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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A sorte está lançada

Imagem: brasilhawaii.com


O título que encima o presente texto, em latim Alea jacta est: A sorte está lançada, teria sido eternizada na História por Júlio César ao atravessar com suas legiões o rio Rubicão para enfrentar a crescente influência de Pompeu em Roma, em um golpe que lhe renderia o total controle sobre a cidade eterna, da qual se tornaria ditador vitalicio, por volta de 49 a.C.

Transpondo para o presente as palavras do grande general romano é uma boa descrição do momento na cidade de Esperantina, quando o poder executivo troca de mãos e a nova administração tem pela frente grandes desafios. A sorte está lançada. O que está por vir dependerá e muito do modo como o município será conduzido nos próximos anos.

Assistiremos nos próximos meses a um festival de lamúrias, disse-me-disse, de expectativas quanto ao cumprimento de tudo o que foi prometido à população durante o período eleitoral e que fez dos ora empossados os vencedores do certame, pelo voto popular.

A sorte está lançada, mas que a administração não se apegue somente a ela para conduzir o destino dos cidadãos. Tal qual o general romano, se faz necessário que o gestor mantenha sob estrita observação seus legionários comandantes, para que o mesmo fato que encerrou o governo do grande general não venha a acontecer simbolicamente por aqui, resultante do duelo de egos.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pó de pirlimpimpim

Banco de Imagens

Cada governo estabelece metas e por vezes alguns deles as cumprem, já outros...

A história do Brasil nos presenteia com inúmeros exemplos delas. Para Washington Luis governar é abrir estradas, e lá se foi rasgar o país para construir estradas. Juscelino Kubitscheck pretendeu desenvolver o Brasil pelo período de cinqüenta anos em cinco, construiu Brasília, aumentou a dívida externa e postergou a produção agrícola. Passo adiante.

Os últimos governos do Brasil foram mais além, o penúltimo quis acabar com a fome no Brasil e o atual pretende aniquilar a miséria. A fome não acabou e a miséria é mais resistente que a superbactéria KCP, ainda mais quando se tenta resolver as coisas somente com propagandas ufanistas. Um momento de silêncio e uma porção de pó de pirlimpimpim.

E por falar em metas, não lembro quais têm sido mesmo as de Esperantina. Diria mais, já não vejo diferença entre os dedos e os anéis.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Assim nascem as leis

No Brasil a maioria das leis é elaborada e proposta no calor das emoções. Neste momento discute-se a realização de plebiscito sobre o desarmamento no país e uma nova campanha pelo desarmamento da população de bem. Tudo isso motivado pela tragédia do momento, aquela do maluco atirador que invadiu escola no Realengo – RJ e matou 12 pessoas, utilizando armas ilegais, segundo apuração (se fossem legais, faria alguma diferença?).

Nenhuma das opções acima se configura como pronta solução para a violência assistida na imprensa. Sempre foi assim: um acidente doméstico com álcool e propuseram a venda de álcool em gel, mais seguro, segundo o lobby. Um desequilibrado resolve se entupir de remédios controlados para “ficar doidão” e lá vem a restrição de vender medicamentos somente com a receita azul e horas na fila para ser atendido por um médico. Não demora e aparece um estúpido para propor que se vendam facas sem fio e garfos sem ponta para evitar mais acidentes.

O plebiscito é apenas mais uma chatice que somos obrigados a votar e dar um sopro de vida a mais aos humanistas-de-plantão-após-alguma-tragédia, que volta e meia ocupam espaços públicos com manifestações e caras de paisagem, onde vestem branco e cruzam os polegares com os dedos das mãos distendidos para formar uma pomba, supostamente a da paz.
 Imagem: blogdomarson.zip.net

Por sua vez, a campanha pelo desarmamento é baseada nos mesmos princípios humanistas de pessoas que vivem em relativa segurança, mas que desejam transformar o mundo tornando o cidadão um alvo ainda mais fácil da violência. A campanha funciona mais ou menos assim: o cidadão que tem uma arma para a própria segurança é convidado a devolvê-la a preço módico para o Estado e a bandidagem também deveria seguir o exemplo, mas... alguém já viu noticias a respeito de marginais entregando suas armas para cumprir exercício de cidadania? Não imagino o atirador da escola do realengo chegando a um posto de coleta e entregando suas armas e seria hilário assistir a cena de um assalto a banco, por exemplo, com os meliantes portando estilingues, porque haviam entregado as armas anteriormente para embolsar a grana do governo.


O problema não são as armas, mas as pessoas que as utilizam. Há centenas de anos, ou melhor, milhares de anos não existiam armas de fogo, mas pessoas eram mortas assim mesmo. Armas não matam pessoas; pessoas matam pessoas. É muito simples impor proibições, investir em educação que é bom... Uma simples revisão do ultrapassado Código Penal Brasileiro e a aplicação (e cumprimento) de penas mais rigorosas também seria uma ótima pedida.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mais um aperto no cinto

Foto: www.professorts.blogspot.com

O projeto de lei que muito provavelmente será aprovado, onde o governo do Piauí se encarregará de tributar no destino final as compras feitas pela internet representa um duro golpe a ser assimilado pela população, apenas mais um.

O governo parece estar de olho mais na arrecadação do que em melhorar a situação dos empresários locais. Para conseguir mais esta sangria, o governo utiliza de muitos argumentos, como por exemplo, diz estar agindo em defesa do comércio do estado, prejudicado pelo grande volume de compras feito atualmente pela internet.

Oras, quem, em são juízo, deixaria de comprar produtos mais baratos, com prazo bem mais elástico na comodidade do lar e com entrega na porta de casa para preferir comprar no comércio local, que nos explora a décadas com preços extorsivos, juros exorbitantes e com poucas opções justas de parcelamento?

O governo deveria baixar o ICMS estadual, um dos mais altos do país, senão o maior, como forma de aquecer as vendas, mas prefere o caminho fácil de aumentar impostos. Almeja o aumento da receita estadual e neste caso quais os seus planos para este excedente na receita: concluir as inúmeras obras inacabadas espalhadas pelo estado ou torrar tudo com aluguel de veículos e altos salários?