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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Enquanto isso em uma terra muito, muito distante...

Imagem: www.acaoturilandia.com.br

Nestas terras de ninguém pode-se verificar que os negócios de família se modernizaram e avançam com voracidade em outras áreas nem tão familiares assim.

Por gerações o que se vê é a alternância de famílias no poder, com uma espécie de reedição dos "bem nascidos" gregos, aqueles que já nascem com privilégios. Sabe aquele emprego que paga bem e que todos querem? Esqueçam, está reservado para os descendentes de algum político profissional. Já ouvi relatos assim: - estudei com aquele ali. Não “queria nada" na escola, mas hoje tem um emprego melhor que o meu.

Aqui e ali se vê que os cargos políticos eletivos se transformaram em profissão, um negócio rentável que sustenta famílias a gerações. E o negócio é tão bom que já não basta o patriarca ser político. Agora é praxe que esposa, filhos, noras, genros e quantos outros mais parentes também participem do poder, tirem uma lasquinha dele, nem sempre com pensamentos republicanos, arrotando arrogância.

É digno de estudo da ciência estudar o DNA dos chefetes políticos, identificá-los e saber realmente se as “habilidades” políticas são transmitidas por parentesco e afinidades para a descendência. Seria um adendo à teoria de Charles Darwin.

Sequer a abertura da política à população em geral, sequer a criação de dezenas de pequenos partidos conseguiu afastar a política das moléculas familiares. Coincidente e ainda estranhamente (ou não) o atraso no desenvolvimento dos rincões pode ser mais intensamente notado nestes locais onde a política é caso de família. E ainda tem os inocentes que não entendem porque para a maioria da população só aparece curso de secretária, atendente, eletricista, mecânico e outros.

E tenho dito!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Eterna dualidade

A oposição será sempre popular; é o prato servido à multidão que não logra participar no banquete.

Joaquim Nabuco


Imagem: Banco de imagens Internet
A situação em Esperantina no momento atual é bastante peculiar. Por onde se vá inevitavelmente haverá pessoas de posição e oposição a comentar algo, em particular quando se trata de assuntos ligados à política, que ninguém assume gostar, mas que não sai da pauta do dia. 

Nos sites é possível vislumbrar aqui e ali uma notícia tendenciosa para qualquer lado, depende de quem a posta, mostrando defeitos de uns e qualidades de outros, embora particularmente não consiga notar diferenças que não sejam nomes e cargos. 

A turma ressentida procura a qualquer custo incrustar notícias, por menor ou insignificante que seja para trazer à baila o tema política e ressuscitar velhos fantasmas. Lembro bem que saudosistas costumam citar ex-prefeito de grande reputação como exemplo maior de mandatário que já passou pela viúva. Neste momento em particular eu lembro de ter ouvido histórias deste mesmo senhor, quando por ocasião de ser interpelado na rua por um popular próximo ao mercado público sobre a alta no preço da carne, o modelo de gestor teria dito: 

- Quem tem dinheiro come carne. Quem não tem come feijão! 

Sim, temos nossa versão made in cocal de Maria Antonieta mandando que o povo coma brioches por falta de pão! 

Voltando ao tema, nas redes sociais não há dia em que não se mencione algum fato que não seja ligado à administração, pró ou contra. Pode ser uma ausência em reunião, desinteresse em concluir obra ou mesmo falta de tato para o cargo. E sempre há aqueles que reviram o passado para lembrar tempos de glória – pessoal, de quando tinha cargo comissionado, diga-se de passagem – que não se verá mais pelos próximos três anos e outro grupo a espalhar pelas quatro direções que “daqui pra frente, tudo vai ser diferente”. 

Aos que permanecem na indiferença resta assistir ao conflito de interesses, contrariados de um lado e acomodados de outro e esperar que dias melhores surjam.

terça-feira, 19 de abril de 2011

O último que sair, por favor apague a luz.

Imagem: www.vejasp.abril.com.br

A situação política de Esperantina não está em seus melhores dias. A cada F5 (atualizar) novas informações dos portais nos assustam, com inúmeras possibilidades e nenhuma solução. Nuvens negras se avolumam no horizonte, sem trocadilhos.

Andar pelas ruas da cidade tem algo de cômico e trágico, em medidas incertas. Aqui alguém comemora a transição que hora se desenha, ali alguém temeroso com o destino da cidade, acolá outros se movimentam tentando aquinhoar simpatizantes para também tomar parte (e proveito) desta situação.

Sem muito o que fazer a não ser esperar, a população assiste a um jogo rasteiro pelo poder, onde grupos se digladiam em nome de interesses vários, nem sempre favoráveis ao desenvolvimento do município.

A história política recente de Esperantina tem sido bastante movimentada, com lances espetaculosos, reviravoltas na corrida eleitoral, duas cassações de mandatos e movimentos subterrâneos pelo poder, que para alguns se assemelham a uma partida de xadrez, para outros não passa de uma partida de pife em banca de jogo no período do festejo.

Enquanto o momento serve apenas para medir forças no cabo-de-guerra político, a cidade amarga pelo lixo nas ruas, a falta de obras estruturantes e tudo a mais que tem direito e foi prometido por gregos e troianos, ou será que também as promessas já não fazem sentido?

E assim ficamos no aguardo de resolução para mais este mal. Se nada de mais estranho ocorrer, só voltarei às postagens na próxima semana.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Laicismo para inglês ver



Durante zapping pelos canais da TV, vi determinada pessoa reafirmando o laicismo vigente no país. O estado brasileiro laico é uma piada. Logo no preâmbulo da Carta Magna se pode ler: Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em [...] promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL [...]. Novamente: se o estado é laico, porque invocar a proteção divina ligada à religião predominante? Porque não Alá, Olorum, Kami ou outras tantas divindades das mais diversas religiões do mundo?

Durante o período eleitoral e a caça ao voto dos indecisos os candidatos lançam mão de todos os ardis necessários para arrebanhá-los. Laicismo é o salvo-conduto para agradar gregos e troianos. Em campanha se contrariam as próprias convicções, embora temporariamente. Os fins justificam os meios, dizem.

Sob o manto da boa vontade, a questão religiosa e temas afins foram tocados e rapidamente o fiel da balança pendeu para um dos lados, o que desencadeou de imediato forte reação da turma do marketing. Em nome do bom-mocismo a reação veio forte, na tentativa de reverter os preciosos pontos perdidos nas pesquisas eleitorais. Afinal a voiz du povu é a voiz de deus.

Melhor seria permanecer a separação de estado e igrejas, instituída em 1890 e consagrada pela Constituição de 1891. Misturar questões políticas com religiosas não é a melhor pedida no momento, cada uma desperta sentimentalismos e exalta ânimos desnecessariamente. Necessitamos conhecer as propostas de cada candidato e não ficar assistindo a embates sobre situações que não acrescentam. Cada um no seu quadrado, sem medo de ser feliz.