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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O que fazer com o terreno baldio que outrora foi um estádio em Cocal City?

Imagem: http://maps.google.com.br


E depois de tanto tempo aguardando a reconstrução do estádio municipal de Esperantina, foi jogada a pá de cal na intenção imorredoura, após a anulação do empenho destinado para tal fim.

Pensando nisso e aproveitando a democracia reinante da terra dos cocais, listei abaixo algumas alternativas.

1. Criar uma área verde no local, uma espécie de central park dos cocais.

2. Escavar e fazer criatórios para peixes, afinal, água não vai faltar.

3. Área de preservação do mosquito da dengue.

4. Um piscinão, para o lazer municipal.

5. Tombar como patrimônio municipal, com uma placa “Aqui nasceu e morreu o futebol de Esperantina”.

6. Construir uma palhoça para reunir os proponentes a “pai do estádio”, com transmissão ao vivo pelas rádios comunitárias locais.

7. Promover feiras, onde se venda o melhor do artesanato em anéis de tucum e panos de prato.

8. Construir mais casas para os alagados da enchente de... de quando mesmo?

9. Murar e transformar em pátio para guardar as motos apreendidas após a intensificação das blitz.

10. Esperar a tal verba ser liberada para a construção do famigerado estádio.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O fim está (mais) próximo




A cada dia perco mais um pouco da diminuta capacidade de me indignar com as mazelas municipais. A sessão da câmara de hoje foi apenas mais uma contribuição para isso, quando uma simples convocação para solicitar informações sobre andamento de projetos habitacionais foi convertida em espetáculo audiência pública e não vi manifestos em contrário.

Explicações aos borbotões, falas em nome de melhoras já feitas (?) e promessas de que o melhor ainda virá (Noção de tempo??). Convocação quase vira intimidação, reverteram-se as posições. Desisto.


É muita democracia e cidadania para um simples mortal. Preciso de um pouco de ar puro, quem sabe uma cerva.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

E o prêmio Inutilidade do Ano vai para...



...sua excelência, o Título de Eleitor. É. Simples assim, como num estalar de dedos. Todo tempo empenhado em cobrar a apresentação de dois documentos para poder, vamos dizer, exercer o mais democrático dos direitos, de nada valeu.

Antes incensado como importante ferramenta para manutenção da democracia – pois é, de uma hora para outra o documento foi rebaixado e lançado às traças, possivelmente para não prejudicar uma tal onda de envergonhada cor.

Não me vem à cabeça outra utilidade para o TE além de servir para votar. Agora que nem isto mais é possível fazer com ele, para que carregar este peso morto na carteira? Podemos tocar fogo? Se pelo menos o papel fosse macio...

sábado, 4 de setembro de 2010

E a Democracia, quem diria, é isto então?


Democracia, direitos e povo são algumas das palavras do dia. O chato é que no período eleitoral a democracia nivela a sociedade, manietando-a. Somos convocados a fortalecer a dita democracia, votando. Melhor seria se a mesma democracia também servisse para, por exemplo, amenizar as discrepâncias e mazelas sociais. Bem entendido que esta opção não passaria necessariamente pela esmola oficial para tanto.

Do sossego do lar somos sujeitados a ouvir barulheira infernal, onde determinadas pessoas alardeiam suas qualidades e esquecem os defeitos. Prometem alterar o cenário econômico, social, enfim, todos os aspectos possíveis. Democracia deve ser isto então.

Uma vez violada a paz no lar, procuramos então distração na TV e lá estão os ditos com o mesmo falatório. Maldição - penso – temos que esperar mais tempo para assistir os programas favoritos. Mas enfim, isso é democracia.

Para que o sono não entorpeça antes de ver algo interessante na TV temos a opção da internet. Mas algum chato gênio resolveu enviar pelo email mais propaganda eleitoral, mais do mesmo. O desespero bate. Não é possível! O último refúgio foi violado. Se tentamos ler algo para distrair nos webjornais/blogs, matérias disfarçadamente tendenciosas nos fazem ver que o pleito que se aproxima é apenas para “cumprir tabela”, quase WO.

