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Imagem: Arquivo do Blog. |
A cidade está prestes a realizar mais uma edição do evento-vitrine da administração:
a festa do peixe. Serão 3 dias de muita exposição para a imprensa, vitrine para
os nomes que se lançam ao campo político. A festa é do peixe, mas se pescam pessoas.
O evento ainda não teve o local divulgado, mas presume-se que seja no mesmo do ano anterior, por ser o menos esburacado,
enlameado e com um pouco mais de iluminação. Apesar da proximidade da faixa de
Gaza, o evento contará com segurança reforçada, pois registros negativos
afastam eleit... digo, simpatizantes.
Desta vez o marketing inovou e resolveram
acrescentar às chamadas publicitárias, além da festa, a feira de negócios, tão
criticada principalmente no evento passado, onde a demanda era mais por
atrações musicais e desfile de autoridades que propriamente a venda de peixes,
embora muitos foram aqueles que “venderam seu peixe”, popularmente falando.
Pensada inicialmente também como forma de expandir
os negócios da piscicultura local, o evento segue sem maiores cuidados como a
realização de estudos de impacto ambiental nas propriedades (ou cursos d’água) onde
se pratique a piscicultura e nem mesmo uma prosaica fiscalização sobre as rações
dadas aos peixes, tendo em vista que os subprodutos de uma ração barata e que
gere lucros mais rápido podem afetar enormemente a saúde pública.
E o restante da cidade, como fica? Depois da festa
se pensa em algo, um pouco de farelo aos pombos. Mas a verdade cristalina como cajuína
será a mesma: a cidade permanecerá refém das promessas de sempre, insegura como
sempre, esburacada como sempre, enlameada como sempre...
E tenho dito!