Mostrando postagens com marcador Blitz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Blitz. Mostrar todas as postagens

domingo, 31 de março de 2019

Enfim, ação!


 
Imagem: Arquivo do Blog.
Depois de anos de inércia, finalmente o município esboçou uma reação na questão do trânsito. Burocracia pra lá, empreguismo pra cá e os anos passaram sem que nada de efetivo fosse feito para melhorar o caótico trânsito pelas ruelas.

Agora, quando finalmente surge a luz no fim do túnel, parte da população se mostra contrária às mudanças no comportamento ao trânsito, por insinuar que somente após as vias sinalizadas e pavimentadas se poderia pensar em realizar blitz, cobrar documentos e a correta condução de veículos na cidade.  Com este pensamento logo se depreende que a vontade é que nunca sejam cobradas e cumpridas as leis do trânsito, visto que mesmo na capital, vitrine para as demais cidades do interior, as ruas não são “tapetes” asfálticos e sinalizadas a contento.

Beira o cretinismo e cheira a politização chula essa linha de pensamento de “primeiro organiza, depois cobra”. De todo, resta lembrar a infelicidade na escolha da data para início das blitzen: o 1º de abril, que combina tão bem com promessas políticas. Para muitos, tudo não passa de pegadinha. De uma coisa, tenhamos certeza: as ações que estão por vir não chegarão ao final do ano pois, como é sabido por todos 2020 é ano eleitoral e a cobrança por cumprimento de leis gera impopulismo e decepção nas urnas.

E tenho dito!

sábado, 13 de abril de 2013

Um questionamento e não um Decreto

Imagem: palmaresespirita.blogspot.com


Hoje mais um acontecimento que deveria ser corriqueiro em Esperantina se tornou um espetáculo, tal qual não se vê normalmente no período entre eleições, tudo por conta da realização de uma blitz que iniciou logo pela manhã e se estendeu até o meio-dia, deixando em polvorosa a cidade, mais especificamente os condutores de veículos que não possuem carteira de habilitação e a documentação do veiculo.

Apesar de que esta não foi a primeira vez que isso ocorre por aqui  o estardalhaço foi enorme. Pelos celulares pessoas avisavam aos incautos sobre a operação, desocupados ficavam nas esquinas somente para avisar que uzomi realizavam blitz; a – cof, cof – imprensa local também brilhou ao dar voz aos lamentos e lamúrias dos populares que, coitadinhos, sem recursos para regularizar seus bólidos eram retidos na blitz como peixes nas redes.

Pessoas das mais variadas ocupações tiveram apreendidas suas conduções, por também variados motivos. No local de uma das blitzen, próximo à Câmara Municipal era grande o alvoroço, onde pessoas de diversos matizes ideológicos vociferavam tolices do tipo: vocês não queriam era isso? Votaram agora tem que aguentar 4 anos!; outros diziam: isso é perseguição. O pobre mal tem condição de comprar uma moto e o governo manda tomar; deveriam era perseguir os ladrões de motos, assaltantes e assemelhados, como se tal não fosse uma das funções da blitz e muitos outros impropérios do gênero.

Como não poderia deixar de ser, os portais e redes sociais serviram de tribuna do povo. Uns incitavam atos de rebeldia, outros aproveitavam a situação para “queimar” quem eles acreditavam que possivelmente seria responsável pela blitz e pelo solo lunar que chamamos ruas da cidade. Turma de esquerda para cá, de direita para lá, mas o que sobrava mesmo era a da retaguarda, do retrocesso. Qual fênix renascida das cinzas, novamente nasce a mofada ideia das blitz educativas, da sinalização primeiro e blitz depois, da anistia das dívidas, anistia esta que já foi ofertada em anos anteriores onde menos da metade dos proprietários de veículos aproveitaram para regularizá-los. E por falar em regularização deve-se lembrar de que na maioria dos dias do ano muitos destes pobres coitados hoje entristecidos, rotulam de “abestados” aqueles cidadãos que trabalham e se esforçam para manter seus veículos devidamente em dia com suas altas taxas. Sim, pagam-se altas e aviltantes taxas, mas se pode sair à luz do dia e pelas principais ruas sem maiores temores, como ter que voltar a pé para casa porque não pode passar por uma simples blitz de trânsito.

