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segunda-feira, 22 de junho de 2015

A praça é nossa...

... e a conta também.
 
Imagem: Arquivo do Blog.
Muito se tem falado sobre a minúscula praça recém inaugurada. Cara pra alguns, normal para outros e um descalabro para outros mais.

Cômica a cena da inauguração em que a banda de música tomava meia praça e os aspones outro tanto dela. O resto era rua. Completou a cena pitoresca o desjejum esquálido e o acotovelamento por um lugar ao sol, leia-se, visível às lentes da – cof, cof – imprensa, ávida por destacar lideranças e descolar um quaquer.

Me vem à lembrança aquele programa humorístico e mentalmente me flagrei cantando:

...
   a mesma praça, o mesmo banco
   As mesmas flores e o mesmo jardim
                                                        ...

E pensar que ainda estamos em 2015.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

À espera de dias melhores

  
Imagem: economistinha.com
Como nem só de audiências públicas sobrevive Cocal City, mas de toda asneira dita à imprensa, vamos em frente!
                    
Incrível como as coisas se encontram ao léu em Cocal City. Não é preciso andar muito para se ver desmandos. Aqui uma calçada que avança para a rua, ali uma barraca que toma espaço dos pedestres, acolá um veículo que avança na contramão. E assim caminha a humanidade, se não for atropelada antes.

Mais detalhadamente, incentivados pela total ausência de qualquer tipo de fiscalização, muitos proprietários de imóveis agora constroem rampas de acesso do meio-fio para a rua, quando deveria ser no sentido contrário, para não obstruir passagem de água nem atrapalhar o trânsito. De início apenas uns poucos se aventuraram na empreitada, mas agora a tendência é que isso aumente. Quanto às barracas, assiste-se a um lento, porém contínuo, processo de favelização da cidade que já não é um primor estético. Seja na principal praça da cidade, seja na avenida, virou oba-oba. Por último e nem por isso menos importante,  a zorra no trânsito continua a fazer vítimas: alguns ficam cegos para não ver nem agir, outros, menos sortudos, colecionam fraturas pelo corpo à espera de que um dia, quem sabe, em um futuro distante, alguém abandone os papéis e busque agir. Mas até lá...seguem deitados eternamente em rede esplêndida.

Ainda tem espaço por aqui aos borra-botas de plantão, aqueles que se irritam quando falamos ou escrevemos algo que desagrade às chefias.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Água de poço

Certa dormência se abateu sobre a - cof, cof - imprensa local. Por onde trilha?

As grandes matérias, "polêmicas" e assemelhados foram substituídos por festas, breve e solenemente antecedidas pela passagem do pires para financiar o mudus vivendi de seus ícones? Homenagens, aniversários e feijoadas preenchem as lacunas deixadas pelas notícias.

O que veremos até o clímax do período eleitoral: informações ou convencimentos?

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Nacionalismo eventual

Correm boatos – até o momento não passa disso – de que neste ano de 2013 não ocorrerão os desfiles cívicos em comemoração à independência do Brasil. Muito mi-mi-mi de quem sequer apreciava a data e outros setores da sociedade, mas o fato é que há muito tempo os desfiles deixaram de ser cívicos e passaram a ser encarados pelo alunado apenas como uma extensão das atividades escolares fora da sala de aula, tal o desestímulo demonstrado pela maioria.
Imagem: www.uniaonorte.com

Alguns anos passados realmente havia empolgação e certo empenho para realização do evento, mas aos poucos a data e o evento em si começaram a se transformar em espécie de desfile de escola de samba, com suas alas de adereços, fanfarra e outros, a bandinha marcial com o eterno batuque: toma-limonada-pra-acordar-de-madrugada e um detalhe que confesso não entendo: um corneteiro que não entende bulhufas do instrumento, soando algo sinistro de tempos em tempos.


Ademais, ultimamente os desfiles se tornaram ocasião para apologia a políticas, digamos... popularescas e demagógicas. Antes um pequeno espetáculo, agora um circo de horrores, exaltação de um nacionalismo que não resiste às notícias da imprensa sobre política, segurança pública e outras mazelas.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Melhor seria se não fingissem ser como são


Que a – cof, cof - imprensa local não tenha lá essas credibilidades todas, não é segredo pra ninguém. Que antes de divulgar historias ou fatos ela não consulte diferentes fontes, também não é segredo. Mas daí a fazer o que parte dela fez no dia de hoje é o fim.
Imagem: Banco de imagens intenet.

Com o triste fato da morte violenta de um bebê a – cof, cof - imprensa local aproveitou para faturar algum sobre os fatos, com a delicadeza que lhe é peculiar. Sem escrúpulos, divulgaram fotos do pequeno cadáver sequer sem preocupação alguma em desfocar a imagem, isso para ficar no mínimo, uma vez que o melhor seria nem publica-la.

Para completar o quadro, um bando de espírito de porco aproveitou para faturar alguns cliques em suas páginas nas redes sociais e também eles divulgaram as mesmas fotos. O episódio por si só já é desgastante e com a ajuda sem noção prestada por populares é um sinal claro de que o respeito pela vida diminui a cada clique.

E pensar que estes mesmos não demoram muito e lá estarão a postar a suas enfadonhas frases de cunho religioso a ressaltar a felicidade, amor ao próximo, o - ui, que medo – espírito natalino, a magia do natal e outras baboseiras que abarrotam as redes sociais. Tanta aporrinhação para nada. Francamente!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Campanhas que gostaríamos de ver por aí



E o que aconteceu com a campanha Ficha Limpa? Como, que Ficha Limpa?

Aquela campanha que pretendia, como é mesmo? Melhorar a qualidade dos candidatos a cargos eletivos no país. Uma espécie de releitura da seleção (quase)natural das espécies.

Segundo o site http://www.mcce.org.br/: A Campanha Ficha Limpa foi lançada em abril de 2008 com o objetivo de melhorar o perfil dos candidatos e candidatas a cargos eletivos do país. Para isso, foi elaborado um Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos que pretende tornar mais rígidos os critérios de inelegibilidades, ou seja, de quem não pode se candidatar.

Pois é. Aqui em Esperantina foi ensaiado um início de campanha, mas uma rápida olhada nas folhas de assinatura pode-se observar algumas assinaturas de pessoas que são alvo justamente da campanha. Pode? Será que os digníssimos dariam um tiro no pé?

Será mais uma lei para inglês ver (caso algum dia venha a ser aprovada).

Falta maior visibilidade à campanha e empenho da sociedade. Seria necessário que tal campanha contagiasse a população, assim como o fez a campanha pela abolição da escravatura, nos idos de 1800. À época, poetas, jornalistas, o povo em geral e até mesmo alguns políticos engajaram-se em renhida luta pela abolição do flagelo da escravatura. Quando, por fim, a princesa Isabel resolveu dar a canetada (penada?), a abolição já era fato consumado no país.

Voltando à atualidade, a imprensa e outros formadores de opinião bem que deveriam se empenhar mais e lançar mão dos imensos meios disponíveis em prol desta campanha. Seria bem mais válido que nos aporrinhar a paciência com os reality shows da vida e os intragáveis programas de auditório.

Desse jeito os discos voadores nunca vão aparecer! Já previu Raul Seixas.