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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Missão dada, missão (quase) cumprida


Certa vez ouvi comentários sobre um projeto para construção de um gradeado em volta da praça da biblioteca (não adianta, não lembro o nome da praça) e como muitos outros, não passou disso, se é que ele existiu mesmo. A idéia seria resguardar o espaço do mau uso noturno, se é que fui bem claro.

Mas eis que hoje percebo que o tal projeto voltou à pauta, danadinho, conforme se vê nas fotos abaixo.
Imagem 1: Arquivo

Imagem 2: Arquivo

Imagem 3: Arquivo

Como pode ser visualizado, dois lados da praça já estão cercados, de um lado temos os carros particulares ocupando espaços públicos e de outro material abandonado na construção do acanhado auditório, agora só falta terminar o restante da obra. E que venham os próximos projetos.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Infortúnio


Foto: www.podscrer.blogspot.com

Não bastasse o BBB 11, a dengue rondando e a lama na esquina da viúva mais querida, agora o governo federal decide dar uma mãozinha aos municípios para a criação de rádios comunitárias por meio do plano nacional de outorgas para radiodifusão comunitária.

Segundo o ministro das comunicações, esta é uma das prioridades da presidente (sim, é presidente mesmo). Pensei que a primeira delas seria “botar moral” na prestação – pois é - de serviços das empresas de telefonia celular, mas deixa pra lá, o povo, ou melhor, os ouvintes estão ávidos por notícias requentadas e convite de festas que abundam na programação das ditas, sem falar nos debates imparciais que nos aguardam ano que vem.

Imagino que sobre isto será dito que é mais uma forma de levar cidadania a todos e todas, tolos e tolas.

De acordo com a legislação até o momento vigente, a distância legal entre uma e outra estação é de no mínimo 4 quilômetros. Por sua vez, a cobertura deve abranger um raio de 1 km, porém, como por aqui a cantiga agora é outra, até idealizo a cena: em uma esquina um bar, na outra uma rádio comunitária...

Não sei bem porque, mas depois de ler sobre este novo projeto lembrei-me da letra de uma música daquela banda de forró (antiga, claro):

eu vou pra lua,
eu vou morar lá
sair do meu Sputnik
do campo do Jiquiá [...]

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Carrossel


O horário político acabou, sem deixar saudades. Entre mortos e feridos resta agora lamber as feridas e a agonia da espera por melhoras, conforme prometido.

Hoje o dia já iniciou ruim, com a falta de água durante quase todo o dia e um calor de rachar. O que se espera agora é que o tal Projeto – tantas vezes lembrado – seja posto em funcionamento e saia do papel como propalado.

Estradas e pontes por terminar, estádios (lembram?) a construir, entre tantas outras coisas devem – com certeza - sair do papel em período não eleitoral. É salutar e imprescindível que também o governo que prossegue acabe (alguém acredita?) a distribuição de cargos e DAS para apaniguados, razão de grande atraso na educação; que realize concurso para cargos EFETIVOS e não apenas  o placebo de concurso para temporários.

Após a euforia da vitória vem a sede por cargos e aí a coisa degringola para a luta livre entre “amigos”, a máquina governamental é loteada e, salvo engano, tudo continuará como antes. Ah, nada como viver em um país democrático, onde o bem comum é a meta principal!

terça-feira, 30 de março de 2010

Abdico de representantes



O esperado aconteceu. O projeto apresentado pelo executivo – ver postagem anterior – foi aprovado, de uma tacada só. Interessante como importantes decisões são tomadas de uma hora para a outra, sem maiores problemas, sem maiores indagações.

Após a apresentação do tal projeto, o mesmo foi submetido ao crivo de comissão avaliadora, aprovado e, em um lance assombroso de dedicação e apreço pelo poder funcionalismo público, aprovado pela maioria dos edis. Simplesmente fantástica a capacidade dos nobres de tomar conhecimento de um projeto de tal importância, ler, apreender, discernir e deliberá-lo no curto período de 24 horas. Coisa de mentes privilegiadas.

E assim, justificando tal despropósito com o brilhante argumento de que “o fundo previdenciário municipal já tem mais de 3 milhões de reais em caixa”, foi autorizada a Derrama, versão território dos cocais.

Nem uma mísera declaração, nota de repúdio, sei lá, por parte da entidade representante dos funcionários municipais, dos próprios funcionários, que têm infalivelmente descontados de seus salários assombrosos 11%, todos os meses. Agora podemos dormir tranqüilos: a grana recolhida vai beneficiar aposentados e pensionistas que trabalharam, mas nunca contribuíram com a previdência municipal.

Como é aquele papo mesmo? A grana que sobrar deve ser empregada na construção de mais casas populares, destinadas ao funcionalismo municipal? Sei. Até que outro projeto seja apresentado.

terça-feira, 2 de março de 2010


Enquanto a parcela da população que resolveu trabalhar amarga o miserê salário mínimo por um mês inteiro de esforços e aporrinhações, outra parte da população fofialmente desfavorefida - e portanto apta a receber as maiores benesses por isso – agora pode ser beneficiada com mais umas pratas na esmola oficial de todo mês. É que tramita no senado um projeto que prevê aumento do benefício do Bolsa Família para famílias em que as crianças em idade escolar tenham bom desempenho educacional.

O projeto tem tudo para ser aprovado. Sabe como é, nesta altura do campeonato, ninguém quer ficar malvisto, entende?

O fantástico projeto determina a criação de um benefício variável com base no desempenho escolar de estudantes de seis a dezessete anos. Inclusive antevejo uma geração de Einstein’s proliferando no país, por conta deste espetáculo de projeto!

Oferta de trabalho, como os 10 milhões de empregos prometidos nem pensar. Espetáculo do crescimento? Só mesmo das bolsas-muletas sociais.