sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Tudo está igual como era antes...

...quase nada se modificou...

Ao incauto que passar pela proximidades da praça da biblioteca, fica a impressão de que finalmente aquela pracinha passará por reforma, dada a quantidade de material de construção e sujeira lá depositados. Como escreve o cara: isso tudo em plena praça pública!


Na foto vê-se claramente materiais de construção depositados em sua calçada, mas, de passagem, sabe-se que os materiais são para reforma não da praça, mas de uma residência das imediações. E não faz pouco tempo que está por lá.

A cidade possui um Código de Posturas que não serve sequer para calçar uma mesa. Em cidades civilizadas, além-cocal, isso geraria multas e a imediata retirada do material, mas não aqui em Cocal City, onde ainda ouvimos o prosaico “sabe com quem você está falando?”. Por aqui espaços públicos são usados ao bel-prazer de quem bem entender. É assim com as calçadas dos comércios, que se tornaram extensão de suas gôndolas; é assim com os camelôs do mercado ou de onde quer que eles se instalem; também é assim com as oficinas mecânicas; da mesma forma com aqueles bares instalados no passeio da avenida-rio e ainda em extensa lista de lugares.

O que nos falta para que possamos aproveitar melhor nossa cidade? Porque ninguém age/reage a isto? A solução ainda é esperar para consertar isto nas urnas? Porque ninguém acompanha a votação de leis e projetos que mexem com a vida e o cotidiano de Esperantina? Porque não temos campanhas que visem a melhoria da cidade, tipo Pega o Sujão, que apresentou êxito em Teresina em meados dos anos 90? A inércia já causou muito mal a esta cidade e ainda assim continuaremos assistindo passivos a tudo? Será medo de se indispor com pretensas autoridades? A – cof, cof - imprensa local já não apresenta musculatura suficiente para cobrar de quem de direito? Não se vive de projetos. A vida na cidade é mais que uma convenção de interesses.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Já vi isso antes ou Deja vu do miserê


Vivemos cercados de cenários os mais diversos possíveis. Enquanto nos mostram o Piauí que dá certo, tomamos conhecimento de que nem tudo vai tão bem assim, como nos querem fazer crer.

Hoje fomos informados de que a vizinha cidade de Luzilândia teve mais uma vez um banco assaltado. Na Tv somos informados que o estado é um dos mais tranqüilos do país, na vida real tomamos conhecimento da fragilidade da segurança pública naquela cidade, entre outras tantas.

Se não bastasse isso, na penitenciária regional de Esperantina - aquela que só abrigaria presos de baixa periculosidade, alguém lembra? – alguns detentos, conhecedores da fragilidade da segurança do local e ainda de que o pouco efetivo da cidade havia sido deslocado para Luzilândia, resolveram se amotinar, com vistas a empreender fuga, atormentando parte dos habitantes de Esperantina. Tudo isso aqui, em um estado que é tranqüilo, onde os moradores são felizes, segundo declarações.

Não fiquemos de olho apenas nos índices mesquinhos da educação, estamos carentes de políticas de segurança também. E que não venham com a conversa fiada de que isso são apenas episódios isolados. Os programas de TV gerados no estado nos apontam para um destino incerto e inseguro às vistas de todos. Pergunto: e a segurança, também é para todos? Poderemos novamente andar tranquilamente pelas ruas ou precisaremos nos isolar em nossas casas esperando ser a próxima vítima?