de Esperantina? Porque não temos campanhas que visem a melhoria da cidade, tipo Pega o Sujão, que apresentou êxito em Teresina em meados dos anos 90? A inércia já causou muito mal a esta cidade e ainda assim continuaremos assistindo passivos a tudo? Será medo de se indispor com pretensas autoridades? A – cof, cof - imprensa local já não apresenta musculatura suficiente para cobrar de quem de direito? Não se vive de projetos. A vida na cidade é mais que uma convenção de interesses.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Já vi isso antes ou Deja vu do miserê


Vivemos cercados de cenários os mais diversos possíveis. Enquanto nos mostram o Piauí que dá certo, tomamos conhecimento de que nem tudo vai tão bem assim, como nos querem fazer crer.

Hoje fomos informados de que a vizinha cidade de Luzilândia teve mais uma vez um banco assaltado. Na Tv somos informados que o estado é um dos mais tranqüilos do país, na vida real tomamos conhecimento da fragilidade da segurança pública naquela cidade, entre outras tantas.

Se não bastasse isso, na penitenciária regional de Esperantina - aquela que só abrigaria presos de baixa periculosidade, alguém lembra? – alguns detentos, conhecedores da fragilidade da segurança do local e ainda de que o pouco efetivo da cidade havia sido deslocado para Luzilândia, resolveram se amotinar, com vistas a empreender fuga, atormentando parte dos habitantes de Esperantina. Tudo isso aqui, em um estado que é tranqüilo, onde os moradores são felizes, segundo declarações.

Não fiquemos de olho apenas nos índices mesquinhos da educação, estamos carentes de políticas de segurança também. E que não venham com a conversa fiada de que isso são apenas episódios isolados. Os programas de TV gerados no estado nos apontam para um destino incerto e inseguro às vistas de todos. Pergunto: e a segurança, também é para todos? Poderemos novamente andar tranquilamente pelas ruas ou precisaremos nos isolar em nossas casas esperando ser a próxima vítima?

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Carrossel


O horário político acabou, sem deixar saudades. Entre mortos e feridos resta agora lamber as feridas e a agonia da espera por melhoras, conforme prometido.

Hoje o dia já iniciou ruim, com a falta de água durante quase todo o dia e um calor de rachar. O que se espera agora é que o tal Projeto – tantas vezes lembrado – seja posto em funcionamento e saia do papel como propalado.

Estradas e pontes por terminar, estádios (lembram?) a construir, entre tantas outras coisas devem – com certeza - sair do papel em período não eleitoral. É salutar e imprescindível que também o governo que prossegue acabe (alguém acredita?) a distribuição de cargos e DAS para apaniguados, razão de grande atraso na educação; que realize concurso para cargos EFETIVOS e não apenas  o placebo de concurso para temporários.

Após a euforia da vitória vem a sede por cargos e aí a coisa degringola para a luta livre entre “amigos”, a máquina governamental é loteada e, salvo engano, tudo continuará como antes. Ah, nada como viver em um país democrático, onde o bem comum é a meta principal!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A mesma tecla



Em abril deste ano postei algo sobre a falta de lixeiras nas ruas da cidade e tive a grata surpresa de ver a idéia adotada por um vereador. Beleza. Mas nada foi feito a partir de então.

Se um cidadão qualquer precisar descartar uma simples embalagem de balinha e se encontrar na rua vereador Ramos, por exemplo, terá que andar por várias quadras até desistir e jogar o papel na via pública ou entrar em estabelecimento comercial e contribuir com a limpeza pública a partir da iniciativa privada, que, aliás, já demonstrou sua força ao tomar para si a tarefa de remendar a rua dita climatizada.

Mas porque insisto com isto? Para o restante da população está tudo bem, obrigado, pois não ouço uma palavra sequer sobre o assunto. Estranhas unanimidades ocorrem atualmente.

