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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Sem valor aparente

Imagem: Arquivo do Blog.

E o assunto volta à tona: o município precisa mesmo de tantos prestadores de serviço? Governos vem e vão  mas eles, os prestadores de serviço e os comissionados estão lá, nas folhas de pagamento, lustrosos e reluzentes com seus postos de chefia.

Algumas das nomeações até se entende, embora não sejam aceitas com facilidade, mas outras beiram o exagero, de tão inoportunas. Tal situação desprestigia o funcionalismo efetivo, que no dia-a-dia se entrega ao labor e realmente se esforça para literalmente ''fazer andar'' a pesada máquina pública.

O curioso é que a maioria das pessoas que são chamadas a assumir empregos já entram em boas condições de trabalho, salários melhores, enquanto outros que não tiveram acesso à janela do oportunismo e preferiram a via oficial do concurso público amargam posições marginais nos mais diversos órgãos administrativos. Quem passa meses queimando pestanas se preparando para um concurso público é suplantado pelo jogo político, que premia aliados com os vistosos cargos de chefia e relega concursados a posições menos atrativas, monetariamente falando. Falando em cargos de chefia me pergunto para que mesmo tantos? Temos muitos chefes para poucos índios.

É de se parar para repensar atitudes e reconsiderar a opção de acesso ao serviço público por meio de concurso, se o que vale mesmo para conseguir um emprego é balançar uma bandeira e mostrar o título de eleitor. E ainda temos que nos contentar com a situação, aceitando tudo como coisas da vida.

E tenho dito!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Multiplicar pães é para os fracos


Imagem: www.cicero.art.br

Pobres mortais que somos nos submetemos a fazer concursos públicos onde a concorrência é um acinte. Enquanto isso, no senado federal assistimos a farra dos cargos comissionados, onde cada um dos digníssimos representantes do povo tem direito a contratar 12 assessores, regra esta divinamente ignorada pelos nobres. Alguns dos ungidos chegam a contratar até 56 assessores (no momento). A coisa anda de tal forma que atualmente os cargos comissionados se multiplicam em até cinco vezes.

Imaginem os árduos trabalhos desempenhados por estes assessores, que ganham salários que variam de acordo com a função, mas que nunca são inferiores a três salários mínimos e muitos deles sequer são obrigados a registrar ponto no local de trabalho, embora o senado tenha gasto a bagatela de pouco mais que R$ 1,2 milhão para implantar o ponto eletrônico. Adivinha quem paga mais esta conta?

A plêiade reúne vários tipos de assessores, desde fantasmas, parentes a investigados por ações de improbidade em seus estados de origem, incluindo nesta lista em letras garrafais os atuais senadores pelo estado do Piauí (Fonte: oglobo.globo.com). Isso deve ser coisa da imprensa capitalista-direitista-golpista. É.

Continuando a novela dos comissionados é salutar informar que o vale-refeição no senado para servidores efetivos ou comissionados custa a bagatela de R$638,00 mensais. Coitados, devem ficar apenas no espetinho de filé miau. Enquanto isso o valor do salário mínimo nacional pago à plebe fica em mirrados R$ 622,00.

Os bem aventurados escolhidos a dedo – no bom sentido, claro - que ascendem aos cargos comissionados ainda tem direito a horas extras, por quê não? Mas não pensem que a coisa por lá corre a fole. Não! Elas não podem ultrapassar os R$ 2.500,00 por mês. Perceberam como há limites? Mas esse direito não é estendido aos servidores efetivos, esse manés que precisam estudar para conseguir um emprego. Já vi essa prática em algum lugar, mas não é que me esqueci onde?

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Obstáculos do cotidiano


Cada dia fica mais difícil a situação dos pobres mortais que precisam se submeter a concursos públicos, sobretudo em uma cidade pretensamente importante como Esperantina onde até o momento ninguém se dignou em implantar cursinhos preparatórios para concursos. E ainda falam na grande Esperantina.

No domingo, quando era realizado o último concurso, ficou a impressão de que cometíamos algum crime ou éramos suspeitos de algo ruim, pois na sala de aula as medidas de segurança beiravam o absurdo. Desligar o celular, retirar a bateria, retirar objetos metálicos dos bolsos, coleta de digitais além do básico não olhar de lado, não conversar e as mulheres ainda deveriam arrumar os cabelos por trás das orelhas, para dificultar o uso de ponto eletrônico. A continuar assim, não demora e seremos abordados antes de entrar em sala com o conhecido: encosta na parede, vagabundo! Tá fazendo o que por aqui?


Tudo isso por um emprego. Tanta segurança e ainda ouvimos conversas sobre manobras em concursos, como vazamento de gabaritos, de questões.

Do outro lado da história, aqueles que têm por profissão ser filho de político conseguem ótimas colocações em bons empregos, não importa se temporários ou não. Podem ser vistos chefiando órgãos públicos ou abarrotando folhas de pagamento em uma clara afronta à máxima que diz o sol nasce para todos.

A cada período eleitoral quando um salvador é eleito, promete mudar a cidade, mas não diz de que forma. Pelo visto até o momento, o melhor a fazer é  inundar a atual e construir uma nova.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Quando a lógica não conta - II parte


Dando continuidade à postagem anterior.

