sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Sobre opções ou a falta delas


Aos que não são chegados a festas em Esperantina a sina é se ligar na TV, internet ou um bom livro. Se não for assim, o que nos resta? Temos as prosaicas feiras de ciências nas escolas, mas por lá as apresentações são tão mecanizadas e decoradas quanto as explicações de guias em locais de turismo, assim: blá, blá, blá... fôlego... blá, blá, blá...

Fora os festejos anuais e a folia na semana da páscoa o que mais temos a oferecer como entretenimento? Pedir uma feira de literatura seria demais em uma cidade que não conta sequer com uma livraria. Música ao vivo está uma modorra só. Os esportes se resumem a campeonatos de futsal. A opção do happy hour está cada vez menos atrativa, dada a falta de préstimos nos bares, sem falar que passar horas suportando os mesmos DVDs de forró nesses locais é um tormento.

Enquanto o progresso não vem, o barato é alternar as fontes ofertadas e esperar dias melhores, afinal, a “grande esperantina” aspira a participar da rota turística no estado, mesmo aos trancos e barrancos.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Até quando esperar?


Foto: www.cidadeverde.com

Não dá para ligar a TV e não se assustar com a recente tragédia no Rio de Janeiro. Mas o que realmente assusta foi a disponibilização imediata de milhões de reais para o socorro às vítimas, merecido é claro, mas fica a indagação: em Esperantina tivemos duas grandes enchentes em 2008 e 2009 e a maior parte da ajuda que recebemos foi de entidades não ligadas diretamente ao governo. O bode expiatório do caso é a onipresente burocracia que a tudo inviabiliza no Brasil.

A grande pergunta é: o que foi feito em Esperantina para amenizar os efeitos de uma possível nova enchente? Obras de contenção, galerias, remoção de casas próximas às margens dos rios, mapeamento das áreas de risco, etc, etc, etc? Timidamente temos a construção de casas para os desabrigados de 2008 e o que mais mesmo? A defesa civil já tem plano de ação para tais eventualidades no município ou continuará à sombra, esperando a banda passar?

De braços abertos à espera de uma nova tragédia, seguimos em frente, todos.