Só me resta esperar pela grande festa da semana que os antigos chamavam santa, quando ocorre a folia de 2 dias. Ai sim, a limpeza se faz notar com maior freqüência e há um esforço hercúleo para mostrar a cidade agradável para os visitantes, em determinados pontos.


Assim como era no princípio, agora e sempre.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

E agora?

x

Uma rápida lida nos indicadores econômicos de Esperantina e veremos que o potencial para a agricultura é desperdiçado. A agricultura praticada em Esperantina ainda é a mesma da época da colonização do estado. Espera-se o inverno para plantar. Se as chuvas vierem fortes, tem fartura, senão, a conhecida seca e na seqüência, a espera pelo socorro governamental. Este quadro se repete ano após ano e até a presente data as soluções ficaram somente nos planos de governo, maravilhosos, diga-se de passagem.

As tentativas de melhorar até ocorreram no passado. Segundo Monsenhor Chaves[1] foi Dom João do Amorim “quem introduziu o arado entre nós [Piauí], por volta de 1783. É pena que a iniciativa daquele governador não tenha vingado. Se desde aquela época estivéssemos empregando, no campo, as técnicas adequadas, nossa agricultura não seria hoje rotineira, atrasada, deficiente... mais uma vez prevaleciam, entre nós, os direitos espúrios da preguiça e da rotina”. Faltou empenho da população no emprego da “moderna agricultura”. O mal é antigo.

Desde então, o discurso de desenvolvimento rural preenche os discursos e planos dos postulantes ao governo do estado que, no entanto, amarga soluções eleitoreiras, que apenas eternizam a indústria da seca.

Este é o momento de decidir novamente quem será o gestor do estado pelos próximos 4 anos. Quais serão seus planos para tratar do assunto? Eles são reais e plausíveis ou apenas engodo?

Não podemos mais nos dar ao luxo de ficar esperando a cada 4 anos pelo salvador. É preciso cobrar propostas dos candidatos e empenho do eleito. Ou corremos o risco de ficar eternamente na dependência de produtos agrícolas e hortifrutas vindos de outros estados, como o Ceará, que em condições de clima semelhantes ao do Piauí produz muito mais. Porque será?

A política do incentivo à agricultura familiar é válida, mas até mesmo as pedras sabem que esta forma de agricultura rende pouco mais que o suficiente para a subsistência do homem do campo, um paliativo e só. É preciso acabar com a falácia de que ela é a salvação e de que tudo vai bem, obrigado.

De quase nada adianta fornecer crédito fácil ao homem do campo se as práticas agrícolas continuarem as mesmas. A mecanização da agricultura é a alternativa viável para a falta de braços, decorrente do intenso processo migratório que historicamente retira mão-de-obra local. Olho nas propostas!


[1] CHAVES, Monsenhor. Obra Completa. Apontamentos biográficos e outros. Pág. 429.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Laicismo para inglês ver



Durante zapping pelos canais da TV, vi determinada pessoa reafirmando o laicismo vigente no país. O estado brasileiro laico é uma piada. Logo no preâmbulo da Carta Magna se pode ler: Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em [...] promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL [...]. Novamente: se o estado é laico, porque invocar a proteção divina ligada à religião predominante? Porque não Alá, Olorum, Kami ou outras tantas divindades das mais diversas religiões do mundo?

Durante o período eleitoral e a caça ao voto dos indecisos os candidatos lançam mão de todos os ardis necessários para arrebanhá-los. Laicismo é o salvo-conduto para agradar gregos e troianos. Em campanha se contrariam as próprias convicções, embora temporariamente. Os fins justificam os meios, dizem.

Sob o manto da boa vontade, a questão religiosa e temas afins foram tocados e rapidamente o fiel da balança pendeu para um dos lados, o que desencadeou de imediato forte reação da turma do marketing. Em nome do bom-mocismo a reação veio forte, na tentativa de reverter os preciosos pontos perdidos nas pesquisas eleitorais. Afinal a voiz du povu é a voiz de deus.

