Hoje por volta de 6:30 um carro de som
circulava pelas ruas da cidade (desconfio que apenas dava a volta o quarteirão
aqui de casa), anunciando atos em comemoração ao aniversário - ou algo que o
valha - de determinado templo religioso. Nada demais, não fosse o fato de que o
código de posturas da cidade regula os horários para propagandas, que não podem
iniciar antes das 7:00h e nem se estender além das 22:00h. Leis ultrapassadas?
Que se proceda então à revisão delas.
Antes de ser condenado a um banho no lago
de fogo e enxofre por denunciar tal ato, digo que o que importa no caso não é o
objeto da propaganda e sim o horário importuno. Já foi o tempo em que tínhamos
o sossego pelo menos nas primeiras horas do dia.
Chato viver em uma cidade onde todos
cobram melhorias, mas não querem fazer parte dela. Cobram leis, mas não as
obedecem.
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| Calçada para os pedestres. Imagem: Arquivo |
Leis temos aos borbotões e os poderes
são até prolíficos na criação de mais delas. Mas para que criá-las se não as
põem em prática? Por exemplo, de que adiantam as placas de trânsito pelas ruas
se ninguém as obedece?
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| Proibido estacionar. Imagem: Arquivo. |
Por vezes penso sugerir leis que
deveriam regular os serviços de táxis e moto-táxis, mas quem cobraria sua
execução? Hoje basta ter um carro, nem sempre em boas condições de uso,
estacionar na praça e se dizer taxista; mesmo procedimento para os
moto-taxistas, que se diferenciam dos demais usuários de motos apenas pelo uso
de colete e nada mais. Até a presente data não encontrei viv’alma que tenha tal
preocupação em regularizar tais serviços nesta cidade, talvez por medo de
desagradar possíveis eleitores ao lutar por tão impopulares medidas.
De tanto ver o desprezo pelas leis e
suas aplicações ou a falta delas - algumas até chegaram a causar furor entre os
cidadãos nativos – muitas nunca saíram do papel, como aquela que estabeleceria
horários para funcionamento de bares e congêneres; a outra que estabelecia
limites de horários para a circulação de menores pelas ruas. Isto para ficar
somente nestes poucos exemplos.
A grande pergunta seria: Se não precisamos de leis, porque necessitaríamos de quem as cria?