Natal. Período mágico, dizem por ai. Realmente este deve ser um período especial, pois de que outra forma veríamos risíveis bonecos de neve espalhados pela cidade? Isso deve ser o tal fortalecimento da cultura local, de que tanto ouvi falar. É. Lembrança das nevascas ocorridas em Cocal city, apesar dos 30º à sombra, detalhe que não diminui a emoção de se sentir nos Champs Elysees macaqueado, digo, reciclado. Como é que se diz mesmo: se o todo-poderoso quiser, nada é impossível.
Apesar das poucas chuvas por aqui e o aguaceiro de sempre na avenida-rio, teremos cinema na praça. Cultura é isso ai.
E a banda de música? Ah, a banda. Como não se lembrar da música?
Estava à toa na vida
O meu amor me chamou
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
Pra ver a banda passar
Cantando coisas de amor
O homem sério que contava dinheiro parou
O faroleiro que contava vantagem parou
A namorada que contava as estrelas parou
Para ver, ouvir e dar passagem
(...)
E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor
Depois da banda passar
Cantando coisas de amor...
Fom-fom-fom-para-rá-tim-pum!
Ainda não foi este ano que o anfiteatro foi construído sob as ruínas da quadra Noeme Lages, mas quem se importa se teremos show na praça? E de grátis? O mercado público também não será para agora. Também, quem o visitará, com o preço da carne nas alturas?
Natal, tempo de esquecer as lamúrias e fingir viver feliz. Comprar aquele peru com vinho e encher a pança. E quem não pode fazer isso? Elementar, caro leitor: teremos cinema na praça, com banda de música, de forró... só faltará o pão.
E assim continuamos a passos largos rumo ao... ao... para onde mesmo?