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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

R$ 70,00

E eis que de repente o tal programa de redistribuição de renda - Bolsa Família - é aumentado para pálidos R$70,00 reais, podendo atingir a escalafobética quantia de R$ 306,00 por família.

Famílias com renda familiar mensal de até R$ 70 por pessoa

Número de gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes de até 15 anos

Número de jovens de 16 e 17 anos

Tipo de benefício

Valor do benefício
0
0
Básico
R$ 70,00
1
0
Básico + 1 variável
R$ 102,00
2
0
Básico + 2 variáveis
R$ 134,00
3
0
Básico + 3 variáveis
R$ 166,00
4
0
Básico + 4 variáveis
R$ 198,00
5
0
Básico + 5 variáveis
R$ 230,00
0
1
Básico + 1 BVJ
R$ 108,00
1
1
Básico + 1 variável + 1 BVJ
R$ 140,00
2
1
Básico + 2 variáveis + 1 BVJ
R$ 172,00
3
1
Básico + 3 variáveis + 1 BVJ
R$ 204,00
4
1
Básico + 4 variáveis + 1 BVJ
R$ 236,00
5
1
Básico + 5 variáveis + 1 BVJ
R$ 268,00
0
2
Básico + 2 BVJ
R$ 146,00
1
2
Básico + 1 variável + 2 BVJ
R$ 178,00
2
2
Básico + 2 variáveis + 2 BVJ
R$ 210,00
g
2
Básico + 3 variáveis + 2 BVJ
R$ 242,00
4
2
Básico + 4 variáveis + 2 BVJ
R$ 274,00
5
2
Básico + 5 variáveis + 2 BVJ
R$ 306,00
Fonte: http://www.mds.gov.br

Lembro do início deste programa, ainda bem modesto e o iluminado balbuciando: vou dar o peixe e ensinar a pescar. Pescar eleitores e acomodá-los, ficou nas entrelinhas.

De lá para cá, assiste-se a um quase total marasmo na mão-de-obra. Mais precisamente, na zona rural a pequena "ajuda" do governo, que deveria servir de estímulo para que a família se voltasse para os afazeres diários sem mais preocupações com pequenas despesas na educação dos filhos, tornou-se em muitos casos em principal fonte de renda. Em volta dos beneficiados criou-se uma rede de dependências de tal forma que à simples menção de "corte do benefício" faz com que o desespero bata à porta das pessoas, que por sua vez baterão à porta de quem possa lhes garantir a continuação na lista de beneficiários, mas o "favor" pode custar bem caro, nem precisa desenhar.

A carência de mão-de-obra se faz sentir nas cidades, afinal, trabalhar para que, se basta apresentar um cartão e receber o pão diário? O circo somente a cada dois anos.

E tenho dito!

sexta-feira, 23 de março de 2012

O tempo passa e a solução não vem


Imagem: naraiz.wordpress.com 

Ainda no mês de dezembro de 2011 publiquei as Previsões Previsíveis para o ano de 2012, dentre elas, esta abaixo:
- os professores da rede estadual farão greve.

Pois sim. A greve já perdura por quase um mês e ainda sem previsão de término. Enquanto isso o ano letivo encolhe. Como nos anos anteriores quando a greve chegar ao fim o alunado será recompensado tendo que assistir aulas aos sábados, trabalhos Ctrl C + Ctrl V a perder de vista e – suprema heresia – atribuição de notas para os mais estressados.

Enquanto isso as estatísticas sobre a educação apontam quadros assustadores sobre o aprendizado por parte dos docentes. Culpa dos professores, do governo, do alunado? Nem sempre. Apontar culpados é um exercício perigoso permeado por injustiças. Mas que a situação requer maior atenção não há que duvidar.

Desde algum tempo atrás que essa é a rotina da educação: iniciar o ano com greve para reivindicação por melhorias salariais e/ou condições de trabalho. O que perturba é saber que o ano é tão extenso e só se resolve fazer pressão no início do ano. Há, entendi agora. Férias são férias e período de descanso, não vale à pena perder tempo com esses assuntos. Não haverá pressão suficiente para chamar a atenção dos administradores. Mas p.q.p, não dava para negociar isto com os representantes de cada lado em ocasiões que não resultassem em tamanho prejuízo para a educação?

