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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Cultura às traças


Pouco se tem notícia de destruição de bibliotecas, desde que a mais conhecida de todas, a grande biblioteca de Alexandria teve seu fim, supostamente de forma acidental em 48 a.C.

Afora eventuais queimas de livros por conta de disputas por fiéis e pelo poder em curtos períodos da história recente da humanidade, pouco se ouviu falar de outras bibliotecas destruídas, mas para garantir um lugar ao sol, a única biblioteca de Cocal City foi fechada para reforma em meados do ano de 2011 e até a presente data o material não chegou para tal obra. Devem ter encomendado sobras de material histórico dos destroços de Alexandria, com a devida dispensa de licitação, claro.

As fotos abaixo dispensam legendas. Se os tais recursos não chegam, poderiam pelo menos fazer a poda de árvores e limpeza do local. Ou precisa de licitação para isso também?

Foto 1: Arquivo particular.

Foto 2: Arquivo particular.
Foto 3: Arquivo particular.

Fonte de informação para estudantes e demais pessoas, a biblioteca funcionava precariamente, mas tinha um acervo considerável, principalmente de obras de escritores locais. Atualmente o acervo se deteriora, abandonado às traças em um canto qualquer, sem maiores cuidados e à espera de alguém compromissado com educação e cultura, que tenha apoio – caneta, no popular - para realizar os atos necessários para o pronto restabelecimento daquele pequeno ponto de cultura.

Enquanto se acirra a disputa por espaço político nos meios virtuais, importantes obras ficam paralisadas, muito fica por fazer, deixando a desejar.

(...) E a cidade,
que tem braços abertos num cartão postal
com os punhos fechados na vida real (...)


E este é o cenário da cidade esta que aspira a se tornar referência turística no estado, mas não tem competência para resguardar do descaso seu próprio patrimônio. E depois tem os que não entendem o surgimento do fenômeno dos paredões de som. Onde a cultura não tem valor, a falta dela se impõe.

E tenho dito!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Dúvidas, eternas dúvidas




Aproxima-se o dia do aniversário da cidade e a interrogação: que presentes serão ofertados? Já basta de meio fio pintado de branco.

Que tal a reforma do que resta da avenida? Lembro que à época do asfaltamento, ainda em 2010 (nossa, quanto tempo, não?), foi dito que o produto (asfalto) era um dos melhores disponíveis no país. Realmente, era. Alternativamente, aproveitando a ocasião seria ótima oportunidade para retirar aquelas casinhas de pombo que construíram no passeio da avenida, que atrapalham a vida dos pedestres, tiram a visão dos motoristas, enfeiam e sujam a área.

E o estádio? Parece ser mais barato e viável deixar o espaço para instalação de circos. Quem precisa de esportistas, né?

E o Instituto Federal de Educação? Verificando no site do Mec pode-se constatar que até o ano de 2014 não há previsão para construção de um nestas terras, apesar das promessas e empenhos.

Não menos interessante seria a instalação de semáforos nas ruas mais movimentadas, como nas proximidades do mercado, visto que os hoje existentes na cidade não passam de decoração de mau gosto, tão inúteis quanto as mensagens de carteira de cigarros ou o Beba com Moderação nos engradados com 12 cervejas.

O próprio mercado público, se reformado, seria um presente e tanto. Com ou sem escada rolante e segundo piso é um dos locais que mais merece atenção. Muitas cidades têm em seus mercados públicos um importante local de visitação pelos turistas, mas quem em pleno gozo das faculdades mentais apresentaria aquilo a um visitante?

Ao menos temos a promessa certeza da apresentação da espuma da nata da cultura local no dia do aniversário da cidade. Alavantu para a cultura, Anarriê para o atraso.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Tudo está igual como era antes...

...quase nada se modificou...

Ao incauto que passar pela proximidades da praça da biblioteca, fica a impressão de que finalmente aquela pracinha passará por reforma, dada a quantidade de material de construção e sujeira lá depositados. Como escreve o cara: isso tudo em plena praça pública!


Na foto vê-se claramente materiais de construção depositados em sua calçada, mas, de passagem, sabe-se que os materiais são para reforma não da praça, mas de uma residência das imediações. E não faz pouco tempo que está por lá.

A cidade possui um Código de Posturas que não serve sequer para calçar uma mesa. Em cidades civilizadas, além-cocal, isso geraria multas e a imediata retirada do material, mas não aqui em Cocal City, onde ainda ouvimos o prosaico “sabe com quem você está falando?”. Por aqui espaços públicos são usados ao bel-prazer de quem bem entender. É assim com as calçadas dos comércios, que se tornaram extensão de suas gôndolas; é assim com os camelôs do mercado ou de onde quer que eles se instalem; também é assim com as oficinas mecânicas; da mesma forma com aqueles bares instalados no passeio da avenida-rio e ainda em extensa lista de lugares.

O que nos falta para que possamos aproveitar melhor nossa cidade? Porque ninguém age/reage a isto? A solução ainda é esperar para consertar isto nas urnas? Porque ninguém acompanha a votação de leis e projetos que mexem com a vida e o cotidiano de Esperantina? Porque não temos campanhas que visem a melhoria da cidade, tipo Pega o Sujão, que apresentou êxito em Teresina em meados dos anos 90? A inércia já causou muito mal a esta cidade e ainda assim continuaremos assistindo passivos a tudo? Será medo de se indispor com pretensas autoridades? A – cof, cof - imprensa local já não apresenta musculatura suficiente para cobrar de quem de direito? Não se vive de projetos. A vida na cidade é mais que uma convenção de interesses.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

A natureza pede socorro!




A temática ecologia infesta os noticiários do mundo inteiro. Hora é uma enchente aqui, culpa do aquecimento global; hora o aumento no índice de pessoas com câncer de pele, culpa do buraco na camada de ozônio e segue um rosário de insinuações.

Enquanto isso, em Cocal City...

Eis que ao fazer a leitura diária dos noticiosos locais – pois é, encontro estampada e repetida (Ctrl+C, Ctrl+V) nos mesmos a notícia de que o chefe do executivo local foi à capital em busca de recursos. Até aqui nada de anormal, ossos do ofício. Ponto. O que segue adiante é aterrador: na matéria lê-se claramente que a finalidade da busca de recursos é, entre outros, para reformar a cachoeira do urubu! Isso mesmo! Reformar a Cachoeira do Urubu. Se fossem simplesmente as estruturas como passarela, quadras, banheiros, bares e assemelhados, tudo bem, há anos isso é necessário. Mas não, na matéria está claro: querem reformar a cachoeira! Yes, we can, diria Obama.

Quantos milhares de anos a natureza levou para esculpir aquelas formas, as tais piscinas naturais, tão admiradas por todos que a conhecem e de repente... a reforma. Mundo cruel. Maldito progresso. Maldito capitalismo. Como ficará a cachoeira, carro-chefe do turismo local? Será que aumentarão o número de quedas d’água? Ou apenas as deixarão mais altas? Será que vão tapar todas as reentrâncias das pedras?

Alguém tem que fazer algo. Contatemos então os órgãos responsáveis pela proteção da natureza, o WWF, o Green Peace...