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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Requiescant in pace

Imagem: Arquivo do Blog.

E então o prédio da escola foi doado, como planejado. Entre tantas opções de aproveitamento para o prédio, ele foi doado. Não demora e se verá o município passando o pires pelos corredores do governo, em busca de recursos para tocar obras, por não dispor de recursos próprios em quantidade suficiente, mas doamos um prédio.

Não deveria causar muita surpresa mesmo, tal ato, afinal, no município já foram doadas as calçadas para os comerciantes expor/vender suas mercadorias; as ruas foram doadas a furiosos e inabilitados condutores de veículos para nelas fazer o que bem entender; o canteiro central da principal avenida da cidade foi doado a comerciantes para lá receber sua clientela com brasas, fumaça e bebidas; o teatro doado às baratas; os poliesportivos aos insetos... pensando bem, era apenas uma questão de tempo.

E a reação da plebe a tudo isso se resume a “protestar muuuiito nas redes socais”. E o que resta então de patrimônio público a ser preservado, os urubus domesticados? Contrariamente às falas favoráveis ao projeto, preservar o patrimônio não é se prender irremediavelmente ao passado, pelo contrário, se trata de preservar a memória da cidade, guardar algo que nos resta no presente e nos lembre no futuro. Não se trata apenas de um edifício. É muito mais que isso. São histórias que se encerram naquele lugar e porque não dizer, ali é um museu a céu aberto. Falta sensibilidade para sentir, perceber o que se fez. Agora é tarde. Por todas as memórias agora solenemente sepultadas alisó resta afirma Requiescant in pace.

E tenho dito!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Enfim, vós.



Ah! Nada como propaganda eleitoral para animar o dia! Quem acha aquilo chato bom sujeito não é. Ou é ruim da cabeça ou doente do pé.

Chato é ouvir alguém reclamando da falta de segurança, dos buracos e do lixo nas ruas, etc, etc, etc. gosto mesmo é de propaganda política!

Agora, como nunca, sentimo-nos irmanados com os detentores de mandato (e os pretensos). É hora de reconhecer o “cabra” trabalhador; aquele que nunca fez nada contra a plebe; tem ainda o amigão de toda hora (de eleição) que promete fazer tudo agora (embora já tenha inúmeros mandatos e praticamente nada tenha feito). Há aqueles que setorizam suas ações, marcam seus territórios de atuação de acordo com o cargo que ocupavam antes da candidatura, desta forma se tornando os expoentes máximos no assunto. E tome representantes do povo!

Nada como apertar as mãos dos ilustres candidatos a cada quatro anos. Que satisfação! Em algum outro momento da vida você, pobre mortal, pensou que compartilharia o lanchinho mixuruca de cada dia com o nobre candidato? Que veria caminhando sob o sol escaldante de Esperantina aquele ser importante que, em outros períodos, aqui só andava “no ar” do possante importado? Melhor ainda: você, incrédulo, já havia sonhado sequer em pegar carona com os distintos assim, lado a lado? Está se sentido uma pessoa realizada e comum ao ver que eles também comem aquela buchada com pimenta de cheiro?

Você não está sozinho. A classe política brasileira conta com a alienação e o descaso da maioria da população para se dar bem.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Já vi esse filme



Nada melhor para alegrar a vida do que assistir TV nos dias de hoje. Filmes, novelas e jornais são meras opções de intervalo entre as maravilhas que assistimos durante o período conhecido como comerciais.

Há soluções para tudo: da camisa suja aos dentes amarelados. Da calvície aos pneuzinhos indesejados. Mas o melhor de tudo mesmo são as propagandas partidárias. Neste período pré(?)-eleitoral, a miríade de partidos existentes disputa palmo a palmo a preferência da plebe.

O interessante é que neste momento todos reivindicam para si a autoria dos mais diversos e importantes projetos para melhorar a vida da população. Sabe aquele aumento no seu salário? Foi meu partido quem viabilizou o mesmo. Na Educação? O partido XX fez em apenas um ano o que outros nunca fizeram e assim segue a edificação do paraíso terrestre.

Ninguém se declara autor ou mesmo que tenha votado a favor de leis que aumentam os impostos. Ninguém diz por que não apresenta propostas para diminuir a criminalidade. Neste momento não aparece quem diga ter sido favorável ao projeto de lei que no Piauí sobretaxa as mercadorias compradas por meio da internet em outros estados.

Mas agora todos afirmam - com desassombro impressionante - que votaram a favor do projeto Ficha Limpa. Melhor desligar a TV.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sucupira é aqui

Encerrados os festejos em Esperantina e também o momento de patriotadas de última hora, nada como voltar à mesmice nossa de cada dia, com os midiáticos sugerindo intrigas a todo momento, o popular “caçar cabelo em ovo” e a plebe em geral dividida entre a tentativa de arrumar desculpas para escapar das dívidas e o fim da novela das oito.


Nessa volta ao mundo real, as atenções voltam-se para o destino do município. Por sinal, nebuloso.


Antes que um Dirceu Borboleta da vida tente explicar o inexplicável, gostaria de ser informado sobre a (real) data de término da grandessíssima obra de ampliação da avenida/rio Petrônio Portela. No ritmo em que andam os trabalhos, penso, teremos uma pomposa inauguração à época dos festejos do mês de janeiro ou semana santa, épocas em que é grande o número de visitantes na cidade.


A cada momento esta cidade avança a passos largos para se tornar uma nova Sucupira, com direito aos caricatos personagens, algumas raras exceções e mais alguns que a modernidade infelizmente nos brinda.