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sexta-feira, 27 de março de 2015

Sobre chuvas, sapos e candidatos

Imagem: cintiacosta.com
Na natureza tudo ocorre ao seu tempo, precisamente, ininterruptamente. Atualmente estamos no período das chuvas, embora as mesmas não venham com tanto vigor quanto pretendido. Paralelamente às chuvas é bastante popular o ditado de que com elas surgem os sapos. Igualmente sazonal, neste período pré-eleitoral disfarçado, surge outro personagem não menos asqueroso: o candidato.

Com as chuvas temos o início das atividades agrícolas, a fartura na mesa e a lama na rua. O sapo vem como efeito colateral, indesejado, feio e repugnante, sempre a coaxar e assustar as incautas. Apesar de todos os adjetivos é um animal inofensivo, apenas injustiçado pelo folclore popular.

Já o candidato, aquele outro animalzinho, também espera o momento oportuno para importunar as pessoas e, diferentemente do sapo, inicialmente não repugna pela aparência, mas pelas falas, atos e pretensões. Basta dedicar um pouco de atenção a um exemplar e se preparar para os infames tapinhas nas costas, acompanhados de lembranças do passado, nem sempre verdadeiras, mas utilizadas pelo dito-cujo como se fossem, em busca de alguma familiaridade. O tipo é tão chato que consegue estragar um dia de sol.

Chegamos a um período em que eles, os candidatos, começam a sair dos abrigos, a mostrar-se no meio das massas, meio timidamente a princípio, porém, cheios de malícias e dispostos a ajudar. Alguns representam as velhas práticas coloniais no trato com o povo, outros, reduzidos às risíveis promessas de diversões populares para atrair os eleitores jovens, no melhor estilo pão e circo. Pobres de nós!

Que venham as chuvas e por tabela os sapos, mas bem que poderíamos ser poupados dos candidatos.


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Escolhendo candidatos seguindo os ditados populares



A sabedoria popular nos brinda com inúmeros ditados que podemos usar no dia-a-dia em diversas situações, neste caso, a escolha de candidatos a cargos eletivos. Abaixo alguns deles com sugestões para análise.

Diga-me com quem andas, dir-te-ei quem és. Antes de escolher seu candidato analise as pessoas em volta dele, quem são, o que fazem ou o que já fizeram. Uma só má influência é capaz de desviar as melhores intenções.

Uma andorinha só não faz verão. Se o seu pretenso candidato se apresenta como a única solução para os problemas do município pode não ser um bom indício, pois ninguém governa sozinho e tal dificuldade em relacionar-se com outros tende a isolá-lo dos demais, ficando sem vez nem voz, morrendo na praia.

Quem não tem cão caça com gato. Se você tentou, procurou com lamparina e não achou alguém digno do seu precioso voto, não caia na armadilha de votar no primeiro que lhe der na telha. Olhe à sua volta e veja o que outros nessa situação fizeram, se informe, pesquise.

Quem tudo quer, tudo perde. Dito sob medida para aqueles que se lançam com muita ambição a uma disputa, querendo a todo custo conquistar seu voto para, segundo eles, tirar a cidade do buraco. Fuja sem olhar pra trás.

Nem tudo que reluz é ouro. Auto-explicativo. Quando a oferta é boa até o santo desconfia. Alguém que pareça muito qualificado para um cargo eletivo pode não ser essa autarquia toda. Já teria experiência anterior que o ajudasse a desempenhar um mandato ou vai se confiar no ineditismo?

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Tem os que de tanto tentar já são lugar-comum nas disputas. Se nunca conseguiram nada é por que tem algo de ruim. Eleição não é loteria.

Em casa de ferreiro, espeto de pau. Se o tal candidato promete coisas mirabolantes, olhe ao redor dele, no seu dia-a-dia e veja se tais promessas condizem com o cotidiano dele e se não passam de abobrinhas. Se não consegue se destacar na vida privada por que o conseguiria na vida pública?

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe. Não caia na besteira de escolher alguém em que possa se arrepender para depois sair dizendo que: são só quatro anos, um dia acaba.

A união faz a força. Não se garante? Tá com medinho 01? Precisa se apoiar nos outros para galgar cargos? Um temor na hora de tomar decisões.


Nunca digas deste pão não como, desta água não bebo. Seu escolhido já afirmou algo parecido e precisou engolir o dito para não ser esquecido? Não tem idéias próprias, apenas sobrevive ano após ano. Tire as pragatas e corra o mais distante que puder.


Pela boca morre o peixe. Seu escolhido fala demais? Não aceita que outros possam ser tão bons quanto ele? Melhor sair de fininho e procurar outro.

Pense bem. Depois não adianta chorar sobre o leite derramado.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Enfim, vós.



Ah! Nada como propaganda eleitoral para animar o dia! Quem acha aquilo chato bom sujeito não é. Ou é ruim da cabeça ou doente do pé.

Chato é ouvir alguém reclamando da falta de segurança, dos buracos e do lixo nas ruas, etc, etc, etc. gosto mesmo é de propaganda política!

Agora, como nunca, sentimo-nos irmanados com os detentores de mandato (e os pretensos). É hora de reconhecer o “cabra” trabalhador; aquele que nunca fez nada contra a plebe; tem ainda o amigão de toda hora (de eleição) que promete fazer tudo agora (embora já tenha inúmeros mandatos e praticamente nada tenha feito). Há aqueles que setorizam suas ações, marcam seus territórios de atuação de acordo com o cargo que ocupavam antes da candidatura, desta forma se tornando os expoentes máximos no assunto. E tome representantes do povo!

Nada como apertar as mãos dos ilustres candidatos a cada quatro anos. Que satisfação! Em algum outro momento da vida você, pobre mortal, pensou que compartilharia o lanchinho mixuruca de cada dia com o nobre candidato? Que veria caminhando sob o sol escaldante de Esperantina aquele ser importante que, em outros períodos, aqui só andava “no ar” do possante importado? Melhor ainda: você, incrédulo, já havia sonhado sequer em pegar carona com os distintos assim, lado a lado? Está se sentido uma pessoa realizada e comum ao ver que eles também comem aquela buchada com pimenta de cheiro?

Você não está sozinho. A classe política brasileira conta com a alienação e o descaso da maioria da população para se dar bem.