domingo, 12 de junho de 2011
A salvação da lavoura ou a alternativa sem ela
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Sobre opções ou a falta delas
terça-feira, 13 de abril de 2010
Enquanto o carro do lixo não vem...
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
SubDesenvolvimento, aqui vamos nós.

Em meados do mês de julho do corrente ano a prefeitura municipal removeu as estruturas metálicas daquela que seria a rua climatizada de Esperantina, a pedido dos comerciantes supostamente prejudicados com tal obra.
À época da retirada, foi aventada a possibilidade de construir um calçadão (observem que acabavam de destruir parte dele) no local. A isso historicamente se denomina Teia de Penélope, ou obra que não tem fim previsto, pois se constrói em um dia para desmanchar em outro.
Não vi ou mesmo ouvi protestos de populares sobre o desperdício de dinheiro público na obra. Em vão esperei que aquele(s) blog(s) que mal e porcamente fazem as vezes de diário oficial do município publicassem algo a respeito, mostrando opiniões as mais diversas. Tempo perdido.
O que saiu mais caro: a construção inacabada ou a retirada do pouco feito? Agora os comerciantes do local devem faturar e juntar dinheiro a rodo, visto que o povo voltou a circular naquela via. Às favas os incômodos a que os transeuntes estão sujeitos, como o trânsito furioso de bicicletas, motos e assemelhados no local.
Meses após tal fato, provoco: o que foi feito do material retirado do local? Provavelmente enferruja em algum depósito. Onde estão os fiscais do povo? O que dizem a respeito (oficialmente e não nas esquinas, à boca pequena)? Que providências tomaram? Ou não viram nada?
O projeto da rua era bem interessante, megalômano e supérfluo, sob muitos aspectos, mas interessante. De ruim tinha as estruturas metálicas, que eram muito baixas e com certeza tornariam um forno aquele trecho. Mas daí retirar o pouco que já havia sido feito somente para atender caprichos e ciumeira de comerciantes já é demais.
Se, ao contrário, a obra fosse concluída, a cidade ganharia um ótimo espaço para compras, um diferencial em relação a outras cidades da região.
Fico à espera de novo projeto para a rua, pois do jeito que está não engrandece em nada a cidade, vendida nas feiras como turisticamente viável. Uma cachoeira por si só não é suficiente como vetor de desenvolvimento.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
A solução, afinal.
Depois de dias sufocado por intensa e estupenda propaganda, tivemos uma consulta pública para ouvir e debater com a claque sociedade da região as ações que são se espera estratégicas para promover o desenvolvimento subsidiado sustentável de alguns municípios deste e mais dois estados vizinhos da área de abrangência do plano. Ufa... cansei. E ainda fiquei só nos objetivos. Deter-me-ei apenas no turismo, tido como o comércio do futuro. Sim. Mais precisamente em Esperantina. Desenvolver o turismo no meio do cocal. Até ai tudo beless. O problema é na hora de acordar!
A cidade não tem estrutura para receber turismo em média escala, somos mal servidos nos bares, destratados nas ruas e imbecilizados na mídia.
Mas o que temos a mostrar? A cachoeira do urubu é muito boa, mas insuficiente.
Há a opção da fazenda histórica do Olho D’água dos Pires, onde a tentativa de “resgatar” a história já começa no erro, ao mudar o nome para Olho D’água dos Negros. Tentemos outro.
O que mais então? O teatro Diniz Chaves, que já foi quadra de vôlei e permanece na linha do esporte e serve de academia? Passa este.
As churrascarias nas margens dos rios? Também não servem, parecem imagens paradas no tempo, bucolicamente entorpecidas. Próximo.
O cemitério dos ciganos teria valor histórico/turístico? Precisaríamos então afastar as névoas que envolvem esta triste história que cerca o massacre e escrevê-la sem medo da pressão de determinados setores de nossa “sociedade”, supostamente beneficiada na ocasião do sinistro.
Sobraria o que então? Nosso potencial turístico se resumiria a isto?
Creio então que deveríamos explorar uma alternativa típica, talvez a única genuinamente esperantinense: os incríveis urubus domesticados que ainda infestam nossas ruas.