Neste momento os cidadãos de irmanam nos protestos, assim como o fazem quando algum deles sem destreza e/ou habilitação falece pelas ruas da cidade, ocasião certa para o defectível “luto eterno” nas redes sociais que dura até o próximo acidente fatal, sem que nada mude.

Revoltam-se contra atos e medidas que não são apenas para punir, mas para dar ares de civilidade ao trânsito caótico e assassino de nossa cidade. Tal revolta encenada lembra – pela futilidade em si – a revolta da vacina do início do período republicano no Brasil, originada a partir de uma lei que tornava obrigatória a vacinação da população e que foi demonizada pela maioria. O que era uma simples medida de proteção à saúde tornou-se motivo de revolta. Resguardadas as devidas proporções e finalidades, resta alguma semelhança?

Não lembro de ouvir alguém argumentar que as blitzen servem para, entre outras coisas, verificar a origem dos veículos vistoriados, se produto de furto ou outro delito qualquer. Não. O importante era gritar para as quatro direções que a perseguição estava de volta à cidade. O ranço das últimas eleições voltou com força total, como se tudo não passasse de mera questão de escolha política, que este ou aquele seria melhor para governar.

E no final, qual a moral da história? Todos unidos e com apoio para não seguir leis nacionais de trânsito. Todos unidos contra a perseguição aos pobres condutores de motocicletas que não tem condições para quitar suas dívidas junto ao órgão fiscalizador e arrecadador. Pobres diabos! Ainda voltaremos às cavernas.

E tenho dito!

domingo, 30 de setembro de 2012

Até quando?

Imagem: Arquivo do Blog.


Mais um acidente com vitima fatal na principal avenida da cidade. Mais uma cruz. A continuar assim, a dita via será pavimentada com sangue e sinalizada com cruzes. Trágico destino para a pretensa "grande" Esperantina.

O momento politico seria ótima oportunidade para discutir com os pretendentes à combalida viúva, o que pretendem fazer para minimizar os féretros dispostos ao longo da avenida. Já será tarde para muitos que por lá perderam a vida, como o jovem vitimado hoje, mas ainda assim será de importância para o restante da população, que se por um lado tem razão em reclamar das péssimas condições de tráfego na maioria das ruas de Esperantina, por outro lado fica a dever o cumprimento de obrigações, como o uso do capacete, limites de velocidade, atenção no trânsito e ainda, porém não menos importante: a necessidade de impor limites aos jovens de menor idade.

Ficou no rastro da história o tempo em que adolescentes sonhavam com o dia em que ganhariam de presente uma bicicleta no aniversário. Hoje a motocicleta é a grande pedida e sem medir as conseqüências muitos tem os pedidos atendidos pelos que deveriam zelar por suas vidas.

Muitas foram as campanhas feitas e que ainda o são, no sentido de conscientizar as pessoas sobre as regras de trânsito, mas estas não surtem o efeito desejado,seja por abranger curto período de tempo, seja por completa ignorância por parte dos usuários de veículos.

O preocupante nisso tudo é que a realização das blitz de trânsito é objeto de acaloradas discussões entre os cidadãos, que se dividem entre os que aceitam as normas para que haja bom trânsito pelas vielas da cidade e aqueles que de forma alguma se vêem intimados a utilizar o capacete, que segundo já dito por muitos, estraga o penteado, entre outras idiotices.

A completar o quadro de quase total desobediencia às leis do trânsito e até mesmo da física, os postulantes ao cargo maior do executivo se declaram abertamente contra a realização das blitz no município. Foi mal. Como sempre, falei demais. Desculpem o sangue fresco na avenida.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Quando os discursos se tornam preocupantes


A despeito do que foi e ainda é festejado por partidários dos participantes do debate político entre candidatos a prefeito de Esperantina, de que um tal foi quem ganhou o debate – embora para os partidários sempre vence aquele que eles seguem, fiquei a pensar especificamente em um dos pontos da peleja, as blitz no trânsito.

