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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

E na terra de ninguém...

Imagem: http://fernandocabrerafac.blogspot.com/


...o silêncio é raro nestes tempos. A publicidade volante invadiu a cidade que, sem cobrança no cumprimento das leis, se torna área livre para absurdos diários. Determinados setores do comércio local vivem intensa guerra de propagandas em que o único a perder algo é o cidadão, que fica sem opção a não ser ouvir as pérolas da comunicação.

Os carros e motos de propagandas volantes, que já contam com lei específica para funcionamento, permanecem ao deus-dará, sem nada nem ninguém que os impeça de incomodar a todos com suas propagandas em alto e péssimo som. Enquanto uns poucos respeitam os ouvidos alheios, outros se imaginam conduzindo trios elétricos.

Desde as primeiras horas do dia até início da noite somos bombardeados com propagandas das mais diversas, algumas de gosto bem duvidoso. Nas ruas os carros trafegam em baixa velocidade para melhor entendimento do que propagam, mas é bem verdade que eles não precisam exclusivamente circular pelo meio da rua, basta seguirem pela direita, como o restante da humanidade, mas não eles, os donos da rua.

O volume em que trabalham é um disparate, pois se circulam por todas as ruas, porque cargas d’água o volume precisa ser ouvido pelo outro lado da cidade? Áreas que deveriam ser poupadas do barulho, como hospital, delegacia, escolas e outros são solenemente ignorados, chegando mesmo a interromper reuniões e aulas por breves momentos, mas a lei não lhes atinge.

E assim caminha a humanidade. E tenho dito!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Findos os festejos é hora de retomar a rotina

Em uma cidade com o trânsito profundamente desordenado e abandonado à falta de boa vontade dos condutores de veículos é inadmissível que uma rua em local bastante movimentado seja interditada por dez longos dias. Que sejam interditadas quantas ruas sejam necessárias para a realização de cultos religiosos, a lei orgânica do município prevê isto, mas uma rua em particular e que em nada interferiria nas celebrações passar 10 dias interditada é demais, até mesmo para os padrões de uma terra desassistida como essa.
Imagem: Arquivo do Blog.

Se tal medida foi tomada para aliviar a situação do trânsito, deveriam estudar mais e aplicar outras mais efetivas, em outros locais e não limitadas especificamente ao período em que a cidade recebe muitos visitantes.

E o que justificaria tal insensatez? A quem interessaria o ato? E antes de tudo, quem se manifestou sobre isso? Pelo visto ninguém. Todos permaneceram embasbacados com a movimentação dos festejos que um dia foram religiosos. Quantos eleitores se deliciaram nestes dias ao som de bandas de sempre nos locais de sempre com as músicas de sempre...


Eles devem saber se divertir, seguindo o pensamento que um idiota borra-botas me disse. Mas e as pessoas que não chegam a se extasiar com tanto barulho e badernas na noite, quem se solidariza com elas?  Velha prática do pão e circo de novo por estas terras, se bem que o pão ainda não teve, mas é só uma questão de tempo.