quarta-feira, 25 de julho de 2018

E ele não poderia faltar. Não agora.

Imagem: Arquivo do Blog.


Olha quem está de volta: o prosaico meio-fio pomposamente pincelado de branco. Estrela em obras chamativas e nas ocasiões em que se pretende passar a impressão de limpeza e organização, o artifício é empregado desde sempre nos rincões desta pátria amada Brasil-sil-sil.

A imagem é nova, a prática, tão antiga quanto a posição de ca... todos sabem. Quando não há outro atrativo qualquer a ser mostrado, eis que ressurge das cinzas do esquecimento a velha mão de cal nos meios-fios da cidade. Desculpem a areia próxima, não deu pra esconder. Gostaria que esta fosse, na verdade, a pá de cal nesta prática, mas ela ainda tem vida longa, dada a praticidade na utilização nas mais diversas ocasiões.

Só faltou pintar os troncos das árvores! E assim segue a humanidade, para o deleite de uns poucos.

E tenho dito!

domingo, 22 de julho de 2018

Sombra e água fresca

Imagem: Arquivo do Blog.


Novamente às vésperas de eleições e os problemas de sempre teimam em persistir. Mas o que esperar de uma população que a tudo vê, mas não reage? As coisas mais estúpidas são feitas às escâncaras e o máximo que se consegue de reação são os famigerados comentários em redes sociais.

E o pomposo quarto poder, o que faz? Se amesquinha em troca de migalhas e um cargo obscuro qualquer, foge de escândalos e aguarda nas sombras da lassidão o dia do pagamento.

A todo momento somos atormentados por problemas ocasionados pela falta de empenho em acompanhar os atos políticos locais. De que adianta o tribunal de contas promover seminários com os nativos na intenção de ajudar a população a acompanhar os atos públicos se isso não se reflete em ações? A maioria dos que lá comparecem são universitários, dispostos a pegar o certificado do evento para contar pontos em suas disciplinas. Quantos se debruçam sobre os balancetes mensais postos à disposição da população? A não ser uns poucos que se acham prejudicados em seus salários e buscam saber quanto aqueles Aspones recebem para nada fazer, ninguém mais fiscaliza nada. Nem aqueles que por dever de ofício o deveriam.

Toda vez que um acidente acontece nas ruas da cidade, ali está o resultado da apatia que abate a população ao não se interessar pela correta destinação dos recursos em suas devidas áreas. Deste total desprezo pela vida pública, resta-nos a falta de iluminação pública decente, os péssimos serviços de coleta de lixo, as obras mal executadas nos mais diversos locais e uma miríade de outras ocorrências que seriam amenizadas, caso o interesse fosse mais que fofocar nas mídias sociais.