terça-feira, 31 de julho de 2012

Quando os discursos se tornam preocupantes


A despeito do que foi e ainda é festejado por partidários dos participantes do debate político entre candidatos a prefeito de Esperantina, de que um tal foi quem ganhou o debate – embora para os partidários sempre vence aquele que eles seguem, fiquei a pensar especificamente em um dos pontos da peleja, as blitz no trânsito.

Sem ao menos pestanejar, ao menos dois dos contendores afirmaram que se eleitos forem, acabarão com as apreensões de motos em nossa cidade. Discurso para ganhar votos de desavisados, molim, molim.

As blitz ocorrem para que o trânsito flua melhor, para que o cidadão que a aqui mora ou está de passagem tenha pelo menos a sensação de que há ordem nesta bagaça, entre outras possibilidades. O motivo da discórdia entre a população é que estão sendo privados do direito constitucional de ir e vir, que não se sentem seguros sequer para transitar pelas ruas da cidade sem que sejam importunados pelos fiscais. Só que como em tudo na vida há limites, aqui também não poderia ser diferente. Mas isso opinião do povo.

Dá náuseas quando se ouve candidatos opinando que a moto (principal veiculo abordado) já se tornou de uso comum entre a população e que grande parte da população não tem grana para pagar os impostos e ainda de que em outras cidades não ocorrem tais perseguições aos motociclistas. Mas se outras cidades não procuram seguir a lei isso já é outro problema.

Diante da pérola discursiva me veio o pensamento: já que o município de Esperantina se converterá em uma ilha com administração própria dentro da federação brasileira e tendo em vista que o problema da segurança pública é gritante, o cidadão poderá se armar para dar enfrentamento à falta de segurança, porque não? Se é permitido que os coitadinhos dos proprietários de motos burlem a lei e não paguem impostos porque os que desejam andar armados não poderão também se usufruir nesta ilha de anulação dos direitos constitucionais e se negar a pagar os também caríssimos impostos sobre o uso de armas? E assim poderemos assistir a um festival de desobrigações em cumprir leis, em uma cidade que já não é lá muito exemplar.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Onde houver trevas... que alguém leve a luz!


Passada uma semana da realização do festival julino de Esperantina, resolvi publicar as fotos abaixo, já que a grande imprensa local não o fez, talvez porque ainda encantada com a grandeza do evento.
Imagem: Mercado Público municipal. Em 8.7.2012, 21:48 h.
Enquanto nas proximidades do local onde acontecia o evento estava tudo às claras, literalmente, logo ali perto, no entorno do mercado municipal a escuridão reinava quase que absoluta.

Imagem: Rua Prof. João Paulo. Em 8.7.2012, 21:48 h

Aos melhor aquinhoados a situação passa despercebida, mas para quem se desloca a pé pelas ruelas da cidade o problema causa incertezas e insegurança, como àquela senhora com quatro crianças andando pelo local semi-iluminado, um olhada rápida nas crianças e outra nos arredores, sobre os vultos que circulavam. Se uzomi andassem a pé pela cidade teriam como ver mais esta deficiência, mas é que de dentro dos automóveis quase não dá para notar isso e como ninguém reclama mesmo fica assim.

Neste momento de escuridão lembrei-me de ter ouvido certa vez murmúrios sobre um tal Cidade Luz, que pelo visto não passava disto mesmo: um murmúrio.

Tal situação pode até não ser resolvida, mas com certeza se constitui em ótima plataforma de discursos e promessas para ludib... quer dizer, convencer os populares menos favorecidos monetariamente de que este ou aquele grupo representa a redenção, a única via de acesso entre o presente turvo e o futuro de abastança.