Aguardado
desde sempre, o asfalto da PI que liga Esperantina a São João
do Arraial finalmente foi iniciado e possivelmente, até 2014
chegará ao fim.
A
importante obra beneficiará enormemente o tráfego de
pessoas e mercadorias nesta parte norte do estado, quando concluída.
Após anos de promessas pré-eleitorais a obra foi
iniciada e, embora a previsão inicial fosse de estar pronta em
120 dias, ainda há muito o que fazer para finalizá-la.
Curioso é
que após tantos estudos, bajulações e
levantamentos, ainda possam ser constatadas barbeiragens
na extensão da obra, como fica patente nas fotos abaixo.
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Imagem I: leito 'desimpedido', onde a água deverá correr livremente,
segundo demorado levantamento de impactos ambientais.
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Imagem II: outro lado, por onde a água deveria vir. Deveria, do verbo Quem sabe um dia. |
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Imagem III: Mais um local onde a água deve fazer salto com
vara para passar.
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Imagem IV: Lado oposto da foto anterior. |
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Imagem V: Mais um sucesso da engenharia, onde o pontilhão de
madeira (direita) não erá mais água corrente, vitimado pelo
bloqueio do leito d'água.
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Alguma
sumidade resolveu tapar as laterais dos pontilhões para que os
mesmos fossem refeitos ou consertados. Até ai tudo beless.
Terminado o serviço nos pontilhões – pelos menos no
pequeno trecho próximo a Esperantina – o luminar achou por
bem retirar os volumes de terra que impediam o curso d'água,
mas somente nas proximidades, esquecendo que a água necessita
de livre espaço para correr. Como estamos em pleno período
de seca, tudo bem. O problema será quando começar a
chover – sim, isso ainda acontecerá. Como a água
correrá em seus leitos originais, se estes estão
bloqueados?
Como
sempre, não vi/li sobre manifestações a respeito
do caso. Nas redes sociais não foram criadas correntes de
indignados com tal fato, embora por lá o bom-mocismo com
causas de lugares distantes esteja na ordem do dia. Nenhum pio da –
cof, cof – imprensa local, nas suas diversas modalidades.
Sempre
que o progresso dá as caras por aqui a natureza é
penalizada. Seja na construção de casas, na reforma de
lojas, na exploração mobiliária ou em qualquer
outro projeto de urbanização local. O blá-blá-blá
de sempre se resume em reuniões, encontros e fóruns sem
resultados aparentes, onde os bravos defensores da boa vida sob os
leques dos carnaubais se reúnem para salvar o mundo.
É
o progresso. corram!