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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Então é natal

Imagem: Arquivo do Blog.


Hora de esquecer as agruras do ano que ora finda. Esquecer as mágoas que porventura tenha acumulado ao longo do ano; esquecer os transtornos causados pela falta de estrutura na cidade, relegados à posteridade em nome de festas tradicionais; hora de esquecer que as eleições legaram à posteridade uma legião de bobocas choramingando; enfim, hora de festejar... o que mesmo?

Da mesma data do anterior, só mudou o clima, o mais continua tudo com antes, no quartel de Abrantes. A cidade ainda agoniza, vitimada por seu trânsito caótico; as ruas pavimentadas e escolhidas a dedo para isso agora sofrem com o trânsito desregrado; a avenida-rio continua a dar show no período chuvoso; o estádio de futebol continua uma eterna promessa...

E não há quem comemore? Sim, tem. O comércio, este sim, comemora o tal “período mágico” do natal e fim de ano, o grande sentimento de fraternidade que a todos envolve. Quem também não tem do que reclamar são os promotores de festas, que dia-a-dia animam a patuleia e movimentam a sofrível economia local.

Em tempo: desconfio que o grande personagem deste período, o velhinho do trenó seja um funcionário comissionado: é ineficiente; só aparece em um período; não responde a ninguém e se acha uma autoridade.

E tenho dito!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Enquanto isso, em uma rua de uma cidade tão, tão distante...


... certa obra segue à todo vapor e ao mesmo tempo um tal Código de Posturas jaz esquecido em uma gaveta mofética à espera de uma súbita lembrança.

Não é a questão de se dizer que a cidade não tenha leis, pois as temos aos borbotões, mas falta quem as faça ser cumpridas. Entre uma poça de lama e outra, uma calçada atulhada de mercadorias e outra com veículos, a vida em Cocal City segue seu curso inexorável.

As fotos abaixo ilustram parte do oba-oba que toma conta da cidade. Na primeira foto, tirada às 7:00h vê-se claramente a rua interditada para execução de obra particular, sem sinalização e nem maiores embaraços. Na segunda foto, às 15:00 o mesmo veículo continua a ser descarregado no meio da rua e quem quiser transitar por ela que dê a volta no quarteirão. Simples assim. Tá olhando o quê? Vai encarar?
 
Foto 1: Banco de imagens do blog. 24.2.2015, 7:00h
Foto 2: Banco de imagens do blog. 24.2.2015, 15:00h

Enquanto isso, os pinguins de geladeira que foram escolhidos a dedo – ui! – e que deveriam cuidar destes aspectos da vida urbana brincam de autoridade, com seus óculos escuros e cadeiras de rodinhas, cercados por quatro paredes.


Nada de novo no front.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Ano novo, velhas idéias

Imagem: http://blogs.portalnoar.com

Final de ano, época de renovar esperanças em dias melhores, oportunidades e tudo mais que seja melhor para o ano que se aproxima.

O problema é que todos anos foram assim e o que temos é resultado de nossos esforços. Em sentido mais amplo, preocupamo-nos com a vida em sociedade, especificamente com o desenvolvimento da cidade em que vivemos. Se não no final do ano, a cada eleição repetimos o mantra: queremos o melhor para a cidade, não importa quem seja.

Entra ano, sai ano e não vemos significativas melhorias na cidade, pelo contrário: assistimos a um lento processo de degradação do pouco que já foi conquistado. Rapidamente lembrando a cidade apresenta sérios problemas estruturais, o trânsito só piora a cada dia por falta de intervenção pública no gerenciamento, por recorrente medo da perda de votos.

Um problema que cresce a cada dia é a transformação da principal avenida da cidade, iniciado por uma reforma meia sola, onde foram construídos pontos comerciais no passeio da avenida. Aos poucos o conceito que deu origem a tais construções foi deturpado, passando de pontos para venda de artesanato a cidade passou a contar com bares no local, prejudicando a estética urbana, o trânsito e atualmente emprestando um cenário de camelódromo ao local, e, como ninguém tomou inciativa para reverter tal situação, a mesma piora a cada dia, caminhando a passos largos para um processo de favelização do meio urbano de uma cidade que aspira um dia ser polo turístico.

No melhor estilo colar-colou os permissionários passaram a construir anexos nas já inapropriadas casinhas. Quem já não observou as áreas cobertas na maioria das casinhas? E se ninguém fez nada até o momento, nada farão no porvir.

Ventos alvissareiros iniciaram a soprar quando o poder público solicitou a retirada de veículo estacionado há anos em local impróprio, por problemas com a justiça. Mas ficou nisso. Soou até meio cômico falar que o veículo atrapalha o trânsito e as casas no canteiro central da avenida possam continuar a importunar a vida de pedestres e outros cidadãos que se indignam com tal descaso.

