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terça-feira, 31 de julho de 2012

Quando os discursos se tornam preocupantes


A despeito do que foi e ainda é festejado por partidários dos participantes do debate político entre candidatos a prefeito de Esperantina, de que um tal foi quem ganhou o debate – embora para os partidários sempre vence aquele que eles seguem, fiquei a pensar especificamente em um dos pontos da peleja, as blitz no trânsito.

Sem ao menos pestanejar, ao menos dois dos contendores afirmaram que se eleitos forem, acabarão com as apreensões de motos em nossa cidade. Discurso para ganhar votos de desavisados, molim, molim.

As blitz ocorrem para que o trânsito flua melhor, para que o cidadão que a aqui mora ou está de passagem tenha pelo menos a sensação de que há ordem nesta bagaça, entre outras possibilidades. O motivo da discórdia entre a população é que estão sendo privados do direito constitucional de ir e vir, que não se sentem seguros sequer para transitar pelas ruas da cidade sem que sejam importunados pelos fiscais. Só que como em tudo na vida há limites, aqui também não poderia ser diferente. Mas isso opinião do povo.

Dá náuseas quando se ouve candidatos opinando que a moto (principal veiculo abordado) já se tornou de uso comum entre a população e que grande parte da população não tem grana para pagar os impostos e ainda de que em outras cidades não ocorrem tais perseguições aos motociclistas. Mas se outras cidades não procuram seguir a lei isso já é outro problema.

Diante da pérola discursiva me veio o pensamento: já que o município de Esperantina se converterá em uma ilha com administração própria dentro da federação brasileira e tendo em vista que o problema da segurança pública é gritante, o cidadão poderá se armar para dar enfrentamento à falta de segurança, porque não? Se é permitido que os coitadinhos dos proprietários de motos burlem a lei e não paguem impostos porque os que desejam andar armados não poderão também se usufruir nesta ilha de anulação dos direitos constitucionais e se negar a pagar os também caríssimos impostos sobre o uso de armas? E assim poderemos assistir a um festival de desobrigações em cumprir leis, em uma cidade que já não é lá muito exemplar.

domingo, 10 de abril de 2011

Incríveis adaptações

A “moda forçada” de andar de capacetes foi implantada por aqui e é quase um sucesso, pois quase todos os motoqueiros a seguem, o problema é que alguns deles usam estratégias para “não desfazer o penteado” ou não ser deixar de ser reconhecido por outras pessoas.

Um amigo jura que viu motoqueiros com modelos de capacete usados em montanhismo e mesmo ciclismo circulando pelas ruas de Cocal City. Este eu ainda não vi, mas que há muitos deles utilizado modelos irregulares, isto há. Algumas cenas já observadas são hilárias.
Capacete Ciclismo
Capacete Montanhismo
 

Sob a desculpa de usufruir de melhor conforto há os que utilizam o capacete coquinho, que oferece pouca proteção e somente na parte superior da cabeça. Também não é incomum ver pessoas utilizando o modelo semi-aberto, sem proteção no queixo, sendo que no Código de Trânsito é imposta a utilização de óculos de proteção neste modelo, que oferece pouca segurança ao rosto e maior facilidade, em caso de acidente, de se deslocar para trás da cabeça, com maior exposição do crânio, aumentando o risco de lesões profundas. Também pode-se ver capacetes sem viseiras ou outros em que a mesma é escura, ambas as práticas proibidas no CT.

 Capacete Coquinho.
Imagem: www.emule.com.br

O que ainda se vê pelas ruas são motoqueiros levando o capacete preso ao braço, só o utilizando quando nas imediações da delegacia de polícia ou de eventual blitz. Também não raras vezes o capacete é levado pelo garupa da moto, que tão logo pressinta “perigo” – leia-se polícia – o repassa para o motociclista. É o tal jeitinho brasileiro, que pelo jeito não desiste nunca.

Recentemente, atribuiu-se – infantilmente – ao uso de capacete a não identificação de acusado de assalto. Não é bem por ai, se assim o fosse, nas metrópoles não seria obrigatório o uso de capacetes como forma de aumentar a segurança em estabelecimentos comerciais. Este tipo de comentário é baseado na ignorância e no velho costume de burlar leis em suposto beneficio próprio. E você ai se achando o máximo, andando com capacete normal.