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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Os segredos da invisibilidade

Qual o segredo da invisibilidade? Ainda não sabemos, mas podemos verificar o resultado da arte pelas ruas da cidade, para desespero de uns e estranho deleite de outros.
Fotos de Arquivo do Blog, antigas, mas atuais no descaso. Praça Diógenes Rebelo.

As praças de Cocal City parecem imersas sob manto que as tornam invisíveis aos olhos dos gestores, única explicação possível para o descaso que se vê por aqui. Mais especificamente falando, duas praças, a Diógenes Rebelo e a ... como é mesmo o nome? (...) aquela por trás da igreja matriz, pronto!

Fotos de Arquivo do Blog, também antiga, mas poderia ser de hoje. Praça ... por trás da Igreja Matriz.

Passadas décadas de suas respectivas construções, tudo o que se vê de melhorias nas ditas é um retoque no meio-fio e uma demão de cal no período dos festejos que um dia foram religiosos. Passadas estas datas as praças retornam à condição de invisíveis e parece mesmo que indesejáveis. Não se compreende como sucessivas administrações se sucedem mantendo as mesmas características quando o assunto é recuperação de praças. Bancos quebrados (quando existem), canteiros idem, falta de iluminação adequada, falta de arborização, falta de atenção e zelo, etc, etc, etc.

Criadas como espaço de lazer, descanso e um dia com alternativa para embelezamento da cidade, de gloriosas lembranças dos períodos festivos noturnos, hoje amargam o desprezo de quem poderia fazer algo por elas e até mesmo de parte da população, que atira lixo das mais variadas espécies em sua extensão.

Se não por fotos, as lembranças para os que as conheceram nos tempos áureos só vêm ao cantarolar aquela música do programa televisivo:

(...)
A mesma praça, o mesmo banco,

as mesmas flores, o mesmo jardim(...)

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Tempos modernos

Ah, retiro de verdes ramagens... da poesia do hino só temos a lembrança. Nos dias atuais o que havia de graça na cidade foi abiscoitado pela pressa do progresso em tudo modificar.
Imagem: Progresso. De www.recreio.com.br

O centro da cidade a cada dia fica mais descaracterizado, modificado, para atender às demandas da modernidade, embora da maneira mais tosca possível e com o olhar complacente de que deveria zelar pelo bom andamento do modus vivendi.

Algum tempo atrás se falou em acessibilidade urbana como forma de melhorar o trânsito de pessoas  com deficiências ou mobilidade restrita, mas o que vemos pelas ruas é o descaso absoluto. São ruas enlameadas, com pouco ou nenhum asfalto, cheias de deformidades que dificultam a vida de quem não possui pickups; calçadas construídas das mais diversas formas e padrões  a bel prazer, muitas vezes ocupadas por mercadorias que antes se restringiam ao interior das lojas. E ninguém se incomoda com isso. É melhor desviar das mercadorias ou procurar outra rua, olhar para o outro lado.

As ruelas, projetadas para se andar a cavalo em fila indiana já não suporta o trânsito maluco de cada dia, quando se percebe pelas ruas mais movimentadas a existência de fila dupla, veículos estacionados de forma a melhor atrapalhar a vida de outros transeuntes. A grande saída poderia ser a municipalização do trânsito, mas esta tropeça em indisposições e má vontade, pois o que mais explicaria o retardo na execução de tal projeto?


... E crescendo, assim, tu promoves, A grandeza do imenso BrasilNos passa o hino municipal.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Se essa rua fosse minha


Imagem: Arquivo

Se essa rua, essa rua
Fosse minha,
Eu mandava, eu mandava...

...Mandava jogar piçarra na tal rua climatizada. É. E por quê? Lá não tem asfalto, não tem calçamento, não tem piso bruto. Tem uma mistura de tudo. Lá não é calçadão nem rua como normalmente se conhece. É um monstro abandonado e, portanto sem regras onde ao transeunte inadvertido são apresentadas duas opções: ser atropelado por um motoqueiro ou ter que ouvir o famigerado cremooooosoooo!

