Mostrando postagens com marcador controle. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador controle. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de março de 2016

O tal Controle Social

Quando o Tribunal de Contas do estado do Piauí realizou nestas terras de ninguém o Seminário de Formação de Controladores Sociais e Ouvidoria Itinerante – ufa! – no período de 17 a 19 setembro de 2015 surgiu uma pequenina luz no fim do túnel. Logo após o mesmo tribunal divulgou orgulhosamente em sua página de internet ter formado mais de 500 controladores sociais no período, visando o fortalecimento do controle social.

O encontro foi um passeio pelas várias áreas da administração em que o cidadão pode exercer seus direitos de fiscalizar, com vistas a melhorar o emprego do erário e melhorar a vida dos cidadãos.

Apesar da boa intenção, o que mais se viu foi alunos de universidades em busca de certificados para completar exigência em carga horária. No mais, poucos outros para aparecer nas fotos e alguns poucos relativamente interessados em adquirir conhecimentos para utilizá-los quando oportuno.

O melhor medidor da eficiência destes cursos se pode ver no acompanhamento das prestações de contas mensais dos poderes executivo e legislativo do município, como se verifica na foto abaixo.
Imagem: Arquivo do Blog.

Por aqui essa modinha de controle social é exercido em sua quase totalidade por meios de comentários e likes nas redes sociais, nas esquinas, botecos e onde mais houver aglomeração de pessoas. E fim de papo. Melhor não mexer com “us pexe grandi”, afinal, da mansidão e quietude do cidadão pode surgir um cargo  e uns caraminguás quaisquer mais à frente.

Devem considerar bem trabalhoso folhear balancetes de prestação de contas, melhor esperar que um – cof, cof – jornalista local publique algo que ouviu alguém comentar que poderia estar acontecendo e ai sim, a participação popular se dará em peso. E viva o parasitismo!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Agora é nóis!









Qual o intento, afinal de contas, da Confecom?

Partindo da necessidade de maior participação da sociedade na mídia– dizem – foi realizada em Brasília uma conferência nacional de comunicação, com a participação massiva de... jornalistas? Não, de protojornalistas, sindicalistas, blogueiros, radialistas e outros representantes das massas. A conta do evento vem depois.

Ao final do encontro, depois de inúmeras plenárias, documentos foram gerados com sugestões e propostas que visam criar órgãos para controle da mídia (leia-se cabides de emprego) e ainda uma espécie de Index Parlatorium Prohibitorum, que passaria a ser o livro de cabeceira de tolos cidadãos politicamente corretos de plantão.

Os governos pretensamente imbuídos de sentimentos, digamos, sociais, nunca conseguiram disfarçar os flertes com o totalitarismo e em qualquer descuido tentam aprontar das suas. Falam em liberdade de expressão, mas não aceitam idéias contrárias. É assim em todo o mundo. Aqui não podia ser diferente.

Se tais propostas aprovadas na conferência se tornassem leis, como pretendido, qualquer um que se atrevesse a tocar de forma “politicamente incorreta” temas referentes a movimentos sociais; programas do governo que mudam a vida dos pobres; escândalos solenemente jogados para debaixo do tapete e outros ligados a diversos grupos sociais esquecidos pelos outros governos estaria em grandes apuros, pois seria denunciado à inquisição midiática social , julgado e condenado.

Até imagino a cena ambientada em Esperantina: um grupo de bravos defensores da moral e dos bons costumes, socialmente empenhados e trancados em seleta sala, vasculhando páginas de internet, blogs devidamente escolhidos e afins, munidos do tal código e sentenciando: isto pode, isto não pode!

A baderna ia pegar geral, com jornalecos publicados com “linguagem que o povo entende” - uma espécie de desalfabetização institucionalizada e outras asneiras. A título de comunicação social teríamos que suportar barbaridades ao abrir um jornal ou qualquer outra mídia, impressa ou eletrônica. Teríamos versões made in território dos cocais do Pravda, noticiando obras e projetos oníricos, grandes realizações e escondendo o óbvio.

É nóis! A tal da zelite que se cuide!