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domingo, 24 de fevereiro de 2019

Retalhos do cotidiano

Imagem: Arquivo do Blog.


Eis que chega o final de semana, depois de uma semana de trabalho, hora de planejar, executar pequenas tarefas deixadas para depois ou simplesmente, descansar.

A vida segue rotineiramente, ou seguia, até que um empresário “de visão” resolve estabelecer seu ponto comercial nas proximidades. Seria apenas mais um entre dezenas, não fosse a peculiaridade de que o dito estenda o serviço até o domingo e, não satisfeito, contrata um, digamos, publicitário, para narrar em alto e bom som, durante toda a manhã de domingo em horários que variam de 6:30 ou 7:00 até as 12:00 horas, as ofertas do dia.

E tome propaganda, e tome falar com os transeuntes como se estivesse em casa. O tempo passa, mas a agonia permanece. Os clientes compareçam ou não, lá está aos domingos o comercio aberto e importunando a vizinhança, sem que ninguém reclame. Talvez não se saiba a quem reclamar, se a uma discreta e semioculta secretaria de papel ou à atarefada segurança pública.

O fato é que os antes bucólicos finais de semana se tornaram uma aporrinhação aos ouvidos. Se durante a semana não há locutor de hortifrutas a ofertar seus dotes, este dá o ar da graça no domingo, dia reservado especialmente ao descanso e lazer, hoje postergado às calendas gregas.

domingo, 3 de julho de 2011

O Toque de Midas do erário


Cada lugar tem suas especificidades e tem o que merece. Pelo que li em divulgadores de notícias e comentários sobre o tema, a cultura de Esperantina se resume em duas quadrilhas juninas. Impressionante. Ninguém deveria morrer sem tomar conhecimento disso.

Muito se discutiu, com repercussões nos mais variados meios, o fato de que em 2011 não aconteceram os festivais juninos patrocinados pelo erário nesta cidade. Mas o que realmente chama a atenção é o fato de que o céu quase veio abaixo somente porque não foi liberada verba para que duas quadrilhas (juninas, claro) se esbaldassem, como dignas representantes da nata da cultura nativa. Os outros grupos folclóricos não devem ter suportado essa situação de abandono dos cofres públicos e pereceram. Ou não.

Conjecturas próprias, mas ainda acredito que as atividades culturais devem entreter a população, sendo importantes meios de contar a história de uma região, atuando na divulgação e preservação de valores imateriais, mas sem pendores comerciais. Não há que se converter uma atividade de entretenimento em fator de concorrência mercantil.

Por aqui o bumba-meu-boi, danças de roda e assemelhados forma esquecidos ou atropelados na corrida do ouro? A criatividade e espontaneidade que encantava visitantes sucumbiu ante o vil metal?