Há por aqui vários tipos de super funcionários: os que fazem concurso em outras cidades porque não há vagas aqui e também aqueles que assim o fazem simplesmente porque não têm competência para ser aprovados aqui. Medo da concorrência acirrada ou de ser desmascarado pela ausência de massa cinzenta?

Outro ardil comumente empregado é a famigerada permuta. A parada é a seguinte: a criatura presta concurso em outra cidade por que acha que é mais fácil passar. Se lograr êxito no intento, logo vem importunar determinadas autoridades locais (estas ávidas por, vamos dizer, ajudar o próximo sem nada em troca a não ser o voto) para ser permutado em Esperantina, alegando não ter condições de se deslocar diariamente para outro município e mais um rosário de lamúrias. Ora, pombas. Se sabia que assim seria, porque fazer concurso em outras cidades? E o que dizer dos que sequer trabalham após a tal permuta?

Todos estes que assim procedem usurpam oportunidades de outros igualmente aprovados, porém não convocados, por não haver lotação disponível. Em contrapartida, a prestação dos serviços não é lá essas coisas, pois eles vivem a correr contra o relógio, tal qual o coelho de Alice nos país das maravilhas, com seu bordão: Nossa!!! É tarde... é tarde... é tarde... muito tarde.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Quando a lógica não conta




Incrível como todos os anos são disponibilizadas as vagas para os chamados professores celetistas.

Segundo a Constituição Federal a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. Ok.

Gostaria de saber que necessidade excepcional é esta que garante todos os anos a realização de teste seletivo para professores, em número crescente, em detrimento da contratação de concursados em caráter efetivo, quando é notório o crescimento do número de alunos. A justificativa de que as novas salas não possuem caráter permanente, podendo ser extintas nos anos vindouros é um acinte à inteligência alheia. A lógica seria esta: mais alunos, mais professores. Se mais salas de aula são criadas, não há necessidade excepcional, urgente.

É certo que temos professores exercendo outras ocupações e que necessitam ter a vaga assegurada em caso de retorno à função. Mas daí promover este festival de contratações temporárias é o fim da picada.

Há Casos e casos. Muitos contratados já exercem a profissão em outras escolas ou outros municípios, porém, repletos de cupidez, recebem carga horária excessiva, que os faz correr de um lado para outro. Como conseqüência, temos os péssimos indicadores da educação no estado, onde expressiva quantidade de alunos passa o ano a fazer trabalhos no manjado Ctrl C + Ctrl V, para cumprir a carga horária dos super profissionais.

Mas como sobrevivem estes super atarefados? Aos amigos do rei sempre há uma vaga sobrando em coordenação; uma carga horária macetosamente diminuída e inúmeros outros artifícios. Neste meio há acordos e adequações que fariam corar um Capo. Como dizem: aos amigos a lei; aos inimigos o rigor da lei.

...Continua.


sábado, 12 de dezembro de 2009

Assustador sinal dos novos tempos




Caraaca! Noventa reais a inscrição para o concurso de agente penitenciário.


Lembro que em passado não muito distante - coisa de sete ou oito anos, mais ou menos - a então oposição promovia acalorados debates, instigava as pessoas a lutar para que os valores das taxas de inscrição fossem menores. Outros tempos.


Agora, não se ouve um pio sequer contestando os altos valores cobrados para inscrição em concursos públicos. Deve ser porque quem deveria se levantar contra tais fatos, hoje apenas indica os seus para os cargos, assim, como num passe de mágica: sem concurso, sem chateação de estudos, sem concorrência, sem vergonha.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A triste realidade

Quando se fala em analfabetismo eleitoral, muitos se levantam contra, dizem que atualmente o povo – sempre ele – aprendeu a votar, embora ainda troque votos por – dizem as más línguas - benefícios, como DAM, carradas de areia, promessas de emprego, etc., mas isso é outro assunto.

Aos fatos:

Na última sessão o poder executivo de Esperantina enviou projeto de lei com vistas a contratar em regime temporário mão-de-obra para prestar serviços ao município. Até então nada demais, outros municípios também já passaram por isso. A questão é que neste meio, há pessoas que foram classificadas no último concurso promovido pela prefeitura para o cargo de Professor, não foram convocadas e entraram com ação na justiça para resolver esta imoralidade pendenga. Como forma de distrair acalmar os reclamantes, o poder público os fez crer que seriam contratados e logo após decisão judicial, definitivamente efetivados. Tolinhos.

Na dita sessão os presentes viram suas esperanças ruírem ao ver o projeto aprovado. Agora estão indignados, se dizem enganados e gastarão horrores no divã porque, da forma como as coisas finalizaram, podem ficar a ver navios ao final do contrato.

Não consigo entendê-los. Acreditaram em promessas de campanha e agora ensaiam rebeldia e fazem beicinho. De claque a oposição mais rápido que o Amaral sorvendo uma pinga. Devem acreditar também em papai Noel, duendes, fadas... cuti, cuti, cuti, neném quer balinha?

Confesso que tentei um contato com Mister M para desvendar o misterioso esquecimento deste fato pelo descarado jornalismo de soldo.