Acompanhando as notícias locais e principalmente os comentários que elas originam dá para se ter uma idéia de a quantas anda a qualificação da população em geral, no que tange à argumentação e escrita. Em diversas na maioria das ocasiões palavras ininteligíveis parecem apontar para uma linguagem com ligeiros traços da língua portuguesa. Não seria o caso de exigir que a regra geral para todos nós – sim, me incluo também - fosse o rebuscamento da linguagem cheia de rococó, no melhor estilo Academia de Letras, mas... dá licença também, né?

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Estado, o grande provedor


Nos dias atuais vemos o estado interferir cada vez mais no cotidiano das pessoas, ensinando a votar, a não se interessar por um trabalho, incentivando a promiscuidade, a criação de nova linguagem popularizada nos livros didáticos e outras tantas moléstias sociais, como o auxílio-reclusão. Ao passo em que se dedica a estas tarefas esquece-se de garantir as liberdades individuais e a não coletivizá-las, deveria ver o cidadão como indivíduo, com interesses e necessidades diferentes e não reuni-lo em grandes rebanhos, massificando-os para melhor manipulação.

Imagem: celeiros.com.br

Ultimamente somos considerados inúteis, incapazes de exercer um direito básico - mais um dever que um direito, diga-se de passagem - escolher a pessoa que deve receber o mísero voto nas eleições. Ao largo do senso de escolha do cidadão, resolve-se criar lei que disciplina quem pode ou não ser candidato e receber votos, a tal lei ficha limpa. Se ao invés disso fossem envidados maiores esforços na educação não haveria a necessidade de tais leis, afinal, o direito de voto pressupõe o direito de escolher quem melhor lhe pareça e o cidadão devidamente afeito aos estudos e consciente dos papéis de cada um na sociedade sabe fazer escolhas e não apenas seguir ondas de populismo vil.


Outra intervenção do estado retira do indivíduo o dever e a responsabilidade de lutar para alcançar objetivos próprios, ao conceder graciosamente recursos a titulo de redistribuição de renda. Aos olhos de quem recebe remuneração adequada pelo trabalho exercido os programas de renda podem não representar grande coisa, mas para quem se acostumou com poucos recursos mesmo trabalhando, receber pequenas quantias uma vez por mês sem ter que fazer maiores esforços do que esperar em uma fila já é o maior achado que poderia existir. Muitos nesse caminho desistem de lutar por melhorias e se satisfazem com a pequena esmola. Desta forma os cidadãos se acomodam e ficam cada vez mais dependentes de favores do governo e ainda agradecem por terem sido libertos da velha prática dos currais eleitorais, negadores de cidadania e que existiram por décadas no passado. Tanto se lutou para livrar os indivíduos dessa manietação e agora a prática volta com outra roupagem, travestida de cidadania.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O que não é visto não é lembrado



De que padece o Trânsito em Esperantina? Apesar do placebo no uso do capacete para transitar em frente à delegacia e passar nas blitzen, o trânsito não apresentou algo mais digno de nota. De um lado a população é instada a usar capacetes, pagar suas escorchantes taxas e desviar dos buracos. Por outro lado, do poder público não há contrapartida para amenizar a caótica situação, vide buracos nas ruas. Abracadabra, pó de pirlimpimpim e outras soluções mágicas não surtem efeito, hora de agir.

Mas porque os condutores de veículos comportam-se no trânsito como o coelho apressadinho de Alice no País das Maravilhas? Em uma cidade de pequeno porte como esta não há necessidade de desenvolver altas velocidades para se chegar onde quer. Mas o que se vê é o oposto, motos e carros feito bólidos em disputa, uma espécie de velozes e furiosos, versão cocais. Junte a isto o hábito que os ciclistas e pedestres tem de se utilizar do meio da rua para seus deslocamentos, os carros de propaganda volante que andam em velocidade mínima e volume máximo e temos um quadro de falência de regras mínimas de civilidade.