Melhor seria permanecer a separação de estado e igrejas, instituída em 1890 e consagrada pela Constituição de 1891. Misturar questões políticas com religiosas não é a melhor pedida no momento, cada uma desperta sentimentalismos e exalta ânimos desnecessariamente. Necessitamos conhecer as propostas de cada candidato e não ficar assistindo a embates sobre situações que não acrescentam. Cada um no seu quadrado, sem medo de ser feliz.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Orgulho pátrio



Fala sério: não dá um orgulho danado ficar sob o sol escaldante esperando o caminhão do lixo passar com aquela música chata acalentadora? Me seguro para resistir à tentação de esperar o caminhão, cantando o hino municipal assim, com bandeirinha e tudo! É. Realmente agora a cantiga é outra.

Ali se resume a modernidade que Esperantina almeja. Música para alertar que a coleta do lixo já vem. Espantoso. Nunca antes na história de Cocal City...blá, blá, blá...

Já passou o afobamento inicial do primeiro caminhão de coleta - aquele com compressor de lixo, que foi embora mais rápido que salário, mas vá lá, o caminhão musical já cumpre a tarefa designada, pena que a maior sujeira, aquela que causa o atraso do município não possa ser depositada no veículo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Retrocesso

Foto: homemdeazul.blogspot.com


A reforma da rua climatizada era mesmo a pá de cal que faltava para encerrar o assunto. Bastou um aperto dos empresários locais e lá se vai um projeto que poderia dar certo. Pensando bem... para que melhorar a qualidade de vida dos cidadãos se os importantíssimos comerciantes necessitam de veículos em frente aos seus comércios para abastecê-los de mercadorias? Não basta incomodar somente com placas e produtos na calçada. É preciso mostrar a todos que os caraminguás ganhos no comércio são suficientes para pagar carros particulares em inúmeras prestações. É o desenvolvimento que chegou entre nós. Viva a economia global!

Pelo visto os comerciantes preferem ter clientes duelando com motos, bicicletas, carrocinhas e quem sabe mesmo carros naquela via do que reservar a eles o conforto de uma rua sem o trânsito caótico. Querem vender, mas não acham necessário dar tranqüilidade aos clientes. A população, por sua vez, assiste a tudo de camarote, sem nada dizer. Como os avestruzes, preferem esconder a cabeça na terra a enfrentar adversidades. Cidadania para alguns ainda se resume em votar. Vai entender.

Qual será o próximo passo agora? Os comerciantes também tomarão para si o dever de construir o estádio municipal? Farão parceria para controlar o trânsito no restante da cidade? Tomarão as rédeas?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

E o prêmio Inutilidade do Ano vai para...



...sua excelência, o Título de Eleitor. É. Simples assim, como num estalar de dedos. Todo tempo empenhado em cobrar a apresentação de dois documentos para poder, vamos dizer, exercer o mais democrático dos direitos, de nada valeu.

Antes incensado como importante ferramenta para manutenção da democracia – pois é, de uma hora para outra o documento foi rebaixado e lançado às traças, possivelmente para não prejudicar uma tal onda de envergonhada cor.

Não me vem à cabeça outra utilidade para o TE além de servir para votar. Agora que nem isto mais é possível fazer com ele, para que carregar este peso morto na carteira? Podemos tocar fogo? Se pelo menos o papel fosse macio...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Então, parabéns!


Para sair da mesmice açucarada publicada até o momento, deixo registrada a versão não-quero-ir-pro-céu dedicada a esta data.

Parabéns Esperantina
Apesar...

...das ruas esburacadas, escuras e enlameadas
...da falta de árvores e espaços verdes
...da falta d’água quando mais precisamos dela
...das oscilações na energia que prejudicam os eletroeletrônicos
...da falta de atenção de quem deveria fazê-lo
...da falta de opções de lazer.

Parabéns também...

