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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Sobre o cotidiano


 
Imagem ilustrativa. Fonte: http://qcveiculos.com.br/
Após observação de cenas dantescas neste período chuvoso, gostaria de convidar as autoridades municipais, aquelas eleitas, a um passeio pela avenida-rio, numa tarde qualquer, 1 hora após uma chuva. Será um passeio a pé, pelas calçadas laterais. Uma diversão só!

O turismo aquático começaria no pátio do detran e seguiria até o posto de gasolina em frente a rodoviária, quando seria feito o retorno pelo canteiro central. Sim. Um lindo e estimulante passeio a pé, que coisa mais saudável!

Ninguém faria o trecho em veículos, nem mesmo os aspones de plantão. O tour serviria para que as autoridades sentissem na prática o que é ter que caminhar alguns metros, meio ou todo um quarteirão desviando para não ter os pés molhados na lama fétida e oleosa, resultante de várias misturas de dejetos despejados livremente nas vias públicas pelos comércios e residências. Também seria a oportunidade para correr feito velocista para escapar dos “banhos” proporcionados por condutores de veículos automotores, que aceleram ao ver pedestres próximos ao aguaceiro.

Somente assim ao término do passeio os digníssimos teriam noção da falta que faz a implantação de sistema de esgotos ao longo da principal avenida da cidade; conheceriam os transtornos por que passam os transeuntes no dia-a-dia. Seria de muito maior valia que passar quatro anos apenas em virtude de planejar uma festa anual, que celebra a atividade piscicultora.

E tenho dito!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Um passeio pela cidade

Seguindo o oba-oba, proponho o Dia Municipal das Autoridades Sem Automóvel. Isso mesmo. Quero vê-los caminhando pelas ruas da cidade. Além de ser ecologicamente chato pra caramba correto, né? Seria o primeiro passo para ter direito a um lote no paraíso, de frente para o grande trono, sem ter que se preocupar com o mal cheiro de algum matadouro, como em certa cidade... da Ucrânia, se não me falha a memória.
Imagem: http:www.diariosp.com.br


Como tarefa inicial, eles deveriam andar a pé pela avenida-rio. Do fundo do coração, gostaria de vê-los andando pela calçada do DETRAN e, sem molhar os pés, chegar à calçada do colégio do outro lado da esquina, atravessar aquele retorno largo próximo a rodoviária, sem sinalização e com os veículos trafegando loucamente, sem indicar para que lado seguirão. Adoraria vê-los pisando nas pedras do passeio da avenida sem que algum respingo de lama os importunasse. Que eles não se satisfizessem com este pequeno passeio e resolvessem andar pela rua do fórum, iniciando pelo cemitério e descendo a rua na contramão – estão a pé, lembram? Nas proximidades da churrascaria da grande cerveja seria interessante que encontrassem ao menos um carro a toda velocidade - como de costume - que os apresentassem à ducha de lama que o eleitorado bem conhece. Aos mais corajosos recomendaria ainda um passeio pelas ruas enlameadas dos bairros mais afastados do centro da cidade, para que estes verificassem o quanto mudaram desde a última vez em que lá estiveram, uma poça aqui, um córrego ali, umas pedrinhas para pisar acolá.

Ao final do dia, certamente sairiam medidas para resolver esta situação, que os populares enfrentam todos os dias, mas que os dignos não percebem porque lama não atravessa vidro de veículos.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Extra! Extra!!



Esqueçam a tragédia no Haiti, o BBB e demais fatos corriqueiros. As atenções da imprensa mundial voltam-se neste instante para a nona maravilha da arquitetura urbana: o asfaltamento da avenida ministro Petrônio Portela. Programações são suspensas para o anúncio do furo jornalístico. Narradores esbaforidos, inebriados pelo progresso que chegou para ficar enfrentam o calor escaldante para informar Para Todos que o aguaceiro da avenida-rio é coisa do passado. Molhar os pezinhos na lama? Never. Pois é.


Desde o fatídico ano de 2005, quando a avenida teve seu asfalto espetacular e escandalosamente retirado que a população aguarda esta obra. Dinheiro veio, dinheiro voltou, a novela ganhava contornos de dramalhão mexicano. Mas agora vai. Com o alinhamento dos astros tudo é possível. Até mesmo asfaltar sem preparar a área. Tomara que tenham combinado também com a mãe natureza com vistas a que esta não mande as torrenciais chuvas para prejudicar o asfalto.



Tal como os pirilampos que se aproximam da luz sedutora, neste instante é grande o tráfego de pelegos, curiosos e torcida do contra no local. Observo certo alarido quando os presentes se afastam do meio da rua para dar passagem a dois caminhões com material para o asfaltamento e outro com foguetes para anunciar a boa nova.


Fico pensando e torcendo para que aprovem logo a criação de mais festejos para nossa cidade, pois ultimamente temos inaugurações nestes períodos (vide proselitismo com instalação de imagem religiosa às margens do longá). Também a estrovenga folia no período da semana santa é outra ótima oportunidade para mostrar aos turistas (!!) que a cidade é um canteiro de obras. É preciso ter pressa ou a vitrine oportunizada pelo festejo fecha. Não basta fazer, tem que mostrar. Para Todos.