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terça-feira, 19 de junho de 2012

Continua a espera


Que a cidade de Esperantina não conte com grandes obras que encham de orgulho seus cidadãos não é novidade, afinal, o que vale é prometer e esperar o resultado disso. O progresso por aqui se dá em Bullet time, bem lentinho.
Imagem: Arquivo.

No geral, sempre se dá ênfase às partes mais sensíveis da cidade como prioridades em obras e serviços para distrair a população, mas estranha letargia se abateu sobre os ânimos progressistas nativos. Só para efeito ilustrativo, o coreto da principal praça da cidade está ha anos sem a cobertura. Por ocasião da última reforma da praça foi um escarcéu dos diabos quando perceberam que o coreto seria remodelado, pois estavam prestes a alterar um símbolo da cidade, patrimônio do povo, memória de um passado glorioso e tals. Pois bem. E agora?


A praça mostra, em rápidas olhadas, claros sinais de que está à mercê do tempo. Como se não bastasse o descuido a transformaram em depósito para decoração de final de ano; as fontes d’água abandonadas na maior parte do ano, como se as mesmas só fossem necessárias nos períodos de festejos; grama só resquícios. A população também dá sua contribuição ao utilizar suas calçadas/passeios para transitar com seus veículos, enquanto o guarda não vem. E o que dizer então da barulheira infernal aos finais de semana? Triste.

E se fala agora em construir tantas obras na cidade. E os pequenos consertos, aqueles que não proporcionam grandes dividendos, quem os fará?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Até quando esperar?


Foto: www.cidadeverde.com

Não dá para ligar a TV e não se assustar com a recente tragédia no Rio de Janeiro. Mas o que realmente assusta foi a disponibilização imediata de milhões de reais para o socorro às vítimas, merecido é claro, mas fica a indagação: em Esperantina tivemos duas grandes enchentes em 2008 e 2009 e a maior parte da ajuda que recebemos foi de entidades não ligadas diretamente ao governo. O bode expiatório do caso é a onipresente burocracia que a tudo inviabiliza no Brasil.

A grande pergunta é: o que foi feito em Esperantina para amenizar os efeitos de uma possível nova enchente? Obras de contenção, galerias, remoção de casas próximas às margens dos rios, mapeamento das áreas de risco, etc, etc, etc? Timidamente temos a construção de casas para os desabrigados de 2008 e o que mais mesmo? A defesa civil já tem plano de ação para tais eventualidades no município ou continuará à sombra, esperando a banda passar?

De braços abertos à espera de uma nova tragédia, seguimos em frente, todos.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Hora de arregaçar as mangas. Ou não?


Foto: www.capuano.freeiz.com


Findo o interminável período de disputas políticas e o êxtase inicial, a calmaria volta a reinar no estado. Ledo engano. O momento agora é de intensa e renhida luta para barganhar cargos em troca dos míseros votos arrecadados. E as promessas... Ah, as promessas formam capítulo à parte na história.

Como passado é passado, agora é o momento de olhar para o estado como um todo a ser governado. É hora de programar as obras e por em prática o tão falado projeto, que de tão mencionado foi o fiel da balança na hora da escolha do novo timoneiro. Agora é chegada a hora de realmente conferir se tudo o que foi dito e prometido se tornará realidade.

Antes de realizar novas e colossais obras, o que deveria ser feito na verdade era a conclusão das inúmeras obras, ora inacabadas, mas que cumpriram fielmente os intentos. Nada mais de falácias, não dá mais para esconder a insatisfação de parte da população que vê postergada a conclusão de obras como o – cof, cof - estádio municipal, o asfaltamento da PI que liga Esperantina a Luzilândia e o de Esperantina a são João do Arraial, a ponte de Luzilândia, entre inúmeras outras, que tantas vezes tiveram seus inícios/conclusões marcados e, no entanto até hoje se converteram apenas em manada de elefantes brancos, uma espécie de monumento à leniência de um povo com a histórica falta de empenho dos sucessivos governos com que somos brindados.

Quanto às promessas feitas, para quem acreditou, fica o consolo: daqui a aproximadamente um ano começa tudo de novo. Nada de mais típico neste território acostumado a pouco, que se contenta em receber esmolas oficiais no final do mês. Isto me lembra a história do político que, durante discurso em campanha promete do palanque trabalho e pão para todos e um gaiato grita do meio da multidão: pra que tudo isso doutor, basta o pão! Esta atitude parece familiar?