segunda-feira, 21 de março de 2011

Infortúnio


Foto: www.podscrer.blogspot.com

Não bastasse o BBB 11, a dengue rondando e a lama na esquina da viúva mais querida, agora o governo federal decide dar uma mãozinha aos municípios para a criação de rádios comunitárias por meio do plano nacional de outorgas para radiodifusão comunitária.

Segundo o ministro das comunicações, esta é uma das prioridades da presidente (sim, é presidente mesmo). Pensei que a primeira delas seria “botar moral” na prestação – pois é - de serviços das empresas de telefonia celular, mas deixa pra lá, o povo, ou melhor, os ouvintes estão ávidos por notícias requentadas e convite de festas que abundam na programação das ditas, sem falar nos debates imparciais que nos aguardam ano que vem.

Imagino que sobre isto será dito que é mais uma forma de levar cidadania a todos e todas, tolos e tolas.

De acordo com a legislação até o momento vigente, a distância legal entre uma e outra estação é de no mínimo 4 quilômetros. Por sua vez, a cobertura deve abranger um raio de 1 km, porém, como por aqui a cantiga agora é outra, até idealizo a cena: em uma esquina um bar, na outra uma rádio comunitária...

Não sei bem porque, mas depois de ler sobre este novo projeto lembrei-me da letra de uma música daquela banda de forró (antiga, claro):

eu vou pra lua,
eu vou morar lá
sair do meu Sputnik
do campo do Jiquiá [...]

quinta-feira, 17 de março de 2011

Quem espera... fica cansado e desiste.


Imagem: www.blog.opovo.com.br


O município de Esperantina está às voltas com várias especulações sobre quem será o prefeito de mandato tampão, mesmo que ainda não haja nada definido sobre este quadro administrativo, se haverá reversão ou continuação. Parte da população usa o slogan do Tiririca para justificar a preferência por outro gestor enquanto outra parte tende a esperar pelas eleições do próximo ano para a escolha do salvador.


As inúmeras especulações sobre o tema me fizeram recordar a euforia que a mesma população demonstrou logo após as eleições de 2008, em relação aos legisladores eleitos. Da boca de muitos o que mais se ouvia era que o município tomaria novos rumos nos próximos 4 anos, em parte devido à renovação do quadro de nobres edis, pela atuação que alguns destes possuem em áreas de grande interesse e alcance social, outros pelo conhecimento que supostamente possuem dos problemas e da capacidade em oferecer resolubilidade aos mesmos.

Hoje, já no terceiro ano do mandato, ainda não vimos a guinada, o grande salto para o progresso que se esperava. Na realidade a intensa troca de funções, o despreparo, a ambição desmedida e os acordos não republicanos – digamos assim - simplesmente não permitem a estabilidade necessária à execução dos trabalhos e o cumprimento de metas anunciadas de antemão durante a campanha passada.

Vive-se cíclica e eternamente à espera de dias melhores. A cada decepção uma nova esperança surge bem distante e nos apegamos a ela, até que por sua vez esta se revele tão vã quanto as outras.