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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Lua de mel

Desde que foram iniciadas as "obras" de asfaltamento da cidade, com suas paralisações, visitas e declarações pomposas à - cof, cof - imprensa local, uma dúvida fica no ar e a cada dia se renova.

Se é verdade que a cidade recebeu uma quantia razoável de asfalto e que o que foi feito até o momento ainda é apenas uma parte de tudo, porque a pressa em pintar com tinta guache as listras nas ruas? Também me inquieta o fato de não saber o motivo de escolha das ruas beneficiadas e nem o porque de transformar a cidade em um tabuleiro de damas, visto que o preto asfalto em dado momento segue uma rua inteira, ora salta outra rua, em outros momentos salta apenas uma quarteirão e reinicia em outro trecho próximo.

O fato é que a cidade precisava realmente receber tais benefícios, mesmo que em período que causa estranheza à população, visto se tratar de ano eleitoral. Mas o importante mesmo é que agora já podemos transitar mais confortavelmente por mais ruas da cidade. Até que um período de intensas chuvas finde esta lua de mel com as emendas parlamentares.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Deja Vu



Se alguém chegou até este blog pensando ler algo a respeito da blargh banda Dejavu, lamento informar, mas este é um local desinfetado de bandas-que-estão-na-moda-não-sei-onde.

O termo Deja Vu (Déjà vu)  é usualmente pensado como uma impressão de já ter visto ou experimentado algo antes, que aparentemente está a ser experimentado pela primeira vez.

Hoje tive um Deja vu. Pois é. Acontece.

No período da manhã, a aparente calmaria da cidade foi interrompida pelo estampido de foguetes. Dezenas deles. O que poderia ser em plena terça-feira? Quem comemorava algo tão espalhafatosamente? O prêmio da megasena saiu para um esperantinense, pensei.

Ledo engano. Após algum tempo chegou a informação de que se tratava de comemoração pelo asfaltamento de mais uma rua da cidade. No doze. É.

Não satisfeitos, os fogueteiros de plantão se deslocaram para outro ponto da via em obras e novamente foguetório digno de fim de ano em Copacabana.

Entre um estampido e outro me veio à mente um período não longínquo, onde tudo era motivo para foguetaria: o pagamento no fim do mês; o discurso inflamado no rádio; o escárnio aos opositores; as festas megalomaníacas. O fim não foi dos melhores. O que aguardar agora?

Quando ficaremos livres de tais pieguices?

sábado, 16 de janeiro de 2010

Extra! Extra!!



Esqueçam a tragédia no Haiti, o BBB e demais fatos corriqueiros. As atenções da imprensa mundial voltam-se neste instante para a nona maravilha da arquitetura urbana: o asfaltamento da avenida ministro Petrônio Portela. Programações são suspensas para o anúncio do furo jornalístico. Narradores esbaforidos, inebriados pelo progresso que chegou para ficar enfrentam o calor escaldante para informar Para Todos que o aguaceiro da avenida-rio é coisa do passado. Molhar os pezinhos na lama? Never. Pois é.


Desde o fatídico ano de 2005, quando a avenida teve seu asfalto espetacular e escandalosamente retirado que a população aguarda esta obra. Dinheiro veio, dinheiro voltou, a novela ganhava contornos de dramalhão mexicano. Mas agora vai. Com o alinhamento dos astros tudo é possível. Até mesmo asfaltar sem preparar a área. Tomara que tenham combinado também com a mãe natureza com vistas a que esta não mande as torrenciais chuvas para prejudicar o asfalto.



Tal como os pirilampos que se aproximam da luz sedutora, neste instante é grande o tráfego de pelegos, curiosos e torcida do contra no local. Observo certo alarido quando os presentes se afastam do meio da rua para dar passagem a dois caminhões com material para o asfaltamento e outro com foguetes para anunciar a boa nova.


Fico pensando e torcendo para que aprovem logo a criação de mais festejos para nossa cidade, pois ultimamente temos inaugurações nestes períodos (vide proselitismo com instalação de imagem religiosa às margens do longá). Também a estrovenga folia no período da semana santa é outra ótima oportunidade para mostrar aos turistas (!!) que a cidade é um canteiro de obras. É preciso ter pressa ou a vitrine oportunizada pelo festejo fecha. Não basta fazer, tem que mostrar. Para Todos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Fiat lux


Ainda não sei como os cadeirantes de Esperantina conseguiram sobreviver até o momento sem aquela estupenda passarela construída na Avenida Petrônio Portela. Só faltou construir o Arco do Triunfo. Talvez ainda o construam, após o término(?) do asfaltamento da avenida.

Finalmente os cadeirantes terão liberdade para se movimentar de um lado a outro de nossa Champs-Elyssées, pena que se não forem atropelados durante a travessia, correm sérios riscos de se acidentar nas irregularidades das calçadas que a margeiam.

Por falar em asfalto: porque será que construíram uma passarela às pressas se logo mais – segundo promessas – o asfalto a cobrirá? Neste caso não seria cabível cobrar o disposto na Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 - LRF?

De minha parte, após tomar conhecimento de tão importantes obras, passei a revirar o cafofo em busca de algo propício e eis que encontro um velho skate empoeirado. Lembro que à época em que o adquiri, estava empolgado com as promessas feitas por concorrentes eleitorais em pleno embate, cada qual prometendo asfaltar as ruas de Esperantina. Animado, comprei o skate e fiquei a esperar o asfalto. De tanto esperar em vão, terminei guardando o mesmo para um dia futuro, quando finalmente alguém se propusesse de fato a executar a tal obra, que, como é mesmo... é esperada há mais de 10 anos, como dizem os parvos.

Agora, devidamente preparado para a ocasião, temo ter que esperar mais alguns anos, pois fiquei sabendo que será feito por etapas, sem que pelo menos fossem preparadas as vias, com um nivelamento minimamente decente e considerando que logo teremos o início do período chuvoso e a velha história de que no inverno... blá, blá, blá. Até vejo o ineditismo: a primeira pista de rally urbano e totalmente asfaltada do país e, bem ao gosto dos proponentes, um exemplo para o resto do mundo neoliberal capitalista, vitimado pela ambição dazelite.

Só espero que o novo asfalto não seja igual àquele posto solenemente aos gritos de Agora Vai! Em 2008 na rua Cel. José Fortes e adjacências, que não agüentou um inverno, mas, dizem as más línguas, pavimentou o caminho para as urnas. Pouco provável a tese, afinal, os astros estão alinhados!