sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Analisando bem


A política desnuda as pessoas, já disse alguém. Muitos esperam este momento para debutar na sociedade, escrevendo pequenos textos onde defendem idéias fáceis e manjadas como se fosse novidade. Pelos textos pode-se realizar um rápido diagnóstico do modo como conduzem suas vidas, ou melhor, como deixam que a conduzam. Com a livre expressão de suas idéias – direito de todos os cidadãos – apenas se juntam à legião das Maria-vai-com-as-outras, nada acrescentam de novidade. Seguem à risca o que copiam dos noticiosos nacionais (simpatizantes), afinal, pensar por si pode ser perigoso. É bem mais fácil e cômodo aderir ao Ctrl C + Ctrl V, nos textos e nas idéias. Depois se revoltam e prometem nunca mais assistir o BBB, da emissora inimiga do estado, porque alguém que pensou por eles assim o quis. Assustador, não?

Esses modernos pensadores pontuam seus textos com imprecações contra possíveis adversários e exaltam aqueles que acreditam representar o melhor para todo mundo. Palmas para eles. Mas eles realmente expressam suas idéias ou apenas servem de moleques de recado? Muitos nem ao menos se dão ao trabalho de pesquisar a vida pregressa dos pretensos grandes timoneiros. Para que complicar a vida, se para eles basta dizer amém?

E depois ainda vêm com falácias de consciência e democracia. Um saco para vômitos, por favor!

sábado, 4 de setembro de 2010

E a Democracia, quem diria, é isto então?


Democracia, direitos e povo são algumas das palavras do dia. O chato é que no período eleitoral a democracia nivela a sociedade, manietando-a. Somos convocados a fortalecer a dita democracia, votando. Melhor seria se a mesma democracia também servisse para, por exemplo, amenizar as discrepâncias e mazelas sociais. Bem entendido que esta opção não passaria necessariamente pela esmola oficial para tanto.

Do sossego do lar somos sujeitados a ouvir barulheira infernal, onde determinadas pessoas alardeiam suas qualidades e esquecem os defeitos. Prometem alterar o cenário econômico, social, enfim, todos os aspectos possíveis. Democracia deve ser isto então.

Uma vez violada a paz no lar, procuramos então distração na TV e lá estão os ditos com o mesmo falatório. Maldição - penso – temos que esperar mais tempo para assistir os programas favoritos. Mas enfim, isso é democracia.

Para que o sono não entorpeça antes de ver algo interessante na TV temos a opção da internet. Mas algum chato gênio resolveu enviar pelo email mais propaganda eleitoral, mais do mesmo. O desespero bate. Não é possível! O último refúgio foi violado. Se tentamos ler algo para distrair nos webjornais/blogs, matérias disfarçadamente tendenciosas nos fazem ver que o pleito que se aproxima é apenas para “cumprir tabela”, quase WO.

Ah! A democracia deve ser isto mesmo: o direito de não escolher o que ouvir quando se quer silêncio; assistir chatices ludibriantes ao tempo em que queríamos distração para as agruras do dia-a-dia; acessar a rede mundial e ver que sua caixa de emails repleta de e-lixo promocional dos postulantes.

Enfim, nada como viver em um país democrático!