Ah! A democracia deve ser isto mesmo: o direito de não escolher o que ouvir quando se quer silêncio; assistir chatices ludibriantes ao tempo em que queríamos distração para as agruras do dia-a-dia; acessar a rede mundial e ver que sua caixa de emails repleta de e-lixo promocional dos postulantes.

Enfim, nada como viver em um país democrático! 

terça-feira, 20 de julho de 2010

Porque eu fui o primeiro

Foto: http://3.bp.blogspot.com


Como estava geograficamente confuso e perdido, aproveitei a deixa para também reclamar, afinal, se agora pra fazer sucesso a gente tem que reclamar, vou entrar também nessa jogada e vamos ver agora quem é que vai “guentar”.

Apesar das tentativas em contrário (controle fofial da mídia, etc.), vivemos uma democracia, plenos direitos do cidadão, mas ...

...  somos obrigados a votar;

... a cada dois anos temos que assistir a programação da TV em horários alterados, por causa da propaganda política obrigatória e paga com nosso dinheiro;

...o serviço militar é obrigatório;

...pagamos impostos em doses generosas e recebemos de volta benefícios em doses homeopáticas;

... não se pode fazer piada com membros de minorias,sob pena de linchamento moral e prisão. Do modo com estamos indo, com o politicamente correto ditando comportamentos, não custa muito e nem mesmo poderemos fazer piada de papagaio, sob risco de ser hostilizado pelos defensores de animais;

... temos o direito de fazer concursos, nos matamos de estudar e mesmo assim as melhores vagas ficam para aqueles que apresentam título de eleitor como medida de QI. As empresas estatais são exemplo gritante disto;

Temos assegurado o direito de livre expressão, porém:

... se você não atingir o nirvana, o gozo supremo sem camisinha ao ouvir o discurso pitoresco/popularesco do grande timoneiro amestrado, será taxado de reacionário, inimigo do fofial, será declarado infame e amaldiçoado até a enésima geração;

... se você não tiver vivido uma infância é... vamos dizer...  pobre, pobre, pobre de marré, marré, marré... nem pense em conseguir seguidores em possível carreira política, seu filho do capitalismo!


A democracia não é mesmo um espanto?

sábado, 24 de abril de 2010

A democracia, o voto e o novo cidadão



Durante o império, o voto era obrigatório, porém censitário: só tinham capacidade eleitoral os homens com mais de 25 anos de idade e uma renda anual determinada. Estavam excluídos da vida política nacional quem estivesse abaixo da idade limite, as mulheres, os assalariados em geral, os soldados, os índios e - evidentemente - os escravos.

Após a queda do império sobreveio a república, salvação de todos os males e que, a fim de estender a cidadania à maior parcela da população, estabeleceu o voto feminino em 1932 e que foi exercido pela primeira vez em 1935.  Mas ainda era pouco.

A partir de 1988, com a outorgação da tal constituição cidadã, o eleitorado aumentou consideravelmente, e veio a ultrapassar a casa dos 100 milhões. Atualmente, o voto é obrigatório para todo brasileiro com mais de 18 anos e facultativo aos analfabetos e para quem tem 16 e 17 anos (que não podem ser responsabilizados por crimes cometidos, mas podem escolher mandatários) ou mais de 70 anos. Estão proibidos de votar os estrangeiros e aqueles que prestam o serviço militar obrigatório.

Ainda não satisfeitos com o total de votantes, os arautos da democracia tupiniquim agora estendem o voto aos presos provisórios. É demais. Já chega. Quando o elemento comente um crime, choca a opinião pública, é massacrado pela imprensa, chamado de bandido e outros adjetivos correlatos. Agora, para votar é chamado de cidadão.

Imagino a cena. O neo-votante se aproxima pensativo da urna, pensa por alguns instantes e resolve:
- Vou votar neste aqui, que me ajudou criando leis amenas.

Ou ainda:
- Voto neste, mó gente boa. Mandou os advogados dele para me defender. Chamou os direitos humanos e tal...

E assim por diante, os pensamentos seguem em agradecimentos. O que ainda falta?