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Imagem: Arquivo do Blog. |
E então o prédio
da escola foi doado, como planejado. Entre tantas opções de aproveitamento para o prédio, ele foi doado. Não demora e se verá o município passando o pires pelos corredores do governo, em busca de recursos para tocar obras, por não dispor de recursos próprios em quantidade suficiente, mas doamos um prédio.
Não deveria
causar muita surpresa mesmo, tal ato, afinal, no município já foram doadas as
calçadas para os comerciantes expor/vender suas mercadorias; as ruas foram
doadas a furiosos e inabilitados condutores de veículos para nelas fazer o
que bem entender; o canteiro central da principal avenida da cidade foi doado a
comerciantes para lá receber sua clientela com brasas, fumaça e bebidas; o
teatro doado às baratas; os poliesportivos aos insetos... pensando bem, era
apenas uma questão de tempo.
E a reação da
plebe a tudo isso se resume a “protestar muuuiito nas redes socais”. E o que
resta então de patrimônio público a ser preservado, os urubus domesticados? Contrariamente
às falas favoráveis ao projeto, preservar o patrimônio não é se prender irremediavelmente
ao passado, pelo contrário, se trata de preservar a memória da cidade, guardar algo
que nos resta no presente e nos lembre no futuro. Não se trata apenas de um
edifício. É muito mais que isso. São histórias que se encerram naquele lugar e
porque não dizer, ali é um museu a céu aberto. Falta sensibilidade para sentir,
perceber o que se fez. Agora é tarde. Por todas as memórias agora solenemente sepultadas alisó resta afirma Requiescant in pace.
E tenho dito!
E tenho dito!