Que venha o ano novo!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Se ninguém se interessa, fica por isso mesmo


A turma do mimimi continua a mil por hora, vendo irregularidades em tudo, até mesmo onde não tem, mas o que vale agora é fazer o que negavam em passado recente: o direito de investigar e debater a fundo tudo o que diz respeito à administração do município.

Para os que nasceram em outubro e somente agora resolveram abrir os olhos – e espero que os mantenham assim – é muito fácil seguir o disse-me-disse que corre solto pelas ruelas enlameadas. É só seguir e se sentir enturmado com a nova galera, repetindo os mantras “que escândalo!”, “polêmica!”, “e isso é só o começo” e outras parvoíces do tipo. As fotos abaixo bem demonstram isso, pois são do local onde deveria ser frequentado por todos os que dizem ter interesse sobre os fatos administrativos que influenciam diretamente tudo o que acontece na cidade e no entanto permanece mais vazio que determinadas cabeças.
Imagem I: Aqui deveriam se reunir todos os que se dizem
preocupados com o andamento administrativo do município.

A maioria da população deve crer ser difícil mesmo e nisso incluo a – cof, cof – imprensa local, exercer um óbvio direito em nome daqueles que não o fazem por despreparo: conferir as prestações de contas dos órgãos públicos municipais. Isso mesmo! Não custa nada ou quase nada: somente o tempo dispendido neste ato de, como dizem – cidadania!
Imagem II: o vazio aqui demonstra o interesse pelos fatos.

Os balancetes, que devem encerrar em suas páginas todas as transações levadas a efeito pelos diversos orgãos da administração pública municipal, ficam à disposição de qualquer pessoa que assim o deseje para apreciar, se informar. Ele não morde e nem é totalmente incompreensível.

Melhor que ficar com cara de Amélia, repassando asneiras sobre fatos batidos e que não são novidade agora e nem nunca foram, apenas se repetem a cada nova administração. Triste mesmo é perceber que as prestações de contas municipais tem o mesmo destino do voto nas ultimas eleições: o esquecimento.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A beleza dos detalhes


Quando o pessoal da limpeza pública passou a ferro algumas árvores localizadas às margens do Longá, a turma do ecologicamente correto fez rufarem os tambores da guerra, reagiu como nunca e colheu os resultados como sempre: ficou no mesmo.

Mal atentaram eles que o município derrapou neste quesito, mas acumula pontos noutro, sem que quase ninguém se dê conta. Silenciosamente, a cidade se adéqua ao conceito de coleta seletiva de lixo, como se vê na foto abaixo:

Ou muito me engano ou isso é coleta de lixo orgânico sendo feita! Baixem as armas, retirem as pinturas de guerra, nem tudo está perdido afinal.

sábado, 7 de maio de 2011

Visão de futuro


Imagem: www.bgopg.blogspot.com

Mais atrasada e sem horário que o caminhão do lixo, segue mais uma postagem.


Acordamos cheios de cultura. Perdão Cultura, com C maiúsculo. É. A cidade tem novo secretário de Cultura. Adeus cidade sem estádio, com quadras esportivas de mal a pior, sem festivais, sem hábitos de leitura, sem danças folclóricas regionais... sem cultura afinal.

A cidade necessitava mesmo de alguém à frente da secretaria que a tirasse das sombras e finalmente isto aconteceu. Agora todos já sabem que existe tal secretaria e o porvir só ratificará mais uma decisão acertada, segura e estudadamente, visto as qualificações apresentadas pelo postulante.

Hummm... pois é. Pelo visto, não ficaremos eternamente presos à produção de artesanato como pano de prato e anéis de tucum, não. Agora os ventos soprarão.  É o trem da modernidade. Yes, we can!

E pensar que os Maias previram o fim do mundo no distante ano de 2012.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Fiat Lux

E foi dito: faça-se a luz.

E a luz acendeu. Nem chegou a completar dois meses e já instalaram nova lâmpada no poste de frente a minha casa. Agora só resta uma porção de outros postes espalhados pela cidade.

Além de ser infernizado por mosquitos, agora também posso ler aproveitando a leve brisa da noite na calçada, sempre que os blackouts consentirem.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Adivinha quem aniversaria hoje?

 hipismo.wordpress.com

Hoje completa um mês que a lâmpada do poste em frente de minha casa não acende. Parabéns ao encarregado pela iluminação pública de Cocal City. Por esta e por inúmeras outras lâmpadas apagadas pela cidade.

Este é apenas mais um sinal do apagão local, que não se resume à iluminação pública. Termos como segurança, obras e infra-estrutura ficaram muito bem nos planos e metas, mas somente lá, como em SimCity, no plano virtual.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Tudo está igual como era antes...

...quase nada se modificou...

Ao incauto que passar pela proximidades da praça da biblioteca, fica a impressão de que finalmente aquela pracinha passará por reforma, dada a quantidade de material de construção e sujeira lá depositados. Como escreve o cara: isso tudo em plena praça pública!


Na foto vê-se claramente materiais de construção depositados em sua calçada, mas, de passagem, sabe-se que os materiais são para reforma não da praça, mas de uma residência das imediações. E não faz pouco tempo que está por lá.