Ninguém à direita, esquerda ou retaguarda moveu uma palha seca para tentar melhorar aquela viela, até o momento. Mas este ano será diferente. Logo, logo aparecerá alguém reformando virtualmente aquele espaço maltratado do centro. Não custa e veremos estampada nos noticiosos locais várias fotos de pretensos e pretendidos em mais uma reunião para mudar de vez. Os defensores da, digamos assim, grande Esperantina, tampouco emprestaram um pouco de seu precioso tempo para imaginar como revitalizar aquilo.

Se uma rua do centro comercial da cidade merece este descaso, o que se dirá das demais ruas da cidade.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Os decibéis e sua contribuição para o caos

Quanto ao resto do mundo não sei, mas particularmente não agüento mais ouvir propaganda em alto volume pelas ruas da cidade. Se os volantes andam por todas as ruas, não entendo o porquê do volume tão alto em alguns deles. Meu ouvido não é penico.
Imagem:sentencaourenovacao.blogspot.com

Sem regulamentação ou pelo menos sem que a mesma seja posta em prática - já que o Código de Posturas Municipal cria algumas regras para isso - somos incomodados em horários diversos, como na hora daquela ligação importante; na hora da notícia na TV; pela manhã, antes das 7 da matina, que é expressamente vedado no CPM; isso quando o trabalhador em publicidade não resolve dar um tempo  no bar ou na lotérica para tratar de assuntos vários e “esquece” o som ligado com algumas das infames propagandas, onde por vezes ouvimos vozes como que gravadas na privacidade do WC. Que não se esqueça da propaganda fixa nos comércios, que além do óbvio, atrapalham o trânsito nas calçadas e a inovadora propaganda nas bicicletas, que também dá sua contribuição em vários momentos. Essa falta de cultura...

O descaso com este aspecto da vida urbana é apenas mais uma contribuição para o cenário dantesco encontrado no dia-a-dia nas ruas da cidade. Quando aqueles que por direito e obrigação deixam de exercer suas funções e se fazem de figurantes na paisagem, todos pagam ou sofrem as conseqüências pelo descaso.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A mesma praça, o mesmo banco...

...As mesmas flores, o mesmo jardim (...)

Se alguém espera ler algo sobre o humorístico A Praça é Nossa, pode parar de ler. Aqui não há humor e a praça, ah! A praça... de saudosas lembranças, das brincadeiras, do futebol à tarde, do vigia enfurecido a perseguir aqueles que insistiam em dar uma volta de bicicleta sobre a mesma.

A praça em questão é a Diógenes Rebelo, ou praça da biblioteca. Foi construída há muito tempo, penso mesmo que nunca foi totalmente construída e hoje torna-se símbolo do abandono, diria que é uma mostra clara do descaso que sucessivas administrações nos presenteiam. Ontem servia de lazer, hoje reduzida a canteiros sem cuidados, bancos quebrados e ainda lixeira pública (Foto I), uma praça “desertificada” (Fotos II e III).

 Foto I - Lixeira pública

Alguém pode dizer que a praça já foi reformada. Pergunto-me onde e quando. Sim, porque se por reforma entende-se aquele meio-fio ridículo sobre a calçada e que liga nada a lugar nenhum, do lado leste da praça, então houve reforma. Ou alguém estaria se referindo ao lado da praça que fica na rua Vereador Ramos? Ali também houve intervenção (reforma?), mas somente para retirada de um canto da praça para servir de estacionamento aos carros de uma empresa de material de construção. Ultimamente aconteceu o plantio de árvores na praça, mas ficou só nisso. E os bancos? E a iluminação? As árvores?

 
Foto II - Bancos?

Foto III - Árvores?

O lado da praça onde se localiza a biblioteca municipal não é lá uma Brastemp, mas tem grama verde, árvores, poucos (e destruídos) bancos de cimento. Ainda deve ter o arremedo de cuidado por ser mais visível aos transeuntes. Urbanização que é bom...