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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Uma cidade aquém de seu tempo

Imagem: https://ahoradaestela.wordpress.com

A cidade singular, que sempre será palco dos maiores eventos e que aspira ser grande centro de tudo, não passa de um celeiro de oportunidades para uns poucos.

Ao passar dos anos, continuamente assistimos ao lento definhamento do pouco já conquistado em matéria de desenvolvimento. Aqui temos uma rua que, de climatizada, passou a traumatizada; um mercado que seria reformado para inaugurar, mas que na realidade será reformado antes da reforma inaugurada; um terreno baldio que um dia foi um estádio e que deve virar reserva ecológica. Um teatro em que o único espetáculo é ver que ainda não caiu. E ainda uma relação de outras banalidades.

Com tantas oportunidades para buscar soluções e desenvolver o município, nos vemos cercados por tolices, obras vazias, festas que não passam de promoção pessoal, discursos ocos e uma plateia ávida para aplaudir em troca de empregos, afogadas em imediatismos e devaneios tolos. Até quando?

E tenho dito!


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Orgulho alheio


O Brasil é a 6º economia do mundo. Foguetes e discursos animados e o manjado nunca antes na história deste país... no entanto o Índice de Desenvolvimento Humano – IDH mostra o país bem abaixo de outra lista, ocupando a 84ª posição. Disfarça e esconde os foguetes agora.

Imagem: humorpolitico.com.br

Mas os resultados práticos de tais indicadores não vemos na maior parte do país e particularmente, no caso de Esperantina, tais dados se configuram risíveis. Fica difícil crer que a ª maior economia do mundo não tenha como destinar pequena parcela do butim oficial para dar um mínimo de, como dizer, cidadania aos munícipes.

Porque comemorar o ranking se a cidade não conta com rede de esgotos? Como comemorar o baixo salário pago aos professores, que deveriam ser os grandes agentes para o desenvolvimento do país? Se ainda há ruas sem calçamento, asfalto, iluminação pública e outros mais? A única biblioteca está fechada há meses. Há anos não existe estádio. Etc, etc, etc.

O que comemorar, se os dados indicam que grande parte da população sobrevive apenas da esm... digo, dos recursos de programas oficiais de repasse de renda e são pouco incentivados a produzir algo mais que o básico para sobreviver?

Se o país é assim mesmo essa potência econômica, porque a saúde pública está na UTI? Porque a educação, quando aferida com parâmetros internacionais apresenta resultados vergonhosos? Para onde vão os recursos que alçaram o Brasil ao patamar das grandes economias? Quero a minha parte.

Por trás deste aparente bom desempenho da economia há muito o que ser desmistificado, há muita coisa debaixo do tapete. Basta um passeio pelas ruas para se perceber que há muito a fazer para que o país se torne realmente uma potência mundial. Sem euforia, sem afagos para inflar o ego de pretensos escolhidos.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A solução, afinal.

Depois de dias sufocado por intensa e estupenda propaganda, tivemos uma consulta pública para ouvir e debater com a claque sociedade da região as ações que são se espera estratégicas para promover o desenvolvimento subsidiado sustentável de alguns municípios deste e mais dois estados vizinhos da área de abrangência do plano. Ufa... cansei. E ainda fiquei só nos objetivos. Deter-me-ei apenas no turismo, tido como o comércio do futuro. Sim. Mais precisamente em Esperantina. Desenvolver o turismo no meio do cocal. Até ai tudo beless. O problema é na hora de acordar!

A cidade não tem estrutura para receber turismo em média escala, somos mal servidos nos bares, destratados nas ruas e imbecilizados na mídia.

O grande barato seria primeiro estruturar a cidade e logo após incrementar o turismo.

Mas o que temos a mostrar? A cachoeira do urubu é muito boa, mas insuficiente.

Há a opção da fazenda histórica do Olho D’água dos Pires, onde a tentativa de “resgatar” a história já começa no erro, ao mudar o nome para Olho D’água dos Negros. Tentemos outro.

O que mais então? O teatro Diniz Chaves, que já foi quadra de vôlei e permanece na linha do esporte e serve de academia? Passa este.

As churrascarias nas margens dos rios? Também não servem, parecem imagens paradas no tempo, bucolicamente entorpecidas. Próximo.

O cemitério dos ciganos teria valor histórico/turístico? Precisaríamos então afastar as névoas que envolvem esta triste história que cerca o massacre e escrevê-la sem medo da pressão de determinados setores de nossa “sociedade”, supostamente beneficiada na ocasião do sinistro.

Sobraria o que então? Nosso potencial turístico se resumiria a isto?

Creio então que deveríamos explorar uma alternativa típica, talvez a única genuinamente esperantinense: os incríveis urubus domesticados que ainda infestam nossas ruas.