As multas ajudam a melhorar o trânsito? Sim, mas apenas em parte. Falta educação ao trânsito para os condutores. É preciso que eles sejam informados que a posse de um veículo não os autoriza a atrapalhar a vida dos outros, que os cruzamentos e o meio da rua não são os melhores lugares para resolver negócios ou carregar/descarregar mercadorias.

Apenas cobrar dos transeuntes é fácil, mas para organizar o trânsito falta muita coisa. Não se trata apenas de sinalizar as ruas e plantar um agente de trânsito para multar orientar. É preciso repensar trajetos e funcionalidades, horários e locais para descarrego de mercadorias e prestação de serviços. Mas de nada adianta sinalizar as ruas da forma como se vê na foto abaixo.

Imagem: Arquivo
Acreditem, existem placas de sinalização no meio da vegetação vista na foto e o mais curioso - digamos assim - é a localização delas. É olhar para a foto e imaginar como a solução para os problemas do trânsito é tratada. Talvez a grande dúvida no momento e que enseja a realização de mais um fórum para discussão do caso seja: retirar as placas do local ou a árvore? Meio ambiente ou vidas? Cortar ou não cortar, eis a questão.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Assim nascem as leis

No Brasil a maioria das leis é elaborada e proposta no calor das emoções. Neste momento discute-se a realização de plebiscito sobre o desarmamento no país e uma nova campanha pelo desarmamento da população de bem. Tudo isso motivado pela tragédia do momento, aquela do maluco atirador que invadiu escola no Realengo – RJ e matou 12 pessoas, utilizando armas ilegais, segundo apuração (se fossem legais, faria alguma diferença?).

Nenhuma das opções acima se configura como pronta solução para a violência assistida na imprensa. Sempre foi assim: um acidente doméstico com álcool e propuseram a venda de álcool em gel, mais seguro, segundo o lobby. Um desequilibrado resolve se entupir de remédios controlados para “ficar doidão” e lá vem a restrição de vender medicamentos somente com a receita azul e horas na fila para ser atendido por um médico. Não demora e aparece um estúpido para propor que se vendam facas sem fio e garfos sem ponta para evitar mais acidentes.

O plebiscito é apenas mais uma chatice que somos obrigados a votar e dar um sopro de vida a mais aos humanistas-de-plantão-após-alguma-tragédia, que volta e meia ocupam espaços públicos com manifestações e caras de paisagem, onde vestem branco e cruzam os polegares com os dedos das mãos distendidos para formar uma pomba, supostamente a da paz.
 Imagem: blogdomarson.zip.net

Por sua vez, a campanha pelo desarmamento é baseada nos mesmos princípios humanistas de pessoas que vivem em relativa segurança, mas que desejam transformar o mundo tornando o cidadão um alvo ainda mais fácil da violência. A campanha funciona mais ou menos assim: o cidadão que tem uma arma para a própria segurança é convidado a devolvê-la a preço módico para o Estado e a bandidagem também deveria seguir o exemplo, mas... alguém já viu noticias a respeito de marginais entregando suas armas para cumprir exercício de cidadania? Não imagino o atirador da escola do realengo chegando a um posto de coleta e entregando suas armas e seria hilário assistir a cena de um assalto a banco, por exemplo, com os meliantes portando estilingues, porque haviam entregado as armas anteriormente para embolsar a grana do governo.


O problema não são as armas, mas as pessoas que as utilizam. Há centenas de anos, ou melhor, milhares de anos não existiam armas de fogo, mas pessoas eram mortas assim mesmo. Armas não matam pessoas; pessoas matam pessoas. É muito simples impor proibições, investir em educação que é bom... Uma simples revisão do ultrapassado Código Penal Brasileiro e a aplicação (e cumprimento) de penas mais rigorosas também seria uma ótima pedida.

sábado, 10 de julho de 2010

Cinza x Verde



Se excetuarmos o caso do goleiro Bruno (sei, também não agüento mais ouvir sobre isso em todos os canais), ecologia é o tema do momento. Mesmo assim, aqui em Esperantina a temática passa ao largo, pois a cidade cresce sem maiores preocupações com as áreas verdes. Basta um rápido passeio para constatar isso. Novas construções avançam insaciáveis sobre o verde, sem compostura. Os sobrados que aqui existem, são pobres em arquitetura e em plantas, verdadeiras caixas de morar.

