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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Enquanto isso, na sala de justiça...


Com tantas questões para ser discutidas nas mais diversas áreas a Câmara Federal resolve aprovar a tal lei da palmada. E ainda dizem que o Brasil tá no rumo certo.

Enquanto os digníssimos senhores deputados federais se digladiavam para aprovar a inquestionável lei da palmada outros assuntos menos importantes ficaram de lado, para o ano que vem, como a partilha dos royalties do pré-sal, a reforma política, reforma do código penal caduco entre outras superfluidades. E ainda temos que levar a sério os discursos que ouvimos mesmo sem querer.

E nesta marcha, com o estado cada vez mais presente na vida do cidadão, ensinando como educar os filhos seguimos altaneiros rumo ao espetáculo do crescimento, esperando qual o próximo passo rumo à estatização da vida privada. Ficarei atento, vai que eles resolvem adotar novas técnicas para a limpeza das orelhas e eu por fora dessa? Yes, we can too.

Do outro lado da linha a tal frente parlamentar de combate ao crack e outras drogas ainda ensaia seus passinhos tímidos por meio de reuniões, debates e busca de modelos de tratamento, enquanto o filhinho que não pode levar palmada se prepara para aventurar em mares nunca antes navegados, agora sob a égide do estado, caso a presepada passe pelo senado.

Queria ver agora a multidão de mãos dadas cantando a uma só voz:

Eeeeeeuuu
Sou brasileeirooôô
Com muito orguulhooôô
E muito amooôô ...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Dura lex, sed lex




O proposto projeto de lei conhecido como boa noite Esperantina tem incomodado alguns cidadãos, sejam eles comerciantes ou não. Líderes já começaram a confabular, visando a não aprovação do dito projeto. De que têm medo?

Inicialmente se alega que os donos de bares e assemelhados serão bastante prejudicados com o projeto. E o que dizer dos que convivem com a balbúrdia nas proximidades destes comércios? As alegações para a não implantação desta lei em Esperantina são as mais variadas possíveis. Menores comentam que não terão mais onde se divertir; outros alegam ter o direito de ir e vir; há ainda os adeptos da cultura do “amanhecer o dia”, “pegar o sol com as mãos” e assim segue um rosário de lamúrias.

Ora, pombas! Por aqui já não se cumprem as leis do trânsito; o tal estatuto das crianças e adolescentes serve apenas para intimidar os pais; a venda e consumo de substâncias ilegais não é novidade, etc, etc, etc., por isso mesmo o estado há de se apequenar e deixar de criar suas leis, tentando melhorar? Viveremos eternamente à margem da lei? Cobra-se muito das autoridades, sejam elas policiais, judiciárias ou mesmo administrativas, porém, na contramão da história, a parte que cabe à população não é lá muito cumprida.

O grande barato que Esperantina apresenta é justamente a libertinagem. O que atrai tantas pessoas, que ao passar alguns dias por aqui se dizem “apaixonadas” pela cidade é justamente o sentimento de que tudo podem fazer neste território de cocais. Visitantes se deslumbram não com o bom atendimento de bares e assemelhados, mas com as inúmeras possibilidades que a noite oferece, nem todas legais.

Os teóricos da mesmice sempre surgirão com o manjado discurso de que a educação (em casa e na escola) ainda é a melhor solução, que o policiamento, sim, este deve ser intensificado. Estes viverão eternamente em busca do paraíso perdido.

A intenção da lei não é estabelecer um toque de recolher, mas estipular normas de convivência, comuns em ambientes civilizados. A Lei não é para que ninguém saia de casa, é apenas mais um limite que, infelizmente, temos que imputar àqueles que não têm limite. O resto é balela.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Desarmamento


Foto: PF/RN


Apesar do alarde com que foi anunciado o início da campanha de recadastramento/entrega voluntária de armas de fogo, logo se vê que a mesma não vingou.

Acontecimentos recentes em Esperantina e região põem em cheque a eficácia da campanha pelo desarmamento. No final, somente os pacatos cidadãos entregam suas armas, transformando-se assim em alvo fácil dos meliantes. No ato da entrega da arma, o cidadão deveria receber adesivo em forma de alvo. Facilitaria ainda mais.

Afirmam os entendidos no assunto que a posse de arma de fogo pelo cidadão por vezes aumenta o risco para os mesmos, visto que não raro inexiste preparação para uso dos trabucos. No entanto, por vezes a imprensa divulga casos de despreparo também dos agentes da lei, que teoricamente são adestrados para tal.

Não se trata de regredir a períodos conturbados da história, onde a lei do olho por olho era a regra, mas o porte deveria ser estendido a todas as pessoas, que responderiam por seus atos. Mas lei é lei. À população cumpre apenas obedecer, participar de passeatas pela paz e aguardar a vez.

Enquanto isso, no mundo real, a marginalidade encontra facilidades na aquisição e uso de armas, com crescente poder de fogo.

E você ai, pensando se entrega ou não aquela velha bate-bucha enferrujada, cujo perigo maior é espalhar tétano.