Mostrando postagens com marcador Cal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cal. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de julho de 2018

E ele não poderia faltar. Não agora.

Imagem: Arquivo do Blog.


Olha quem está de volta: o prosaico meio-fio pomposamente pincelado de branco. Estrela em obras chamativas e nas ocasiões em que se pretende passar a impressão de limpeza e organização, o artifício é empregado desde sempre nos rincões desta pátria amada Brasil-sil-sil.

A imagem é nova, a prática, tão antiga quanto a posição de ca... todos sabem. Quando não há outro atrativo qualquer a ser mostrado, eis que ressurge das cinzas do esquecimento a velha mão de cal nos meios-fios da cidade. Desculpem a areia próxima, não deu pra esconder. Gostaria que esta fosse, na verdade, a pá de cal nesta prática, mas ela ainda tem vida longa, dada a praticidade na utilização nas mais diversas ocasiões.

Só faltou pintar os troncos das árvores! E assim segue a humanidade, para o deleite de uns poucos.

E tenho dito!

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Os segredos da invisibilidade

Qual o segredo da invisibilidade? Ainda não sabemos, mas podemos verificar o resultado da arte pelas ruas da cidade, para desespero de uns e estranho deleite de outros.
Fotos de Arquivo do Blog, antigas, mas atuais no descaso. Praça Diógenes Rebelo.

As praças de Cocal City parecem imersas sob manto que as tornam invisíveis aos olhos dos gestores, única explicação possível para o descaso que se vê por aqui. Mais especificamente falando, duas praças, a Diógenes Rebelo e a ... como é mesmo o nome? (...) aquela por trás da igreja matriz, pronto!

Fotos de Arquivo do Blog, também antiga, mas poderia ser de hoje. Praça ... por trás da Igreja Matriz.

Passadas décadas de suas respectivas construções, tudo o que se vê de melhorias nas ditas é um retoque no meio-fio e uma demão de cal no período dos festejos que um dia foram religiosos. Passadas estas datas as praças retornam à condição de invisíveis e parece mesmo que indesejáveis. Não se compreende como sucessivas administrações se sucedem mantendo as mesmas características quando o assunto é recuperação de praças. Bancos quebrados (quando existem), canteiros idem, falta de iluminação adequada, falta de arborização, falta de atenção e zelo, etc, etc, etc.

Criadas como espaço de lazer, descanso e um dia com alternativa para embelezamento da cidade, de gloriosas lembranças dos períodos festivos noturnos, hoje amargam o desprezo de quem poderia fazer algo por elas e até mesmo de parte da população, que atira lixo das mais variadas espécies em sua extensão.

Se não por fotos, as lembranças para os que as conheceram nos tempos áureos só vêm ao cantarolar aquela música do programa televisivo:

(...)
A mesma praça, o mesmo banco,

as mesmas flores, o mesmo jardim(...)

quinta-feira, 14 de março de 2013

Nunca antes na História deste município...


A cidade se prepara para o grande acontecimento, o marco para a história recente do município: a inauguração de um posto de atendimento do INSS, com direito a concentração, bloco na rua, digo, passeata até o local, show da Ivete...
Foto: Banco de Imagens do Blog.

Grande geradora de empregos, esta agência deve mesmo revolucionar por aqui  visto a quantidade de autoridades que se aventuram neste calor infernal para garantir um lugar ao sol e mostrar à plebe sua luta ininterrupta pela melhoria de todos. Com sorte, descobriremos sem ajuda de teste de DNA quem foi/é o pai desta magnânima benfeitoria.

A julgar pela propaganda – essa também ininterrupta – pelas ruas enlameadas, convocando a população a comparecer ao evento, a história de Cocal City se dividirá em Antes e Depois desta inauguração.

Até mesmo a prosaica arte de melar pintar os meio-fios com cal reapareceu, para tornar mais limpa a cidade e indicar por qual caminho a caravana deva ser conduzida, como que à guiza de bretes para a claque seguir nesta vida de gado. Nunca se sabe... de repente uzomi se perdem e dão de cara com uma rua sem calçamento, com esgoto a céu aberto? A propósito: quem ficará responsável por espantar os urubus domesticados do trajeto oficial?

domingo, 3 de fevereiro de 2013

As tradições que a cidade herda


O tempo passa e muitas coisas evoluem, o progresso por vezes nos é favorável. Mas sob determinados aspectos a Cocal City permanece a mesma de décadas passadas.

Recentemente caminhando pelas ruas do centro deparei-me com uma cena pitoresca que pensei não veria mais por estas plagas: os troncos das árvores da praça da matriz espetacularmente pintadas de branco, com cal, para ser mais preciso. Que os meio-fios e postes sejam melados de branco isso é detalhe, mas no mínimo é de mau gosto pintar as árvores com cal.
Imagem I: Praça da matriz, vista central.

Assim como muitas “tradições” que temos por aqui  está é mais uma repassada geração após geração e teria por finalidade primordial dar uma aparência de limpeza à cidade e segundo poucos comentam, também serviria para afastar formigas das árvores. Mito. Cal não combina com água de chuva, então isso é mero paliativo e pressa em mostrar algum serviço.

Imagem II: Praça da matriz, detalhe lateral.

Apesar de vasta literatura a respeito, nunca vi maiores cuidados ou medidas de restrição à aplicação da camada de cal nos troncos das árvores. Se visualmente o efeito tem lá suas vantagens, o mesmo não se pode dizer da saúde da árvore “beneficiada”, uma vez que a cal pode provocar o ressecamento da casca em algumas delas, outras podem morrer pela beleza que emprestariam à cidade. Lembrando que vivemos um período de intenso pensamento ecológico nos meios escolares, mas nada de palavras sobre o fato, nem mesmo na combativa mídia impessoal. Como entender?