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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Se essa rua fosse minha


Imagem: Arquivo

Se essa rua, essa rua
Fosse minha,
Eu mandava, eu mandava...

...Mandava jogar piçarra na tal rua climatizada. É. E por quê? Lá não tem asfalto, não tem calçamento, não tem piso bruto. Tem uma mistura de tudo. Lá não é calçadão nem rua como normalmente se conhece. É um monstro abandonado e, portanto sem regras onde ao transeunte inadvertido são apresentadas duas opções: ser atropelado por um motoqueiro ou ter que ouvir o famigerado cremooooosoooo!

Ninguém à direita, esquerda ou retaguarda moveu uma palha seca para tentar melhorar aquela viela, até o momento. Mas este ano será diferente. Logo, logo aparecerá alguém reformando virtualmente aquele espaço maltratado do centro. Não custa e veremos estampada nos noticiosos locais várias fotos de pretensos e pretendidos em mais uma reunião para mudar de vez. Os defensores da, digamos assim, grande Esperantina, tampouco emprestaram um pouco de seu precioso tempo para imaginar como revitalizar aquilo.

Se uma rua do centro comercial da cidade merece este descaso, o que se dirá das demais ruas da cidade.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

E lá se vão 4 anos


Até a presente data ainda não consigo entender o que será feito com os restos mortais da tal rua climatizada. Ficará fechada para o trânsito de veículos ou não? Terá um piso decente ou continuará aquilo? Andar por aquela via é um exercício de paciência nos dias mais tumultuados.

Enquanto ninguém decide o que fazer para resolver o problema, quem passa por lá tem que tomar os devidos cuidados para não ser atropelado por motos e até mesmo as prosaicas bicicletas, que disputam freneticamente os mesmos espaços que os pedestres, com a possibilidade de o número de motocicletas aumentar exponencialmente, dada a possibilidade do calote nas dívidas junto ao Detran, quando os veículos que hoje se esgueiram nas esquinas se livrarão das multas e taxas e se tornarão livres para circular. Uma balbúrdia só.

Não fossem estes pequenos contratempos, ficaríamos preocupados apenas em não pisar nos buracos que já se apresentam por lá ou ainda nas canaletas laterais, que continuam sem qualquer proteção desde sempre. Hoje mesmo quase cai após pisar na borda de um dos buracos e me desequilibrar. Se um dia chegar a me lesionar alguém pagará caro pelo desleixo, não me pergunte quem. Afinal, quem não luta por seus direitos não é digno deles, disse R. Barbosa. Como não vendo a consciência nem espaços informativos, ainda tenho liberdade para escrever sem me submeter.

No auge dos devaneios falam que aqui, a “grande Esperantina” é um grande centro comercial, tem grandes potencialidades, etc e tals, mas a utopia vai abaixo quando se constata que as mais simples atitudes, como por exemplo, a instalação de lixeiras em pontos estratégicos não é considerada. A própria rua dita climatizada foi esquecida e se degrada no dia-a-dia. Ao menos, ficamos confortados ao saber que teremos a apresentação de duas expoentes máximas da cultura local por ocasião da comemoração do aniversário da cidade. Que se dane aquela rua esquisita.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Retrocesso

Foto: homemdeazul.blogspot.com


A reforma da rua climatizada era mesmo a pá de cal que faltava para encerrar o assunto. Bastou um aperto dos empresários locais e lá se vai um projeto que poderia dar certo. Pensando bem... para que melhorar a qualidade de vida dos cidadãos se os importantíssimos comerciantes necessitam de veículos em frente aos seus comércios para abastecê-los de mercadorias? Não basta incomodar somente com placas e produtos na calçada. É preciso mostrar a todos que os caraminguás ganhos no comércio são suficientes para pagar carros particulares em inúmeras prestações. É o desenvolvimento que chegou entre nós. Viva a economia global!

Pelo visto os comerciantes preferem ter clientes duelando com motos, bicicletas, carrocinhas e quem sabe mesmo carros naquela via do que reservar a eles o conforto de uma rua sem o trânsito caótico. Querem vender, mas não acham necessário dar tranqüilidade aos clientes. A população, por sua vez, assiste a tudo de camarote, sem nada dizer. Como os avestruzes, preferem esconder a cabeça na terra a enfrentar adversidades. Cidadania para alguns ainda se resume em votar. Vai entender.

Qual será o próximo passo agora? Os comerciantes também tomarão para si o dever de construir o estádio municipal? Farão parceria para controlar o trânsito no restante da cidade? Tomarão as rédeas?

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Se essa rua, se essa rua fosse minha...

Foto: Arquivo


Andar pela "rua climatizada" tornou-se exercício de paciência e exposição ao perigo. Não se sabe mais como proceder. Podemos andar pelo meio da rua? Tratando-se de uma rua com calçadão, esperava-se que sim, porém, como não foi removida (temo que sequer em futuro próximo o seja) a pouca estrutura restante, resta-nos concorrer com motos e bicicletas pelo pouco espaço daquela via, no já caótico trânsito de Esperantina.

