segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

O Toque de Midas


 
Imagem:nodivacomcarol.wordpress.com



A mitologia grega nos brindou com a narrativa sobre Midas, um ganancioso rei da Frígia, que, ao prestar favor ao deus Baco, dele recebeu como recompensa que “tudo que tocasse virasse ouro” e, uma vez munido de tal poder, isto se tornaria sua desgraça, pois tudo que o rei tocava virava ouro, até mesmo a comida do prato. Prestes a morrer de inanição, recorreu a Baco, que desfez tal poder.


Após séculos, a modernidade brinda a classe política com o toque de M*#d@, que a tudo estraga com o mais leve toque. Aqui e ali vemos o resultado deste poder mágico a nos atormentar. Quando recebemos uma péssima prestação de serviços, como a limpeza pública, não é difícil perceber o toque de M*#d@ tornando ineficiente o serviço; a funcionária alçada politicamente a um cargo e que mal levanta os olhos para exercer seus deveres também deriva deste mágico poder, como assim também aqueles que apenas dão o ar da graça em seus locais de trabalho; quando falta verba para construir estádio, quadra, escola e asfalto, lá está o poder mágico se manifestando, onipresente.

Tal qual no período clássico representado na mitologia, também agora nos compete apenas assistir a tudo em silencio solene, esperando a hora em que se desfaça este toque fétido, embora seu séquito deseje permanecer na bonança.

E tenho dito!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Então é natal

Imagem: Arquivo do Blog.


Hora de esquecer as agruras do ano que ora finda. Esquecer as mágoas que porventura tenha acumulado ao longo do ano; esquecer os transtornos causados pela falta de estrutura na cidade, relegados à posteridade em nome de festas tradicionais; hora de esquecer que as eleições legaram à posteridade uma legião de bobocas choramingando; enfim, hora de festejar... o que mesmo?

Da mesma data do anterior, só mudou o clima, o mais continua tudo com antes, no quartel de Abrantes. A cidade ainda agoniza, vitimada por seu trânsito caótico; as ruas pavimentadas e escolhidas a dedo para isso agora sofrem com o trânsito desregrado; a avenida-rio continua a dar show no período chuvoso; o estádio de futebol continua uma eterna promessa...

E não há quem comemore? Sim, tem. O comércio, este sim, comemora o tal “período mágico” do natal e fim de ano, o grande sentimento de fraternidade que a todos envolve. Quem também não tem do que reclamar são os promotores de festas, que dia-a-dia animam a patuleia e movimentam a sofrível economia local.

Em tempo: desconfio que o grande personagem deste período, o velhinho do trenó seja um funcionário comissionado: é ineficiente; só aparece em um período; não responde a ninguém e se acha uma autoridade.

E tenho dito!