Mostrando postagens com marcador salário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador salário. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A novela do mínimo salário mínimo e os contos de fadas


Foto: www.cce.ufsc.br

E a novela do salário mínimo? Igual à greve dos professores, também é presença marcante no início do ano, embora o valor já seja previsto no ano anterior.

Melhor que perder tempo com reality shows da vida é ouvir as desculpas daqueles que votaram a favor do mínimo salário mínimo, a exemplo do ex-governador do estado, que quase convence em suas palavras, como quase convenceu quando no mandato. É o homem dos delírios. Durante sua fala na TV não sabia se corria para apanhar os milhões (imaginários) de reais que saiam da tela ou me perfilava para cantar o hino do estado. Orgulho danado de ter um visionário político com visão de estado. Tudo estava lá, explicadinho, tim-tim por tim-tim.

O estado fica atrás dos vizinhos quando comparado em número e valor de investimentos, recebimento de grandes obras de infra-estrutura, mas o bravo visionário responde que temos quilômetros de ferrovias. Dãããaa. Transportar o que pelas ferrovias, cara-pálida? Ao ouvi-lo tenho a sensação de que o estado do Piauí se converterá em uma pequena Suíça, tal o nível de desenvolvimento propagado. Pena que durante o mandato suas ações se dissiparam no estado em trechos de rodovias. Projetos de salvação (segundo o dito) como o da produção de biocombustíveis ficaram largados ao longo de seu governo, como se fossem brinquedos que as crianças abandonam após a euforia do momento.

Esperei ele falar sobre as rodovias, mas como estão inacabadas, o foco passou para ganhos na área social, que na verdade são mérito (?) do governo federal. De acordo com o dito, dentro do período de 5 anos teremos salário mínimo no nível dos paises desenvolvidos. Esquece o Antonio Conselheiro de que com o passar dos anos, a inflação e outros males corroem o valor real do salário e o que é visto e projetado hoje como valor digno será uma merreca quando instaurado. Se planos mirabolantes resolvessem o miserê do estado, já teríamos o estado mais rico do país, com ajudinha do homem do pré-sal, da BR para Eldorado e por ai segue. Façam silêncio, melhor não acordar.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Eureka! Eureka!

Sim. Encontrei. Tal qual Arquimedes moderno eu encontrei. Só não sairei correndo pelado pelas ruas, para evitar tão deprimente cena. Mas encontrei!

O achado refere-se a uma dúvida levantada por mim ainda durante o período das eleições passadas. Ficava observando por infindáveis minutos a verdadeira luta corporal que grupos de bajuladores cabos eleitorais travavam diariamente para conquistar o voto dos incautos eleitores. Não conseguia entender porque cargas d’água uma pessoa aparentemente normal se atirava "no pino do mei dia" pelas ruas da cidade e também pelas veredas da zona rural à procura de votos para os amigos candidatos.

Passados alguns meses, eis que me deparo com alguns volumes de prestações de contas e - ai sim - minhas dúvidas somem como o salário no final do mês. Lá nas ditas prestações encontro nomes conhecidos e daí então a explicação para os insanos atos daqueles que corriam dia e noite a importunar o sono dos cidadãos. Encontro-os comodamente instalados roendo em folhas de pagamento. O detalhe é que agora embolsam uma boa grana, merecida em alguns casos, em outros um acinte à cidadania que tanto defendiam. Servidor efetivo tem nanosalário, enquanto os escolhidos se deleitam nas tetas generosas da municipalidade.

Quer dizer que enquanto os simples mortais queimam pestanas para tentar a sorte nos concursos públicos, uma casta de apaniguados escolhidos apenas apresenta o título eleitoral para receber os caraminguás no final do mês. Isso que é apologia ao parasitismo. Viva o subdesenvolvimento!