sexta-feira, 31 de agosto de 2018

E na terra de ninguém...

Imagem: http://fernandocabrerafac.blogspot.com/


...o silêncio é raro nestes tempos. A publicidade volante invadiu a cidade que, sem cobrança no cumprimento das leis, se torna área livre para absurdos diários. Determinados setores do comércio local vivem intensa guerra de propagandas em que o único a perder algo é o cidadão, que fica sem opção a não ser ouvir as pérolas da comunicação.

Os carros e motos de propagandas volantes, que já contam com lei específica para funcionamento, permanecem ao deus-dará, sem nada nem ninguém que os impeça de incomodar a todos com suas propagandas em alto e péssimo som. Enquanto uns poucos respeitam os ouvidos alheios, outros se imaginam conduzindo trios elétricos.

Desde as primeiras horas do dia até início da noite somos bombardeados com propagandas das mais diversas, algumas de gosto bem duvidoso. Nas ruas os carros trafegam em baixa velocidade para melhor entendimento do que propagam, mas é bem verdade que eles não precisam exclusivamente circular pelo meio da rua, basta seguirem pela direita, como o restante da humanidade, mas não eles, os donos da rua.

O volume em que trabalham é um disparate, pois se circulam por todas as ruas, porque cargas d’água o volume precisa ser ouvido pelo outro lado da cidade? Áreas que deveriam ser poupadas do barulho, como hospital, delegacia, escolas e outros são solenemente ignorados, chegando mesmo a interromper reuniões e aulas por breves momentos, mas a lei não lhes atinge.

E assim caminha a humanidade. E tenho dito!

quinta-feira, 26 de julho de 2018

A festa que é um kinder ovo!

Imagem: http://conexaoplaneta.com.br/

Criada para livrar os cidadãos do fogo do inferno representado pela festa profana da semana santa e que lembrava a herança política de um ex-gestor, foi relançada bem ao gosto local, uma nova festa-símbolo do município, que cumpre a dupla intenção de não desagradar o tradicional segmento religioso prejudicado pela festa agora extinta, por sua vez a nova festa também agrada outro segmento religioso, tendo um dia dedicado à purificação pelas gritarias músicas religiosas, seja lá o que isso signifique em temos práticos.

Durante 4 dias a população será levada a esquecer das mazelas locais, sendo então brindada com obras, segurança e alegria impares! Hora de esquecer o estádio abandonado, a escuridão em bairros remotos, o salário irregular, a violência que teima em surgir aqui e acolá... enfim, dias de glória! Muitas autoridades presentes, em busca do contato precioso com os populares.

Na contramão de tudo, aquela que seria a finalidade da festa - promover determinado setor da produção local, conhecido por poluir as águas do rio e desviar o uso da água de consumo humano para geração de renda a uns poucos – fica a desejar, pois até a presente data nunca vi resultados práticos derivados de tal festa. As anunciadas rodadas de negócios para geração de renda aos munícipes ficam em segundo plano. Nunca foi publicado – e se o foi, não foi dada a devida publicidade – quais ganhos o município teria em geral com a atividade piscicultora. Se o pão não é satisfatório, o mesmo não se pode dizer do circo das atrações musicais, estas sim, bem ao gosto para distrair.

E tenho dito!

PS: Sim, tal qual a guloseima, também esta festa tem uma surpresa embutida!