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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Tristes poderes podres

Imagem: www.doutoresdaalegria.org.br

E foi dada a largada para o joguete político do ano que vem. Aqui,  ali e acolá pipocam iniciativas 'cidadãs' com único intuito de melhorar a vida dos munícipes. Nada como uma eleição para melhorar uma cidade.

O movimento é rasteiro, sub-reptício melhor dizendo, mas aos poucos cresce o número de visitas às comunidades rurais e juro que já vi até mesmo a popular 'mão-mole' pensa sobre a porta do carro, sempre pronta a cumprimentar um possível eleitor.

Tome ajuda para isso e tudo o mais que alivie a situação. Tudo em nome do bom-mocismo e espírito fraternal que nos une. Vencedores e vencidos se tornam, cada qual à sua maneira, detentores da mais alta moralidade e demonstram em conversas e até mesmo na – cof, cof – imprensa local que sempre serão a melhor opção. As pessoas ficam tão iguais nesta temporada de caça!

Aquela história de que o povo não tem memória tem lá sua reserva de verdade. Por mais que falem, protestem, não há cidadania que resista a um DAS, ainda mais quando não se precisa mover um dedo para merecê-lo.

domingo, 23 de setembro de 2012

Mais uma cruz para o cemitério do lazer


Ah, Esperantina, cidade fagueira, já se foi o tempo em que no progresso constante te envolves, mesmo em tempo difícil e hostil, era cantado no hino e vivenciado nas ruas. Não bastasse outros dissabores, temos ainda que suportar a lenta degradação da parca estrutura de lazer que nos cabe.

Nas fotos abaixo, entre o matagal que se formou, ainda se pode ver paredes daquela que foi uma das boas atracões de Esperantina. Palco de noites memoráveis, diversões que agora ficam guardadas na memória de quem participou. E porque acabou? Entre outras coisas, falta de inovação, atendimento deficiente (até aqui tá igual às outras que ainda não fecharam), desleixo até.
Imagem: Arquivo Blog

Imagem: Arquivo Blog

Como se espera que uma cidade vire de hora para outra um pólo turístico e comercial, se não há o sentimento de inovação? No caso em questão, o das fotos, foram anos e anos de lenta degradação, sem que algo fosse feito. Mas a infraestrutura – ou a falta dela - nas proximidades também contribui e muito para o esvaziamento do local. Faltam o senso e a visão de que nem todos apreciam permanecer em local com piso cheio de rachaduras, uma vez que abalos sísmicos não costumam ocorrer por aqui. A ideia de comércio local (leia-se bares a assemelhados) é apenas abrir as portas, gelar algumas cervejas, instalar o famigerado telão para assistir DVD's de forró, contratar garçons com pés de chumbo e pronto, o lucro cairá como torrencial chuva. Inovação, bom atendimento, preços justos e ambiente adequado, só quando a clientela deixar de agradar com o pouco que é ofertado e passar a cobrar qualidade.

Só para não dizer que não falei das flores: bom atendimento e novidades vemos por aqui, mas na maioria das vez somente quando da inauguração do empreendimento. Logo após a euforia inicial, a mesmice e as moscas tomam de conta.