...pelos que jogam lixo no chão por falta de educação e lixeiras
...pelo turismo sem estrutura
...pelos festejos sempre com a mesma banda
...pela parcialidade dos imparciais
...pelo mau gosto, tornado histórico
...pela falta de iniciativas concretas para o desenvolvimento
...pela ausência de arquitetura
...pelos que deixam os questionamentos para a geração futura
...pelo comodismo dos que só dizem amém!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Regras, precisamos realmente de tantas?



O homem é o lobo do homem, já disse o filósofo. A humanidade não precisa de meios externos para chegar ao fim, por si só ela se destrói. Guerras, drogas, reality shows, “roqueiros” coloridos com escovinha, violência, tudo converge para a decadência dos valores e conseqüente deterioração do mundo conhecido.

A humanidade parece descambar celeremente para um estágio de involução. Do jeito que as coisas vão, brevemente voltaremos às arvores, pois a bestialização ronda a humanidade. Sinal claro disto é o fato de que o estado passa a tratar as pessoas como incapazes de discernir o que bom ou ruim para elas mesmas e segue a ensinar as pessoas a viver e conviver socialmente.

Hoje há leis que obrigam o cidadão a cuidar das crianças, dos idosos, que guiam o voto - que deveria ser originado no íntimo de cada eleitor. Cada vez mais leis são criadas para regular o comportamento do homem em sociedade. E onde fica a consciência do cidadão? O tal livre arbítrio serviria para que então? De que vale dedicar-se anos e anos aos estudos e não poder gerir o próprio destino? Que evolução e modernidade é esta que individualiza o indivíduo e o torna cada vez mais dependente de regras de convivência? Alguém já parou para pensar - calma, não dói - que um dia poderemos precisar ligar para uma central de atendimento ao cidadão e perguntar: como faço para tirar a carninha que ficou entre os dentes?

Quanto maior a interferência do estado na vida do cidadão, mais dependente este se torna daquele, no ciclo vicioso de inter-relações de parasitismo, explorador e explorado. Um não existe sem o outro.

A situação me fez lembrar uma música que, entre tantas outras coisas, declara:

A gente não sabemos
Escolher presidente.
A gente não sabemos
Tomar conta da gente.
A gente não sabemos
Nem escovar os dente
Tem gringo pensando
Que nóis é indigente...

"Inúteu"!
A gente somos "inúteu"!
Música: Inútil. Ultraje a Rigor.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

... esperando. Como sempre.



Setembro de 2010. O mundo já saiu da crise financeira conhecida como marolinha e Esperantina ainda sobrevive do funcionalismo público e de repasses governamentais. Todos já esqueceram do fiasco da copa do mundo e já pensam na copa de 2014, no entanto Esperantina ainda não tem seu estádio de futebol para que os peladeiros barrigudos joguem a troco de álcool. O resto do mundo adota medidas para melhorar a vida dos cidadãos e Esperantina ainda permanece à espera de um extraterrestre que organize o caótico trânsito (!) local., etc, etc, etc.

Vivemos à margem do progresso, ou melhor, até que experimentamos ares do progresso, mas às avessas, vide drogas antes confinadas nos grandes centros, crimes cada vez mais assombrosos, tentativas de copiar o modo de vida fútil que vemos na TV, entre tantas outras parvoíces.

E eu que até me vi andando pelas escadas rolantes do mercado público municipal e finalizando o dia num happy hour na rua climatizada! Auto-flagelo. Nem mesmo posso andar na cidade asfalto sem assalto nas escuras ruas. Ah! Tempo perdido ouvindo juras de progresso.

Tal qual Luther King – versão cocais – sonhei com o dia em que a justiça correria como caudaloso rio, mas o máximo que vi de caudaloso é escandaloso: a água das chuvas teimosamente na avenida e que, em inverno poderoso promete tornar Esperantina realmente uma atração turística, pois a teremos inundada como a lendária Atlântida!

Para muitos as esperanças renovam-se agora. De novo. Esperança que renasce das cinzas a guisa de mitológica fênix. A luz do fim do túnel se aproxima rapidamente, mas creio que seja o trem.