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quinta-feira, 6 de outubro de 2011



Foi dado o pontapé inicial para as disputas eleitorais em Esperantina. Por todos os lugares que se ande sempre aparece alguém comentando o futuro político da cidade e em maior ou menor grau de alienação lançam seus palpites, para desespero dos votantes.

O que se espera é que a peneira pela qual passarão inúmeros nomes de possíveis timoneiros sirva para dar novo fôlego à combalida visão de futuro da cidade. Já é hora de novos ares por aqui. Novas idéias e não a repetição delas.

Até o momento tudo que se tem são boatos e muito disse-me-disse, nomes jogados na berlinda apenas para massagear o ego, enquanto não chega a ocasião perfeita para as eminências pardas saírem dos abrigos na ânsia de abocanhar nacos de poder.

Enquanto o debate se desenrola em torno de popularidade e populismo, os verdadeiros objetos da disputa sequer são lembrados: a governabilidade, as dificuldades locais e o amplo conhecimento da realidade para um planejamento decente que saia realmente do papel e se traduza em desenvolvimento real, sem muito bolodório. Ou seria demais pedir menos holofotes?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Minha caneta, minha espada


... então os policiais civis entraram em greve para reivindicar direitos e nesse ínterim surgem graves denúncias contra eles, em supostos casos de corrupção. Ágil, o governador responde com a possibilidade de extinguir a policia civil no estado, assim, numa canetada só. Molim, molim.

Certa feita, ao sugerir as metas e ações para o grande Piauí que está nascendo foi dito que “A tranqüilidade do cidadão é o grande objetivo das políticas de segurança pública.” E que para seguir com as transformações, algumas estratégias são fundamentais, entre elas [...] fortalecer os setores básicos (educação, segurança, saneamento). Taí, não esperaram ele molhar o bico...

Diante disso, outras classes de servidores estaduais devem estar de cabelos em pé. Imagino o que pode acontecer na próxima greve dos professores, por exemplo.

E assim, com o filho do sertão, o homem do pé rachado, também chamado Trator o Piauí segue mudando. Porque o futuro está acontecendo agora. Porque, vai encarar?

terça-feira, 22 de junho de 2010

Em busca de um caminho



Definitivamente o fascínio pela História deriva em parte das tentativas de comparação entre momentos do passado com o presente, na tentativa de entender o desenvolver humano, com base em fatos acontecidos.

Na Europa medieval, os comerciantes aglomeravam-se em núcleos fora das cidades, os burgos, daí burguesia designar pessoas ligadas às classes de comerciantes ou pessoas possuidoras de grandes riquezas. Inicialmente os burgueses, apesar de acumular grandes fortunas, não eram aceitos pela nobreza, até então detentora das riquezas, elitista, em termos atuais.

Com o passar dos anos, o declínio do feudalismo fez emergir a poderosa classe dos burgueses, com suas enormes fortunas, que passaram a financiar reinos, guerras e mais comércio, dando início ao capitalismo. Bem, nem tão rápido como parece neste texto, que atropela e minimiza as várias etapas que levaram ao capitalismo primitivo.

A história acima, em grandes e rápidas pinceladas, surge apenas para lembrar que antes como agora, a força do comércio, dos burgueses se faz presente e mostra sua força.

Transpondo a história para nossa Esperantina atual, podemos notar os comerciantes influenciando diretamente em questões administrativas, como no caso da rua climatizada, onde a opinião dos comerciantes parece ser mais prestigiosa que da população, visto que os mesmos insistem em desfazer o arremedo de calçadão penosamente iniciado, daí resultando na confusão infernal que é andar naquela via desprezada, onde não se tem tranqüilidade para andar a pé e o trânsito de veículos é sofrível.

No recente caso da lei que pretende estabelecer horário para funcionamento de bares e similares na cidade, pode-se novamente observar a movimentação de comerciantes para tentar reverter a situação, no caso, a imposição da lei. Até quando “o clamor do povo” será silenciado em favor de interesses particulares? O que esperar do futuro de uma cidade refém de interesses pecuniários? Os impostos que estes pagam silenciarão a comunidade, diminuirão as mazelas sociais?

terça-feira, 8 de junho de 2010

Eterna esperança



Vivemos à espera de dias melhores. Quando criança (há bastante tempo isso) ouvia dizer que “as crianças são o futuro do país”. As crianças cresceram – tá bem, nem cresceram tanto assim – e o futuro do país agora é jogado para a próxima geração. Do mesmo modo acontece na política: temos governos ruins? Na próxima eleição os tiramos. E nesta ciranda interminável estamos à espera de desenvolvimento.

Há quanto tempo a cidade de Esperantina é refém da idéia de eterna salvação pela renovação dos quadros políticos? Sempre que se avizinha o período eleitoral a solução para todos os problemas surge de forma espetacular, triunfal, segue-se uma onda de entusiasmo, o popular agora vai... passam as eleições e tudo inicia novamente. Pode ser uma maneira simplista de ver a situação, mas a retrata na totalidade, sem rodeios.

Por quanto tempo ainda teremos que nos contentar apenas com o rodízio de mandatários? Com descrito em conhecida música “já não vejo diferença entre os dedos e os anéis”. Todos são tão iguais na essência e nos atos. Só mudam as siglas e os assessores.

Enquanto as massas populacionais não reagirem a isso, resta-lhes apenas assistir apalermados aos acontecimentos à espera do coup de grace.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Perdendo tempo

Exemplo de figuras notáveis temos agora em Esperantina: os estudantes profissionais. Quem são eles? São aqueles que, tendo concluído o ensino médio na modalidade pedagógico, passaram a estudar então o científico e agora ingressam – sem pestanejar – no tal ensino técnico. Temos também os neo-pseudo-entusiastas do saber.

Que motivação guia estes desocupados abnegados seres? Uns dizem que é somente mais uma desculpa pra sair de casa. Outros sustentam que pretendem adquirir novos conhecimentos e se manter atualizados quanto aos conteúdos, que possivelmente serão abordados em concursos públicos, visto que não dispomos de cursinhos. Ah, tá.

Fico inquieto com o comportamento destas pessoas, ao repetir seguidas vezes o ensino médio em diversas modalidades, pois assim crescem lateralmente, enquanto que o normal seria na vertical, seguindo nos estudos nos níveis ditos superiores. Fica a impressão de que estes não logram êxito no aprendizado pelos anos que passam nos bancos escolares, ficando sempre à espera de novas oportunidades, o dia de amanhã, o futuro, tal qual a máxima que desde os primórdios assegura que o Brasil é país do futuro, deitado eternamento em berço explêndido.

Essa tendência, antes restrita a estudantes das escolas públicas, alastrou-se nas escolas da rede privada, com a agravante de que em inúmeros casos, os estudos são concomitantes: científico em um turno, técnico em outro. Pessoas que notadamente não dominam nem apreendem o conteúdo em um turno tentam enganar a si próprios estudando um outro.

Alunos egressos de tais cursos com relativa dificuldade conseguem – quando conseguem – lograr êxito nos vestibulares e concursos. Daí a culpa recai sobre a escola, os professores que não sabem ensinar, na globalização, em tudo e em todos, menos em si mesmos.

É hora de repensar comportamentos.