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O cenário é dantesco: você entra no estabelecimento
comercial para fazer uma compra qualquer e fica perdido na zorra em que ele se
transformou, por conta do feriado que os antigos chamavam de semana santa.
A manada sai às compras como se fosse a última vez. Ninguém para
e pensa sobre o real significado do feriado. O importante é garantir a mesa
farta. O resto é resto.
Os saudosos lembram com saudade “do tempo em que terça-feira
o comércio e as escolar já eram fechados”. E outras frases relativas. Tempo passado.
O que vale agora é encher a pança com os quitutes da época e se preparar para
as festas, que aliás, este ano não acontecerão por conta do erário, para o bem
ou para o mal. A turma que enchia os bolsos sentirá muita falta.
Voltando ao tema inicial, porque cargas d’água a mesa só
fica farta assim neste período? O que acontece nos demais meses do ano que não se
possa ter as mesmas iguarias à mesa, com a mesma abundância? Afora este fato,
tudo transcorre como dantes: multidões de nativos que retornam aos lares, após
meses se deliciando com miojo na capital, economizando pra comprar umas roupas
descoladas e histórias inventadas sobre os rolês e “muitas opções” de diversão lá
proporcionadas, diferentemente daqui. Blá, blá, blá... o mesmo papo de sempre.
Por aqui a melhor opção continua a ser aquela de
antigamente: se refugiar na zona rural. Para o bem ou para o mal.