segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cisma, versão cocais

Imagem: Arquivo Internet.

Nestes tempos em que pouquíssimos acontecimentos nos causam espanto, fiquei abismado com matéria lida na 'imprensa' local, dando conta de que um grupo de edis se empenha com afinco na intenção de emancipar um povoado e região próxima em mais um município piauiense.

Regularmente de tempos em tempos esta estrovenga surge para debalde de uns e delírio para outros, principalmente daqueles que deverão levar algum com isso.

Sinceramente, não vejo como o desmembramento de um povoado seja mais benéfico do que o empenho que os edis deveriam dar à localidade em questão. Um problema dividido em dois se converte em dois problemas.

A estranheza neste caso se dá porque os ditos que ora se empenham para emancipar o povoado foram eleitos com votos de todo o município de Esperantina, que juram amar de coração. Estranho amor (não, não é o filme da xuxa) esse. Fazem juras de amor, mas na primeira oportunidade não vacilam e já flertam com outro.

Para aqueles amantes da cidade que ora se empenham em diminuí-la, gostaria de saber como se sentem ao patrocinar causa que retirará de Esperantina aquela que é a maior - senão única - atração turística da cidade - a cachoeira do urubu, de nossos cidadãos! De uma hora para outra Esperantina verá – caso aprovada a estrovenga – seu território diminuído, dividido como precioso butim. A nenhum deles coube ainda a missão de descobrir que com a cisma, diminuirá além do território as verbas para educação, saúde, repasses governamentais e até mesmo, suprema heresia – o número de edis será encolhido! Estranha forma de retribuir pelas centenas de votos que os cidadãos de todo o município lhes deram!


E assim, meio que na surdina e apostando no apalermado público, o grupo segue com sua intenção, caminhando e cantando...

domingo, 29 de setembro de 2013

Nada a comemorar

Imagem: w.gasperi.blog.uol.com.br

O território bendito e ordeiro, com seus 93 anos de existência oficial ainda precisa de muito para poder comemorar. Em todos os sentidos.

Em um item a cidade está a léguas de distância de ser a tal “grande Esperantina” cantada no rádio. Qual seria o item  O Trânsito. Alvo de medida que tentou civiliza-lo, apresentou leves melhoras por curto período, ainda que à força, pesando antes no bolso que na consciência dos condutores.

Por curto espaço de tempo pareceu que finalmente teríamos algo próximo da regulação pelas ruas da cidade. Ledo engano. Ultimamente as melhorias conquistadas – senão todas, a maioria delas – desceram Morro abaixo, se é que me entendem.

Veículos agora trafegam na contramão com a mesma desenvoltura de quem falta ao serviço na segunda porque foi a uma festa no domingo. Veículos são estacionados onde melhor convier ao condutor. Altas velocidades, não uso do capacete, som abusivo, menores guiando e uma miríade de outros fatores relacionados nos fazem desacreditar que tudo um dia será resolvido. Somente o aparato policial com seu baixo efetivo não consegue resolver o problema. É preciso mais envolvimento de pessoas com poder de mando na causa, por exemplo, levando a cabo a municipalização do trânsito.

Não deixou de ser cômico quando dias atrás o paquidérmico apresentador de um telejornal estadual citou Esperantina como tendo o trânsito controlado. Concordo em partes. Esperantina tem sim o trânsito em ordem: primeiro morrem os motociclistas, depois os motoristas, ciclistas e por fim, os pedestres.

E tenho dito!