A cidade possui um Código de Posturas que não serve sequer para calçar uma mesa. Em cidades civilizadas, além-cocal, isso geraria multas e a imediata retirada do material, mas não aqui em Cocal City, onde ainda ouvimos o prosaico “sabe com quem você está falando?”. Por aqui espaços públicos são usados ao bel-prazer de quem bem entender. É assim com as calçadas dos comércios, que se tornaram extensão de suas gôndolas; é assim com os camelôs do mercado ou de onde quer que eles se instalem; também é assim com as oficinas mecânicas; da mesma forma com aqueles bares instalados no passeio da avenida-rio e ainda em extensa lista de lugares.

O que nos falta para que possamos aproveitar melhor nossa cidade? Porque ninguém age/reage a isto? A solução ainda é esperar para consertar isto nas urnas? Porque ninguém acompanha a votação de leis e projetos que mexem com a vida e o cotidiano de Esperantina? Porque não temos campanhas que visem a melhoria da cidade, tipo Pega o Sujão, que apresentou êxito em Teresina em meados dos anos 90? A inércia já causou muito mal a esta cidade e ainda assim continuaremos assistindo passivos a tudo? Será medo de se indispor com pretensas autoridades? A – cof, cof - imprensa local já não apresenta musculatura suficiente para cobrar de quem de direito? Não se vive de projetos. A vida na cidade é mais que uma convenção de interesses.

sábado, 15 de maio de 2010

Descaso histórico




Ao percorrer as ruas do centro de Esperantina observa-se que esta é uma cidade em transformação. Ótimo, a cidade está se desenvolvendo. O grande lance é que este crescimento é desordenado, a cidade cresce destruindo o alicerce histórico, o patrimônio cultural e arquitetônico.

Vejamos: no ano de 2006 a cidade perdeu o prédio do antigo cassino, de grande importância histórica para a cidade. Gritos daqui, aplausos dali, o prédio foi demolido. Hoje o local se resume em um terreno de muro alto, feioso, abandonado.

O prédio da antiga escola David Caldas, 1ª da cidade, foi descaracterizado para instalação de universidade por correspondência. A praça da matriz foi reformada e também descaracterizada. Outra praça localizada atrás da igreja permanece intocada desde a construção, não foi modificada, mas não mereceu sequer restauração e cuidados básicos; a quadra Noeme Lages, destruída para construção de anfiteatro (!!!). E assim poderia seguir por mais algumas linhas citando o pouco que ainda temos de patrimônio histórico que, metaforicamente falando, são testemunhas vivas e ajudariam a contar a história da cidade de Esperantina, que ainda está por ser contada.

Mas o que incomoda mesmo é saber que à época da demolição do cassino, uma lei foi criada (tardiamente) com vistas a proteger o patrimônio, criando um Conselho de Proteção ao Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural da cidade e... e... mais nada.

Desde o ano de 2006, ano da promulgação da dita lei, nunca foi ativado o tal conselho. Esperantina ficará sem registros arquitetônicos do passado. A nossa história e a nossa memória não merecem a perpetuação do descaso. Um povo que não zela pelo passado não tem preparo para o futuro.

“Vagueia pela História e perderás um olho. Esquece-te dela e perderás os dois"
                                                                                 Provérbio Russo

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Eureka! Eureka!

Sim. Encontrei. Tal qual Arquimedes moderno eu encontrei. Só não sairei correndo pelado pelas ruas, para evitar tão deprimente cena. Mas encontrei!

O achado refere-se a uma dúvida levantada por mim ainda durante o período das eleições passadas. Ficava observando por infindáveis minutos a verdadeira luta corporal que grupos de bajuladores cabos eleitorais travavam diariamente para conquistar o voto dos incautos eleitores. Não conseguia entender porque cargas d’água uma pessoa aparentemente normal se atirava "no pino do mei dia" pelas ruas da cidade e também pelas veredas da zona rural à procura de votos para os amigos candidatos.

Passados alguns meses, eis que me deparo com alguns volumes de prestações de contas e - ai sim - minhas dúvidas somem como o salário no final do mês. Lá nas ditas prestações encontro nomes conhecidos e daí então a explicação para os insanos atos daqueles que corriam dia e noite a importunar o sono dos cidadãos. Encontro-os comodamente instalados roendo em folhas de pagamento. O detalhe é que agora embolsam uma boa grana, merecida em alguns casos, em outros um acinte à cidadania que tanto defendiam. Servidor efetivo tem nanosalário, enquanto os escolhidos se deleitam nas tetas generosas da municipalidade.

Quer dizer que enquanto os simples mortais queimam pestanas para tentar a sorte nos concursos públicos, uma casta de apaniguados escolhidos apenas apresenta o título eleitoral para receber os caraminguás no final do mês. Isso que é apologia ao parasitismo. Viva o subdesenvolvimento!