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quarta-feira, 21 de março de 2012

Regras para a convivência

TSE multa eleitora por propaganda antecipada em favor de Dilma



O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aplicou na sessão desta noite (20) multa de R$ 5 mil à eleitora Adma Fonseca de Almeida por fazer em 2010, em Aracaju-SE, propaganda em favor de uma eventual candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República antes do período permitido pela legislação eleitoral. O Ministério Público Eleitoral (MPE) denunciou Adma por adesivo em seu carro com os dizeres “Agora é Dilma”, seguido de símbolo do Partido dos Trabalhadores (PT).

Por 5 x 2, os ministros consideraram que Adma Fonseca desrespeitou o artigo 36 da Lei das Eleições (Lei 9.504/97) que estabelece que a propaganda eleitoral somente pode ser feita a partir do dia 6 de julho do ano eleitoral. O descumprimento dessa regra sujeita o autor da propaganda e o seu beneficiário, quando comprovado o seu prévio conhecimento, ao pagamento de multa que varia de R$ 5 mil a R$ 25 mil (Fonte: www.tse.gov.br).

Bem que isso poderia virar regra. Ainda no ramo das proibições, o mesmo TSE instituiu que "É ilícita e passível de multa a propaganda eleitoral feita por candidato e partido político pelo Twitter antes do dia 6 de julho do ano do pleito, data a partir da qual a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) permite a propaganda eleitoral".

A iniciativa é louvável, pois já neste período ainda distante das eleições não se pode escrever/falar nada que logo há o prejulgamento de que você é da oposição (sempre maldita) ou você é da situação (que não pode ser criticada).

Sempre que se expresse alguma idéia por mais distante da realidade possível lá aparece um idiota cidadão qualquer de plantão que interpreta duas ou três idéias erradas e passa ao ataque, que pode iniciar no simples comentário à matéria, mas que invariavelmente se estenderá até mesmo a ofensas pessoais.

Imagem: londrina.odiario.com
É você interagindo com amigos sobre temas variados e lá aparece o néscio infiltrando idéias políticas, com a desculpa de estar interessado no progresso da cidade e outros papos ordinários, tentando vender a imagem do seu preferido como a melhor alternativa. O pior ocorre quando o próprio salvador da pátria é um dos interlocutores.



Na boa, já bastam as outras mídias impregnadas pela polítitica. Deixem a internet para a diversão/informação e outras coisas menos infames.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cinco dias no vácuo


Caramba. Cinco dias sem internet. No domingo pela manhã quando faltou energia o cenário nos remetia à pré-história, só faltava mesmo as cavernas. O silêncio era interrompido apenas pelos brucutus com seus veículos barulhentos.

E pensar que pagamos internet a preços absurdos e no final somos presenteados com péssima prestação de serviços, baixa velocidade e ainda estamos sujeitos a ficar desatualizados porque um cãozinho fez xixi na base de uma torre.

E ainda temos os sonhadores que falam que a internet 3G está vindo aí. Quem dera tivéssemos a certeza – pelo menos – de que amanhã teremos nossa conexão assegurada.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

No meu tempo...




Quando se fala algo assim tem-se a idéia de apropriação do tempo por alguém, mas na realidade é apenas um modo de expressão para limitar e acentuar determinado período da vida do narrador.

Dizem que nos tornamos velhos na medida em que usamos no meu tempo. Mas é que diante de muitos fatos do cotidiano nos deparamos e mesmo chegamos a confrontar atos e atitudes das pessoas de agora com outras de nosso tempo.

Os avanços da modernidade chegam e mudam por completo o cotidiano das pessoas, embora a maioria não perceba, apenas continue a existir.

Senão, vejamos: antes que a internet, videogames e afins invadissem os lares, era comum que a idéia de lazer passasse pelas manhas de sol na beira rio, ponto de encontro prestigiado.

Divertido era cruzar a cidade em uma bike. Hoje a meninada se esbalda sobre motos, para alegria dos donos de postos de combustíveis e de lojas de peças.

Lembro que durante os festivais juninos - sim eles existiam e eram bem mais divertidos – o grupo que ganhava a competição não precisava necessariamente incomodar o resto da cidade com carreatas e sons estrondosos. Predominava a diversão e não a comercialização da cultura;

Conhecíamos detalhes de outras pessoas não pelo perfil do Orkut, que inexistia, mas pelos cadernos de perguntas que passavam de mãos em mãos pela sala de aula;

Se hoje é impensável para a maioria viver sem os famigerados telefones celulares, até algum tempo atrás os espaços ociosos do dia eram preenchidos com leituras, jogos, passeios de bicicleta, bate papo real e até mesmo com a prosaica TV, que era menos apelativa.

Mas enfim, o tal futuro de que tanto ouvíamos falar na infância parece ser apenas isto mesmo: um grande rolo compressor que compacta e destrói o passado, deslocando-se no presente e mirando no futuro.

Não obstante, nem tudo são lágrimas, pois o tal futuro que agora é presente nos permitiu maior acesso à informação, educação, saúde e até mesmo lazer (ainda que diferenciado).

“O passado é o que foi, é a flor que murchou, o sol que se apagou, o cadáver que apodreceu. Lágrimas a ele” (...)   Álvares de Azevedo. Noite na Taverna.