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sábado, 8 de setembro de 2012

Dia de quê mesmo?


Livramo-nos de Portugal, mas ainda hoje não conseguimos nos livrar das bandinhas com seus toques marciais nas comemorações do 7 de setembro, com seus defectíveis toma-limonada-pra-acordar-de-madrugada, lembrança do período em que militares governaram o Brasil e muitos fingem querer esquecer.
Imagem: bestyle.com.br

Este tormento da parada cívica nos persegue desde muito tempo e permanece com ares de que ficará para a posteridade, embora já tenha perdido a graça e razão de ser, tão achincalhada está a nação.

Tempos passados fazia algum sentido acompanhar os desfiles da independência, mas agora o que se vê são pessoas desmotivadas a desfilar com pés-de-chumbo para cumprir metas ou amealhar notas para passar no ano letivo. O que fica de bom mesmo é que hoje é feriado.

Em tempo: gostaria muito de saber que foi o fi de que insistiu em colocar um corneteiro asmático e sem  noção de tempo para acompanhar a bateria durante o desfile. O que significam aqueles zumbidos mesmo?

terça-feira, 4 de maio de 2010

E a história se repete

Foto: Secom



Não fosse o calendário ao lado da mesa, pensaria ter retornado alguns anos no tempo. Gritos, foguetes, algazarra, luzes vermelhas intermitentes a clarear a escuridão das ruas para anunciar a chegada de uma ambulância. Era preciso mesmo desfile da ambulância pelas ruas do município, qual Napoleão ao adentrar Paris após mais uma batalha ganha? Será que ninguém saberia da existência dela sem o pirotécnico desfile?

Algum tempo atrás era comum se ouvir pelas ondas de rádio que Esperantina estava na UTI, entre outros alarmismos. A internação continua, pelos mesmos motivos. Esperantina está doente. Continua doente (é preciso grifar o termo continua, senão os arlequins simpatizantes entopem a caixa de comentários com bobagens, em textos truncados, ricos em gerúndios). Eis alguns dos muitos males que acometem a cidade: crescimento urbano desordenado, demanda por serviços públicos não atendidos, violência, soberba, ganância, lascívia, o eu antes do nós...

Foi apenas mais um capítulo de uma história que iniciou há décadas. Como já foi dito, a propaganda é mesmo a alma do negócio.