domingo, 22 de janeiro de 2017

Desenvolvendo e cantando

Em qualquer lugar do mundo, cidades primam pelos seus habitantes, editando leis que melhorem o cotidiano de todos e aqui, bem...aqui é diferente. Estamos em uma cidade que prima pelos direitos dos condutores de veículos, comerciantes e outros, em detrimento do restante da população e a novidade agora foi a instalação de um outdoor em pleno canteiro central da avenida.
 
Imagem: Arquivo do Blog.
Alguma suprema sapiência autorizou e se não o fez, fechou os olhos para a instalação de outdoor no canteiro da já combalida avenida central da cidade. Não bastassem aquelas casinhas de pombo no passeio, com suas áreas cobertas que alongam as casinhas, os fogareiros em brasa, a fumaça dos espetinhos, as cadeiras dos bares... enfim, não bastassem os absurdos já incorporados ao cotidiano, agora se faz a instalação dos outdoors, que enfeiam (sim, ainda é possível) e dificultam a vida de pedestres, tenham eles restrições de movimentos ou não, pois além das bases da placa, fincaram estacas de aço e cabos para fixar melhor as placas, oferecendo risco de tombos e afins àqueles que se atreverem a se deslocar pelo passeio central.

Quem autorizou? Ou não foi autorizado? Se não foi, alguém ganhou uns caraminguás se aproveitando do vácuo recesso municipal. Quem anuncia também tem parcela de culpa ou deveria no mínimo ter algo na consciência ao observar que aquilo lá fere leis de trânsito e o Código de Posturas do município. Ou será uma miragem que apenas uns poucos perceberam? E assim seguimos, desenvolvendo e cantando.


E tenho dito!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Finalmente...

Imagem: Arquivo do Blog.

O natal passou, o tal espírito natalino (ai, que medo!) se escondeu novamente até o final do ano vindouro, enfim... tudo está igual com era antes.

A cidade ficou irreconhecível com a decoração natalina, que só não foi mais representativa porque poderia iluminar os pontos de lama e buraqueira que insiste em tomar conta das ruas. A população esqueceu as lamúrias do dia-a-dia e passou a expressar sentimentos humanitários, que ficam guardados nos demais períodos do ano no mais recôndito dos esconderijos.


E que 2017 seja breve, pois ainda temos muitas ruas a asfaltar, calçar, iluminar, reformar, retomar o incrível crescimento observado meses atrás e este ano não é propício a tais empreendimentos.