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Final de ano, época de renovar esperanças em dias melhores,
oportunidades e tudo mais que seja melhor para o ano que se aproxima.
O problema é que todos anos foram assim e o que temos é
resultado de nossos esforços. Em sentido mais amplo, preocupamo-nos com a vida
em sociedade, especificamente com o desenvolvimento da cidade em que vivemos.
Se não no final do ano, a cada eleição repetimos o mantra: queremos o melhor
para a cidade, não importa quem seja.
Entra ano, sai ano e não vemos significativas melhorias na
cidade, pelo contrário: assistimos a um lento processo de degradação do pouco
que já foi conquistado. Rapidamente lembrando a cidade apresenta sérios
problemas estruturais, o trânsito só piora a cada dia por falta de intervenção
pública no gerenciamento, por recorrente medo da perda de votos.
Um problema que cresce a cada dia é a transformação da
principal avenida da cidade, iniciado por uma reforma meia sola, onde foram
construídos pontos comerciais no passeio da avenida. Aos poucos o conceito que
deu origem a tais construções foi deturpado, passando de pontos para venda de
artesanato a cidade passou a contar com bares no local, prejudicando a estética
urbana, o trânsito e atualmente emprestando um cenário de camelódromo ao local,
e, como ninguém tomou inciativa para reverter tal situação, a mesma piora a
cada dia, caminhando a passos largos para um processo de favelização do meio urbano
de uma cidade que aspira um dia ser polo turístico.
No melhor estilo colar-colou os permissionários passaram a
construir anexos nas já inapropriadas casinhas. Quem já não observou as áreas
cobertas na maioria das casinhas? E se ninguém fez nada até o momento, nada
farão no porvir.
Ventos alvissareiros iniciaram a soprar quando o poder público
solicitou a retirada de veículo estacionado há anos em local impróprio, por
problemas com a justiça. Mas ficou nisso. Soou até meio cômico falar que o veículo
atrapalha o trânsito e as casas no canteiro central da avenida possam continuar
a importunar a vida de pedestres e outros cidadãos que se indignam com tal
descaso.
Que venha o ano novo!