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quarta-feira, 14 de março de 2012

Multiplicar pães é para os fracos


Imagem: www.cicero.art.br

Pobres mortais que somos nos submetemos a fazer concursos públicos onde a concorrência é um acinte. Enquanto isso, no senado federal assistimos a farra dos cargos comissionados, onde cada um dos digníssimos representantes do povo tem direito a contratar 12 assessores, regra esta divinamente ignorada pelos nobres. Alguns dos ungidos chegam a contratar até 56 assessores (no momento). A coisa anda de tal forma que atualmente os cargos comissionados se multiplicam em até cinco vezes.

Imaginem os árduos trabalhos desempenhados por estes assessores, que ganham salários que variam de acordo com a função, mas que nunca são inferiores a três salários mínimos e muitos deles sequer são obrigados a registrar ponto no local de trabalho, embora o senado tenha gasto a bagatela de pouco mais que R$ 1,2 milhão para implantar o ponto eletrônico. Adivinha quem paga mais esta conta?

A plêiade reúne vários tipos de assessores, desde fantasmas, parentes a investigados por ações de improbidade em seus estados de origem, incluindo nesta lista em letras garrafais os atuais senadores pelo estado do Piauí (Fonte: oglobo.globo.com). Isso deve ser coisa da imprensa capitalista-direitista-golpista. É.

Continuando a novela dos comissionados é salutar informar que o vale-refeição no senado para servidores efetivos ou comissionados custa a bagatela de R$638,00 mensais. Coitados, devem ficar apenas no espetinho de filé miau. Enquanto isso o valor do salário mínimo nacional pago à plebe fica em mirrados R$ 622,00.

Os bem aventurados escolhidos a dedo – no bom sentido, claro - que ascendem aos cargos comissionados ainda tem direito a horas extras, por quê não? Mas não pensem que a coisa por lá corre a fole. Não! Elas não podem ultrapassar os R$ 2.500,00 por mês. Perceberam como há limites? Mas esse direito não é estendido aos servidores efetivos, esse manés que precisam estudar para conseguir um emprego. Já vi essa prática em algum lugar, mas não é que me esqueci onde?

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Blackout nosso de cada dia

Ainda não consigo entender como o governo quer estabelecer a tal universalização do acesso e uso da energia elétrica, o populareco Luz para todos. Tudo seria mil maravilhas, SE as empresas fornecedoras de energia elétrica pudessem manter o fornecimento sem maiores problemas, como as famigeradas oscilações de energia, que a cada dia nos prega mais um susto. Ontem, quinta-feira, a energia elétrica da cidade (que não é lá essas coisas) foi suspensa por breve período, voltou e finalmente foi-se pakasadukarai. Tchau internet, bate-papo, orkut.

Se as empresas não conseguem sequer manter um funcionamento próximo do normal nas cidades, fico a imaginar quando o tal programa atingir 100% da zona rural. Ao invés de "levar a energia elétrica a estas comunidades para que elas a utilizem como vetor de desenvolvimento social e econômico, contribuindo para a redução da pobreza e aumento da renda familiar (palavras retiradas do site do programa)" as familias da zona rural serão apresentadas à ineficiência e insconstância nos serviços de fornecimento de energia.

Sem contar com desagradáveis suspresas no final do mês quando a conta chega. Muitos dos que aplaudem de pé uzomi qui truxeram a luiz, passam a reclamar da conta de luz. Não é para menos. Estão mal acostumados a receber esmolas oficiais sem dar nada em troca (como não? E os votos? Diria o incrédulo. Mas... deixa pra lá). Enquanto isso, o restante da população que trabalha para pagar os impostos... sifu.

Como disse o cara: no princípio era a verba. E com a verba veio a luz. E após a luz veio o corte da luz. Por falta de pagamento.