Sem ao menos pestanejar, ao menos dois dos contendores afirmaram que se eleitos forem, acabarão com as apreensões de motos em nossa cidade. Discurso para ganhar votos de desavisados, molim, molim.

As blitz ocorrem para que o trânsito flua melhor, para que o cidadão que a aqui mora ou está de passagem tenha pelo menos a sensação de que há ordem nesta bagaça, entre outras possibilidades. O motivo da discórdia entre a população é que estão sendo privados do direito constitucional de ir e vir, que não se sentem seguros sequer para transitar pelas ruas da cidade sem que sejam importunados pelos fiscais. Só que como em tudo na vida há limites, aqui também não poderia ser diferente. Mas isso opinião do povo.

Dá náuseas quando se ouve candidatos opinando que a moto (principal veiculo abordado) já se tornou de uso comum entre a população e que grande parte da população não tem grana para pagar os impostos e ainda de que em outras cidades não ocorrem tais perseguições aos motociclistas. Mas se outras cidades não procuram seguir a lei isso já é outro problema.

Diante da pérola discursiva me veio o pensamento: já que o município de Esperantina se converterá em uma ilha com administração própria dentro da federação brasileira e tendo em vista que o problema da segurança pública é gritante, o cidadão poderá se armar para dar enfrentamento à falta de segurança, porque não? Se é permitido que os coitadinhos dos proprietários de motos burlem a lei e não paguem impostos porque os que desejam andar armados não poderão também se usufruir nesta ilha de anulação dos direitos constitucionais e se negar a pagar os também caríssimos impostos sobre o uso de armas? E assim poderemos assistir a um festival de desobrigações em cumprir leis, em uma cidade que já não é lá muito exemplar.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Cidade sem lei...


...ou não. Leis as temos. Até demais. Somente há dificuldades em cumpri-las. No final da tarde de hoje mais um acidente no trânsito nos faz emergir à tona da realidade: estamos perdendo o jogo para o vandalismo, seguimos a passos largos para o caos da marginalidade.

Nosso trânsito desvairado faz vítimas repetidamente, embora há pouco tempo a cidade tenha sido tomada pelos otimistas de plantão, que em pleno êxtase acreditaram nos efêmeros resultados das tais “blitz educativas” realizadas no decorrer de uma longa semana. É como aquele jargão: de boas intenções...

Até quando assistiremos apalermados à sucessão de acidentes ocasionados por imperícia/imprudência de motoristas inaptos? A reação da população será como sempre, tímida e receosa? Continuaremos na eterna espera de boa vontade dos escolhidos?

Para muitos motoristas, os semáforos (pois é) são apenas enfeite. Ninguém pode se arriscar e confiar que uma determinada rua tem sentido único de trânsito sem correr o sério risco de engrossar o rol de vítimas. Os veículos que transportam pessoas para a zona rural ou outros municípios costumeiramente infringem regras básicas, como ao parar no meio da rua para atender as vítimas pessoas; as inúmeras motos com reboque, que transportam mercadorias pelas ruas da cidade não possuem segurança e nem a ofertam, são bólidos que amedrontam e assim a lista segue, interminável como a relação de comissionados.

A temporada de fóruns está à vista (2010) e não será de espantar se formos presenteados com um deles para “estar vendo” os problemas no trânsito local, para depois da plenária estadual e federal, “estar encaminhando” para o setor competente a possível resolução do problema e, pela enésima vez, tudo será resolvido neste retiro de verdes ramagens. Simples assim.

Enquanto isso, a população paga impostos abusivos para manter seus veículos dentro da legalidade. E essa grana serve para que então, senão para implementar ações e melhorar as condições de trafegabilidade?