Os residenciais construídos para contemplar os alagados da última enchente terão área verde? Dificilmente. Com mais esta carência na área urbana da cidade aumenta a ocorrência de temperaturas mais quentes por excesso de áreas impermeabilizadas; mudanças nos períodos e nas intensidades das chuvas; enchentes por falta de cobertura vegetal que absorva a água, entre outras tantas distorções que causam perda na qualidade de vida dos seus moradores. Aqui tudo se faz às pressas, mal e porcamente. Também, quem fiscaliza? O único verde que parece realmente interessar por aqui é o das notas de R$ 100,00.

A cidade tem (??) um Plano Diretor cuja única utilidade até o momento é preencher gavetas de armário. Ruas são abertas seguindo antigos caminhos, tortuosos, estreitos. A cidade tem um dedo-duro do CREA apenas para informar e multar aqueles que constroem irregularmente. Auxiliar no planejamento de ruas e quiçá da cidade, nem pensar.

Não haverá cidades sustentáveis sem corrigirmos essa distorção, que tem muito a ver com a falta de educação e instrução dos seus moradores e interesse de seus governantes.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Tudo está igual como era antes





E o caso dos professores temporários, como está? Procurei na imprensa (oficial e oficiosa) alguma matéria - uma notinha de rodapé serviria -, que abordasse a demissão de professores temporários da rede estadual de ensino. Um silêncio sepulcral se abateu sobre os meios de comunicação. A busca foi vã.

Quem errou: o governo anterior, que teria contratado demais ou o atual, que promove “queima de gorduras” na máquina administrativa? Sempre achei estranha a convocação de tantos professores temporários, mas ao final de tudo a explicação de sempre era de que os mesmos eram necessários para o bom funcionamento do sistema educacional, ao preencher lacunas deixadas pelos professores efetivos que por motivos vários se ausentavam das salas de aula.

E agora? A educação ruirá? Pelo visto não. Adequações foram e continuam sendo feitas para literalmente “acertar os ponteiros”. Talvez no meio deste imbróglio surja o real motivo porque os classificados do concurso de professores realizado em 2005 não terem sido convocados: foram substituídos pelos temporários, mais baratos aos cofres públicos, mais obedientes por força de contrato e – pelo visto – massa de manobra altamente conveniente para saciar ambições de nativos senhores feudais da educação e políticos.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Quando a lógica não conta




Incrível como todos os anos são disponibilizadas as vagas para os chamados professores celetistas.

Segundo a Constituição Federal a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. Ok.

Gostaria de saber que necessidade excepcional é esta que garante todos os anos a realização de teste seletivo para professores, em número crescente, em detrimento da contratação de concursados em caráter efetivo, quando é notório o crescimento do número de alunos. A justificativa de que as novas salas não possuem caráter permanente, podendo ser extintas nos anos vindouros é um acinte à inteligência alheia. A lógica seria esta: mais alunos, mais professores. Se mais salas de aula são criadas, não há necessidade excepcional, urgente.

É certo que temos professores exercendo outras ocupações e que necessitam ter a vaga assegurada em caso de retorno à função. Mas daí promover este festival de contratações temporárias é o fim da picada.

Há Casos e casos. Muitos contratados já exercem a profissão em outras escolas ou outros municípios, porém, repletos de cupidez, recebem carga horária excessiva, que os faz correr de um lado para outro. Como conseqüência, temos os péssimos indicadores da educação no estado, onde expressiva quantidade de alunos passa o ano a fazer trabalhos no manjado Ctrl C + Ctrl V, para cumprir a carga horária dos super profissionais.

Mas como sobrevivem estes super atarefados? Aos amigos do rei sempre há uma vaga sobrando em coordenação; uma carga horária macetosamente diminuída e inúmeros outros artifícios. Neste meio há acordos e adequações que fariam corar um Capo. Como dizem: aos amigos a lei; aos inimigos o rigor da lei.

...Continua.