Tudo isso sem mencionar as sarjetas descobertas que ladeiam a rua, perigosamente à espera que um distraído qualquer ou um idoso ali ponha um pé; as pedras soltas; as bases das antigas colunas, com seus parafusos salientes.

Foto: Arquivo

A falta de educação no trânsito faz com que motoristas estacionem seus possantes nas saídas da rua, dificultando ainda mais a vida dos transeuntes. Muito me engano ou ainda não foram apresentadas propostas para resolução deste problema.

Se durante este intervalo de tempo alguém for acidentado por lá, quem deve ser responsabilizado: o motorista, porque transita por via fechada, o pedestre por desatenção ou o poder público, por negligência?

Dúvida cruel: atender aos interesses de populares que se utilizam diariamente da rua nos diversos afazeres diários ou aos comerciantes, que se dizem prejudicados com a falta de acesso aos veículos de entrega? Trata-se de uma rua com intensa movimentação, principalmente por conta dos comércios e agência bancária, que aglomeram muitas pessoas, em especial ao final do mês

O tempo urge. É chegada a hora de repensar o trânsito do centro da cidade, em especial nos arredores do mercado público e da "rua abandonada climatizada".

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Devaneio


Dia desses me vi passeando por Esperantina, em período atemporal. Parecia um estranho em um lugar idem: estava no mercado público, que tinha escada rolante. Achei um barato, apesar dos urubus que disputavam por comida, lado a lado com os moradores. Saindo do mercado, maior calor! Tomei uma rua qualquer e de repente o clima mudou, a rua estava diferente das demais, não havia veículos circulando por ela. Maravilhado com a descoberta, logo me dei conta de que – infelizmente – o trecho era curto demais e me vi andando a esmo, à procura da sombra de árvores que não existiam.

Prossegui e logo após o qüinquagésimo quinto buraco no asfalto deparei-me com estranha visão: fontes d’água e ao longe parecia ver o coliseu romano. Tomado de curiosidade, avancei para explorar o monumento. Após transpor o enorme muro, em vez de feras e gladiadores, encontrei inúmeros comércios, onde a bebida e os esgotos corriam como caudaloso rio.

Rapidamente pensei: este é o melhor lugar do mundo para se viver? Devia ser mesmo, pois podia ouvir fogos de artifício ecoar ao longe, embora um desavisado dissesse que apenas se comemorava o pagamento dos serviçais, que havia sido efetuado. Não dei muita importância para este pequeno fato, queria explorar este Eldorado, verdadeiro oásis urbanizado no meio do deserto estéril.

Procurando novidades, sigo sem olhar para os lados e de repente, cataplum! Um veículo loucamente guiado por um imbecil jovem imberbe choca-se comigo e desperto um ano depois em um leito de hospital, de onde saio, olho para os lados e não vejo mais a idílica cidade, ao contrário: percorro-a novamente e vejo as fontes agora secas; o pretenso coliseu convertido em decadente ponto de encontro marginal; sigo correndo na esperança de ver pelo menos a rua refrescante e - pasmo – vejo apenas um vão aberto entre os comércios, tomado de sujeira, veículos e depredado.

Estaria acordado ou agora é que dormia?

Não satisfeito com o que via e tentando me situar, desci pela via em que se encontram fontes e coliseu (pois é) e vendo minúsculo complemento, me pergunto se se trata de um canteiro para cebolas ou apoio para pedestres. Não perco tempo sigo em frente.

Neste momento sinto que meus pés se atrapalham no chão e em vão procuro a cobertura asfáltica. Mas não era para existir? Desisto da busca e decido avançar até o lado oposto de onde me encontro: vou à margem do rio. Lá devo encontrar algo melhor, pelo menos a visão é acalentadora. Ruas com traçado estranho se apresentam diante de mim, mas não ligo, pois vejo que imponente obra foi erguida logo mais à frente. Seria uma homenagem àquele que dizem ter sido o primeiro morador deste retiro? Não. É apenas o resultado de uma promessa, bancada pelo erário. Muito estranho. O estado não é laico? Deixa pra lá, como diria o acomodado.

Dirijo-me à praça e escuto intenso barulho no meio da multidão. Que teria acontecido? Rápido como votação na câmara, me aproximo do local e vejo um grupo de senhores a tirar os mais diversos sons de instrumentos, em tal balbúrdia que fiquei me perguntando o que os cidadãos faziam ao redor da mesma. Decidi que deviam brincar de descobrir Qual é a Música. Uau.

Apesar da repentina distração, percebo-me atordoado. Estaria sonhando antes da batida da moto ou agora?

Preciso tomar um café para clarear as idéias. Vejo um cidadão e indago:

- Onde fica a escola mais próxima?